Doação de sangue

setembro 28, 2008

Se todo cristão brasileiro que pode doar sangue, resolvesse doar, nunca mais faltaria sangue em nenhum hospital do Brasil…

Por que quem pode doar, não doa?

Dói? Dói muito mais não poder fazer uma cirurgia de emergência porque o banco de sangue do hospital está vazio…

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Regeneração por decisão – livro

setembro 26, 2008

Trecho do livro “Regeneração por decisão”, de James E. Adams:

“Robert Dabney, um dos grandes teólogos do século XIX, fez algumas observações muito pertinentes em relação à desilusão de pessoas que têm sido aconselhadas a tomar uma decisão. Alguns desses indivíduos, ele disse, “sentem que um truque cruel foi feito, com base na sua inexperiência, pelos ministros e amigos do Cristianismo, ao fazê-los confiar neles, na hora de sua confusão, levando-os a falsas posições, cujas exigências eles não podem cumprir e efetivamente não as mantêm, levando-os a sagradas profissões (de fé) as quais eles têm sido compelidos a repudiar vergonhosamente. Seu respeito próprio é, portanto, ferido ao extremo, e seu orgulho fica indignado ante sua exposição humilhante. Não é a toa que eles vêem a religião e seus sustentadores, desde então, com suspeitas e ódio. Muitas vezes seus sentimentos não param aí. Eles estão conscientes de que foram totalmente sinceros em suas ansiedades religiosas e no momento das suas resoluções, e que sentiram estranhas e profundas sensações. Mas sua amarga experiência lhes têm dito que seu novo nascimento e sua experiência religiosa foram no mínimo uma desilusão. Seria, pois, mais do que natural concluir que a experiência de todos os outros é desilusão também? Eles dizem: ‘a única diferença entre eu mesmo e estes cristãos sinceros, é que eles ainda não detectaram a charada como eu já o fiz. Eles não estão agora nenhum pouco mais convencidos de sua sinceridade e da realidade de suas emoções do que eu mesmo estive uma vez. Ainda que eu soubesse que não havia ocorrido nenhuma transformação em minha alma; eu não creio que isso tenha ocorrido na deles.
Este é o processo de pensamento fatal pelo qual milhares têm passado; até que a nação seja salpicada ao redor por infiéis, que assim são feitos por sua própria experiência de sentimentos religiosos. Eles talvez guardem para si mesmos a maior parte de suas hostilidades porque o Cristianismo atualmente ‘está por cima’; mas eles não estão menos endurecidos contra a mensagem salvadora da verdade.”

Dabney registrou essas palavras há cem anos atrás, muito antes dos dias do “evangelismo de massas” e campanhas super-organizadas. Se há cem anos atrás a nação estava “salpicada ao redor por infiéis, que assim são feitos por sua própria experiência de sentimentos religiosos espúrios”, qual deve ser a situação hoje? Esta é uma séria questão para todo cristão. Conduzir homens, mesmo sinceramente, a uma falsa esperança será uma horrível condenação para um cristão quando ele estiver diante do Deus Todo-Poderoso.”

“Pode o homem nascer de novo por responder “sim” a uma certa lista de perguntas? Pode o homem nascer “de cima” por vir à frente na igreja? Pode o homem tornar-se um cristão verdadeiro por responder a um convite como resultado de ser “pego de surpresa”? Suas respostas a estas questões podem ser determinadas por sua visão da condição espiritual do homem. Qual é o estado espiritual do homem?”

Sobre o que o autor está falando? Sobre aquelas pessoas que tomam a decisão de serem cristãs, sob pressão de outras, e não por terem sido convencidas pelo Espírito. E foram erradamente ensinadas que, ao tomar a decisão, automaticamente têm suas almas transformadas e se tornam novas pessoas. Bastaria dizer “sim”, e pronto, e é o que elas fazem. Mas ao se dar conta de que tal transformação automática não ocorreu (porque não é assim que ela ocorre de fato), acabam ficando profundamente desiludidas, se sentem enganadas. E realmente foram enganadas, mas não por Deus, mas pelas pessoas. Na ânsia de levarem pessoas a serem cristãs, ou pela própria ignorância sobre como funciona a tal “transformação da mente”, iludem os outros com falsos ensinamentos, fazem pressão e obrigam a pessoa a decidir por algo que ela sequer entende direito. E o falso ensinamento conduz à decepção, e a decepção leva a rejeitar Deus. Quem é o culpado, senão a pessoa que ensinou errado?

Por isso, não ensine pela metade, em nome do crescimento da “igreja”. Número alto de membros não diz muita coisa, quando esses membros são gerados pelo ensinamento errado e pela ilusão. Ensine a verdade. A verdade pode não fazer a congregação crescer tão rápido como desejaria o analista de marketing, mas só ela liberta.


Como é ser Deus?

setembro 24, 2008

Deve ser horrível ser Deus –  por João César das Neves

Já pensaram na pachorra que é preciso para ser Deus? Lidar com toda a humanidade ao mesmo tempo deve ser horrível. É que Deus tem de conviver com todo o tipo de pessoas. Neste caso é mesmo todo o tipo de pessoas. Não há dúvida que Deus tem de ser Deus só para conseguir suportar ser Deus.

Ser Deus é ser incompreendido. Não existe nada no mundo tão evidente, tão visível, tão compreensível como Deus. Deus, porque é Deus, resplandece em tudo. Por isso, a existência de Deus é uma das certezas mais consensuais da humanidade. No entanto Deus está também acima de tudo, infinitamente acima de tudo. Claro que Deus sabe que as suas criaturas nunca O conseguirão compreender. O problema não está aí, mas na forma como as criaturas lidam com o que não entendem.

Muitos não Lhe ligam nenhuma. Aproveitam tudo o que Ele lhes dá, sem sequer uma palavrinha para agradecer aquilo que, afinal, é tudo o que eles têm e são. Por vezes até exigem mais, invocando direitos inalienáveis. Se Deus não existisse como podiam existir direitos? Como podia existir quem os invoque? Alguém fala dos direitos de Deus?

Aqueles que acham que compreendem Deus às vezes ainda são piores. Que piegas e pedinchões! Como acham que compreendem, fazem contratos com Deus, chantagem com Deus, tentam enganar Deus, seduzir Deus, manipular Deus. Mais, como se consideram relacionados a alto nível, acham-se com direito a uma vidinha melhor. Melhor do que quê? Se é assim, porque não pedir asas ou visão raio-x?

Não é extraordinário que Deus tenha feito o universo e depois essa obra se ponha a comentar o que Ele fez e o que ela é? Temos mil críticas à forma como o mundo funciona. Como se houvesse alternativa e não fosse um privilégio indescritível simplesmente existirmos. Nós somos os que conseguiram convite para participar neste momento e neste cantinho da Criação. Lamentar o mundo e a sociedade, desdenhar da obra e Autor é, senão grosseria, pelo menos tolice.

A mais bela criatura de Deus é a liberdade humana, e é essa que gera mais problemas. Deus criou a liberdade da forma mais radical, recuando para deixar outros fazer. Se a liberdade humana avançar para Deus consegue realizar obras espantosas. Menos perfeitas que as que Deus faria sozinho, mas muito mais valiosas por serem feitas por quem não é capaz.

O risco da liberdade é que pode ser usada como se quiser. Uma liberdade sem Deus é destruição, mas isso faz parte da liberdade. O mais incrível é muitos usarem esse mal que a liberdade humana faz sem Deus como prova da inexistência de Deus. Como existe mal no mundo, que nós fizemos, então não pode existir um Deus bom, que nos fez a nós. Eu estraguei e por isso Ele não existe! Não é espantoso o raciocínio?

Talvez o mais ridículo seja nós orgulharmos daquilo que Deus fez através de nós. Alguém que não é nada senão aquilo que Deus fez, que depois teve de ser corrigido porque já estragara o que era, e que só conseguiu fazer algo de bom porque Deus lhe segurou a mão, anda todo inchado com essa sua realização! E nós todos dizemos «que grande artista!», «que genial autor!», «que excelente artigo!», sem percebermos que o verdadeiro Artista e Autor é aquele que merece palmas cada vez que passa uma mosca.

Ser Deus é tão horrível que, se Ele viesse a este mundo, as coisas iam correr mal de certeza. É verdade que os gregos, romanos e outros imaginaram como seriam as visitas dos deuses, mas eles perceberam tudo ao contrário, descrevendo a cena como um patrão a visitar a propriedade. O que aconteceria realmente seria que, depois de um momento de euforia no reconhecimento, começariam as reivindicações, as discussões, os ataques. Não! Se Deus nos visitasse, o mais certo era Ele acabar morto da forma mais cruel que se conseguisse encontrar.

Deve ser horrível ser Deus. Afinal quem é que quereria ser Deus, para ter tanto trabalho, fazer tudo tão bem, tão perfeito e depois acabar esquecido, desprezado, incompreendido? Tem de se ser especial para se aceitar ser Deus. De facto só o Amor quereria e poderia ser Deus.

http://dn.sapo.pt/2008/09/22/opiniao/deve_horrivel_deus.html


Dê atenção ao próximo…

setembro 23, 2008

Você sabia que a cada 60 segundos, em algum lugar do mundo, uma pessoa tenta cometer o suicídio?

Um minuto da sua atenção, poderia ter evitado a tentativa de suicídio do seu próximo no minuto seguinte…

Pense nisso…


Onde o cristianismo vai parar?

setembro 19, 2008

Não se engane…

O Cristianismo é simples, ser cristão é simples… não é fácil, mas é simples…

Lamentável ver tantas pessoas se dizendo cristãs, mas adotando rituais do paganismo, do espiritismo, de feitiçaria, de satanismo, e até técnicas de regressão usadas em terapias psicológicas, que nada têm a ver com cristianismo. Lamentável ver tantas pessoas abandonando a simplicidade da graça para abraçar doutrinas ensinadas em encontros “secretos”, onde passam por lavagem cerebral, e acham que foram abençoadas por um “milagre”. Lamentável ver as pessoas deixando de ser imitadores de Cristo para serem gralhas de púlpito e de auditório. Triste ver a liderança levando as ovelhas para a perdição e o erro, em vez de colocá-las na verdade. Abominável assistir pastores entrevistando demônios, distribuindo objetos ungidos, areia de Israel, água do Jordão, óleo ungido, flores consagradas, lenços milagrosos, cajados de Moisés, fitas coloridas com cores inspiradas no espiritismo, água colorida “ungida”, recomendando banhos de sal grosso e arruda, enterrando bíblias, urinando para demarcar território e expulsar “demônios territoriais”, estaqueando e ungindo ruas das cidades com óleo, enfim, centenas de atividades supostamente “proféticas” mas que em nada resultam. Lamentável ver sessões de “descarrego” e de regressão dentro das igrejas. Lamentável ver escritores sensacionalistas e sem embasamento bíblico (a não ser, é claro, citando versículos isolados do contexto, para se justificarem), venderem tantos livros e tais livros serem transformados em doutrina rapidamente, sem questionamento.

Lamentável ver pessoas acreditando em maldições hereditárias que exigem “rituais de quebra de maldição”, que não constam na Palavra.

Lamentável assistir pastores expondo suas ovelhas ao ridículo em rituais de “libertação”.

Lamentável também ver pessoas acreditando que podem exigir bençãos e prosperidade de Deus, como se Deus fosse um mordomo ou o gênio da lâmpada, que existe apenas para satisfazê-las em todos os seus desejos.

Triste constatar que as pessoas não querem mais a simplicidade do Cristianismo, e sim se manter em vãs superstições, crenças irracionais e rituais legalistas. Ou se manter em contínua “batalha espiritual”, vendo mensagens de Satanás em todos os lugares, e algumas vezes dando mais poder a ele do que ao próprio Deus. Tudo que acontece de mal, para essas pessoas, é culpa de Satanás, mas isso é apenas uma forma de fugir da responsabilidade diante dos próprios atos. Lembre-se que você cai nas tentações por sua própria concupiscência, logo, a culpa é antes de qualquer coisa, sua.

Triste perceber que as pessoas não querem mais a transformação da mente que nos torna pessoas cada dia melhores, mas desejam apenas viver “experiências”, mesmo que essas “experiências” sejam contrárias à Palavra. Os cristãos de hoje parecem querer apenas emocionalismo, sensacionalismo, pirotecnia, circo. Ter “experiências” com o que acreditam ser o Espírito Santo, mesmo que sejam duvidosas, é bom. Mas sentir o peso da cruz nas costas, isso, poucos querem.

E você que é ovelha, não culpe apenas os líderes. O circo certamente fecharia, se não houvesse platéia pagando para ser feita de otária. O que eles mais desejam, é que a platéia continue assim, ignorante, desconhecendo a Palavra cada vez mais, e engolindo qualquer coisa que um líder carismático lhes coloca na boca.

Impressionante como as pessoas não lembram da Palavra quando cita os falsos profetas e falsos mestres, e as obras que fariam e quantas pessoas eles enganariam.

“… porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” (Mateus 24:24)

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.” (2 Pedro 2:1)

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.” (1 João 4:1)

“Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.” (Mateus 7:15)

Ou você é daquele tipo que pensa que “os fins justificam os meios”?

Misericórdia..


Heresias Neopentecostais

setembro 14, 2008

Um texto de Airton Evangelista da Costa…

HERESIAS NEOPENTECOSTAIS
Pr. Airton Evangelista da Costa

Pastores e demais líderes evangélicos começam a demonstrar preocupação diante das extravagâncias que estão surgindo nos púlpitos brasileiros. A cada dia que passa surgem novas práticas anti e extrabíblicas. Não uso, como alguns, o eufemismo de classificar esses descaminhos de “modismos”. Coloco-os no rol das heresias.

As críticas que antes corriam apenas à boca pequena, agora tomam corpo e são divulgadas em sites de expressão. A Igreja Evangélica já não pode calar diante de tamanha irracionalidade. Não desejamos ser julgados pelo pecado de omissão. O povo brasileiro precisa saber que tais tolices, como a seguir exemplificamos, estão à margem do evangelho que nos foi ensinado por Jesus. Na verdade, se trata de um outro evangelho.

Em detrimento da Palavra, multiplicam-se os púlpitos festivos. Encenações inusitadas, objetos ungidos e mágicos, entrevistas com demônios, amuletos, “mercadorias” diversas, tudo é válido no desvario em que se envolvem pregadores e ouvintes.

A impressão que se tem é que o evangelho, da forma que foi anunciado pelos apóstolos nos primeiros tempos, já não serve para os dias atuais. Falar de pecado, arrependimento, perdão e santidade se tornou antiquado, obsoleto, repreensível. É preciso entreter os ouvintes, apresentar uma nova atração a cada semana, tudo semelhante ao que vemos na sociedade consumista.  Mas o que é preciso mesmo, e com urgência, é botarmos a boca no trombone e denunciar o que estão fazendo com o evangelho.

Ovelhas há que já perderam a noção do que é ser cristão. Não sabem sequer por que Jesus morreu. Têm o dízimo como meio de obter bênçãos espirituais e materiais. Não conhecem o evangelho da renúncia, da resignação, do sofrimento, do carregar a cruz, do contentar-se com o pouco. Certa vez, conversando com um jovem neopentecostal, ele disse: “Se sirvo a Jesus, quero ser rico, ter uma boa casa e carro importado”. Os anos se passaram e nada disso aconteceu. Ele e seus pais pararam de ofertar e estão com a fé em declínio. É o que está acontecendo: gazofilácios cheios, pessoas vazias. O pai desse jovem me revelou que entrou nessa porque acreditou nas entrevistas que falam de riqueza fácil. Agora ele percebe que os que estão mais pobres não são convidados a falar de sua pobreza.

São de arrepiar os relatos que se encontram no site http://webbethel.com/gondim09.htm, de autoria do pastor Ricardo Gondim.  É difícil de acreditar que um grupo de cristãos, liderados pelo pastor, alugue um helicóptero e, com dezenas de litros de óleo, passe a ungir a cidade do Rio de Janeiro, derramando uma caneca de óleo aqui, outra ali.  Fico a meditar como o líder conseguiu envolver irmãos de boa fé nesse projeto inusitado. O óleo da “unção” deve ter caído em lugares pouco recomendáveis para o mister, tais como animais mortos, fezes e valas fétidas.

Mais incrível é o uso de urina para demarcar território. Essa você não vai acreditar. Está no referido endereço. Em Curitiba, um grupo de irmãos, liderado pelo pastor da igreja, entendeu que deveria demarcar seu território com urina, como fazem os leões e lobos. Após beberem muita água para encher bem a bexiga, seguiram para pontos estratégicos da cidade e passaram a URINAR. Quando li a notícia, pensei que a palavra estivesse errada. Talvez fosse REUNIR. Mas era urinar mesmo. Foram horas e horas urinando.  O comboio de veículos parava em pontos preestabelecidos, e, ali, a um sinal, um deles aliviava a bexiga.  Ora, esse tipo de lógica poderá levar irmãos a situações mais degradantes ainda. Degradantes, patéticas e irracionais.  Algum irmão desse grupo poderá descobrir que determinada espécie animal demarca seu território com suas próprias fezes.  Certamente não atentaram para o contido no Art. 233 do Código Penal que trata da prática de “ato obsceno em lugar público”, e estipula a pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. A jurisprudência indica que a micção em lugar público configura o crime previsto no referido Artigo, ainda que não haja intenção de vulnerar o pudor público.

Pelas perguntas e respostas a seguir é possível comparar o evangelho de ontem com o de hoje. Após ouvirem a pregação de Pedro, muitos, compungidos, perguntaram: “Que faremos?” Pedro respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo.” (At 2.37-38). A resposta, hoje, seria: “Participe das campanhas, faça o sacrifício do dar tudo, e seja próspero”. Atendendo à curiosidade de Nicodemos, Jesus disse: “Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (Jo 3.3). A resposta no outro evangelho: “Seja dizimista fiel”. Se alguém perguntasse a Tiago o que deveria fazer para livrar-se dos encostos, ele prontamente diria: “Sujeitai-vos a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tg 4.7). A resposta do evangelho festivo seria: “Use sal grosso, sabonete de descarrego, vassouras, fitas, colares, cajados, pedras, e seja dizimista fiel”. Se o pecado do rei Davi – adultério e co-autoria num homicídio – fosse nos dias de hoje, a culpa seria do encosto que estaria nele. Uma série de exorcismos, cinqüenta quilos de sal grosso, uma dúzia de sabonetes seriam necessários para pôr o encosto em retirada. Às indagações sobre como ter o necessário à vida, Jesus respondeu: “Não pergunteis o que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Lc 12.29,31). A resposta no evangelho da prosperidade: “Toque no lençol mágico”.

O Apóstolo Paulo confessa que orou três vezes ao Senho para que o livrasse de um espinho na carne. Mas o Senhor, em vez de atendê-lo, respondeu: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Reconhecendo a vontade soberana de Deus, Paulo se conforma e continua com seu espinho. E declara: “Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas”, pelo que “sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Pois quando estou fraco, então é que sou forte.” (2 Co 12.7-10). A orientação para esses casos, nos púlpitos festivos, é a seguinte: “Exija de Deus seus direitos”. Sofredores como o Apóstolo, o servo Jó e muitos outros desconheciam esse caminho “legal” para exigir direitos assegurados.

Com relação à substituição do “pedir” pelo “exigir”, como fazem alguns neopentecostais, vejam o seguinte. Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado em João 14.13: “E tudo quanto pedirdes em meu nome…” – e em Jo 14.14 – “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” “Pedir”, do grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. Sob este aspecto, é significativo destacar que o Senhor Jesus NUNCA usou o verbo aiteõ na questão de fazer um pedido ao Pai”, por ter dignidade igual Àquele a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15, 20 – Fonte: Dic. VINE). Por essas e outras, há muita gente confundindo alhos com bugalhos.

Repassa-se a idéia de que crente não deve chorar nem passar por qualquer tipo de sofrimento. Crente deve ser próspero. A verdade, por muitos desconhecida, é que a fidelidade a Deus não nos garante uma vida livre de dores, aflições e sofrimento. Dizer que aos crentes e fiéis dizimistas está garantia uma vida de flores, sem lágrimas, sem luta espiritual, sem aperto financeiro, é conversa para boi dormir. Jesus disse que seus seguidores deveriam carregar sua própria cruz, caminhar por um caminho apertado e passar por uma porta estreita: “No mundo tereis aflições”; na verdade todos os que desejam viver piamente em Cristo padecerão perseguições. (Jo 16.33; 2 Tm 3.12). Era da vontade de Deus que Paulo pregasse o evangelho em Roma. Apesar de sua fidelidade a Deus, os caminhos lhe foram difíceis. Enfrentou provações várias, naufrágio, tempestade, prisões.

Não podemos fazer ouvidos moucos à zombaria e piadas em torno desse “outro evangelho”. As pessoas tendem a nivelar todas as Igrejas Evangélicas pelo que vê na televisão, ou pelo que vê num ou outro culto. Eu pensaria da mesma forma se não fosse evangélico. É preciso esclarecer a opinião pública sobre o que diz a Bíblia a respeito de cada nova idéia extravagante. Que se façam ouvir as vozes e o protesto dos líderes que defendem a pregação de um evangelho livre de heresias e irracionalidade.

Sem conhecer a verdade bíblica se torna difícil detectar as heresias. Ouça este conselho: não coma pela mão dos outros, mas examine você mesmo se o que o seu pastor prega está de acordo com a Palavra. Se você não estiver devidamente preparado para esse exame, consulte outros irmãos.

Fonte: http://www.solascriptura-tt.org/Seitas/Pentecostalismo/HeresiasNeopentecostais-AECosta.htm


Estórias para ovelha não dormir

setembro 14, 2008

Abaixo transcrevo mais um texto que trata das superstições que assolam o meio cristão…

Estórias Para Ovelha Não Dormir

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2 Tim:4.3,4)

Durante minha infância e parte da adolescência, tendo pouco conhecimento bíblico, me impressionava com estórias e lendas sobre supostos vampiros, lobisomens, chupa-cabras e outras coisas do gênero. A medida que fui compreendendo melhor as coisas de Deus através do estudo da Bíblia, fui amadurecendo espiritualmente. Muito me surpreende, que hoje em dia os evangélicos estão dando crédito à inúmeras superstições. E pior ainda, estão aprendendo isso nas igrejas.
As estórias de ex-satanistas que são contadas em certos livros, como: “Ele veio para libertar os cativos”, de Rebecca Brown e “Filho do Fogo”, de Daniel Mastral são um misto de terror, ficção científica e contos de fadas. As coisas que esse Daniel Mastral afirma em seus livros e seminários parecem extraídas diretamente do filme Van Helsing. Quem viu o filme sabe muito bem do que estou falando.

Em boa parte das igrejas brasileiras que estão na “visão de batalha espiritual”, os “libertadores” que fizeram seminários com Mastral, Itioka, Brown e cia, estão achando que Caim virou Vampiro, que estão se abrindo “portais dimensionais”, que existem lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Acreditam inclusive que o tal Eduardo Daniel Mastral (cujo nome real é Marcelo Agostinho Ferreira), teve seu código genético modificado pelos satanistas, que também teriam feito um clone dele. Caro leitor e irmão em Cristo, você consegue acreditar numa coisa dessas? Como diz a Escritura Sagrada, o povo não suporta a sã doutrina e está se voltando às fábulas. Esses contos da carochinha gospel soam muito mais agradáveis aos ouvidos do nosso povo místico e supersticioso do que o simples e real Evangelho de Cristo. Hoje em dia ninguém quer mais ouvir aquela história do filho de Deus que foi pobre, sofreu, morreu pelos pecados da humanidade e ressuscitou ao terceiro dia. Preferem mesmo as estórias dos “ex-super soldados” do anticristo, que ficam horas falando sobre os “terríveis poderes do diabo” e da “irmandade do Marlon”.

Enquanto as fábulas profanas que estes doutores em “mundo espiritual” ensinam, dizem que tenho que passar por um processo de “libertação” para me livrar de maldições e espíritos familiares, as Escrituras Sagradas me garantem que Cristo me livrou de toda maldição a partir do momento que nasci de novo. Enquanto alguns “libertadores” gostam de entrevistar demônios e a partir desses diálogos construir doutrinas, meu Senhor me disse que o diabo é mentiroso e que dele não procede verdade.

Inúmeros crentes já leram incontáveis livros da Rebecca Brown, do Daniel Mastral ou da Neuza Itioka. A maioria deles nunca leu a Bíblia inteira ou sequer estudou as doutrinas fundamentais da fé cristã, ficando facilmente expostos ao engano.

Querem saber de uma coisa? Acho que vou entrar na moda também. Vou sair pelas ruas buscando sinais de vampiros, lobisomens, zumbis, bicho papão ou de espíritos humanos invasores (fantasmas) na minha casa, que segundo a Rebecca Brown, não podem ser expulsos pelo nome de Jesus. Assim que localizar as evidências de tais seres que trabalham para a “irmandade”, pegarei o telefone e chamarei os CAÇA-FANTASMAS!

Francisco Belvedere Neto – Membro da Igreja Metodista Central de Curitiba e acadêmico da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista – UMESP