Cristianismo em tempos de cólera

Muitos se perguntam qual deve ser o posicionamento do seguidor de Jesus nesses tempos de polarização, cólera e radicalismos diversos. Longe de pretender guiar qualquer um, vou aqui colocar minha modesta opinião.

Penso que o cristão deve se manter independente, não defender cegamente nenhuma posição extremista ou partido. Em épocas como essas, se faz necessária a imparcialidade, a visão embasada na busca da verdade, a mesma verdade que Jesus afirmou libertar as pessoas. Imparcialidade para denunciar as manobras tanto de direita quanto de esquerda visando manipular corações e mentes. Jesus nunca tentou calar ninguém, jamais pregou que seus opositores não pudessem se manifestar. Muito pelo contrário, foi até as sinagogas e debateu abertamente com os fariseus, donos da verdade na época.

O cristão não deve ser favorável a nenhum movimento com objetivo de calar quem pensa diferente. Deve denunciar quem esconde o próprio autoritarismo em supostas lutas por direitos, justiça e etc. Jesus nunca foi autoritário nem se comportou como autoritário. Jamais pregou métodos de força para alcançar o objetivo do Reino de Deus. Deixou claro que tal Reino não era deste mundo nem seria encontrado usando métodos humanos de manipulação, ideologias políticas ou qualquer coisa do tipo. Seria contrário inclusive aos métodos usados em muitas igrejas e partidos, de brincar com as emoções das pessoas para angariar adeptos. Mexer com o emocional é uma forma de impedir pessoas de usarem o raciocínio.

Jesus também não chancelaria o linchamento virtual, a tal cultura do cancelamento ou o tribunal da Internet. São novas formas de apedrejamento criadas na era digital. O farisaísmo continua vivo e está muito presente nas redes sociais onde solta seus demônios. Muitos se comportam como gado, como turba, apenas seguem a onda da milícia digital sem nenhuma reflexão. Jesus foi crucificado a pedido exatamente desse tipo de pessoa, a turba irracional. Se envolver em milícias digitais e em tribunais de rede social não é comportamento aceitável de um cristão, de quem se espera mansidão, bondade, paciência, domínio próprio, amor ao próximo. O cristão deve ser o portador da luz em qualquer discussão, ser o pacificador, para todos perceberem estar diante de um discípulo do Cristo e não de um demônio disfarçado de membro de Igreja. Simples assim.

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