Sério, André Valadão?

outubro 20, 2018

andrevaladao

Vamos conversar então sobre quando os cristãos eram minoria no império Romano?

Vamos conversar sobre como Jesus e seus discípulos eram minoria e como a maioria foi quem decidiu a morte de Jesus, incentivada pelos falsos pastores da época?

Não me admira isso vindo da sua triste figura, uma vergonha para o Evangelho.

Cada vez me sinto mais feliz por estar bem distante desse mundo “gospel” e seus lobos travestidos de pastores com discursos que nem de longe espelham Cristo.

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Nem Bolsonaro nem Haddad

outubro 12, 2018

Chegamos ao segundo turno das eleições de 2018 no Brasil. E se intensifica a apelação de ambos os extremos na disputa. No primeiro turno, não votei nem em Bolsonaro nem em Haddad. Apesar de todo o terrorismo e ameaças de que não votar no Bolsonaro, seria ajudar o PT, votei com a minha consciência.

Não voto no Haddad por motivos óbvios, afinal ele está apenas tentando tampar o buraco deixado por Lula, atualmente condenado em duas instâncias e preso.

Em Bolsonaro, não voto pois seria como assinar um cheque em branco, sem saber o que se fará do mesmo depois de sair das minhas mãos. Em toda a sua carreira no legislativo, foram vários os episódios onde ele defendeu abertamente o fechamento do Congresso Nacional, defendeu torturas realizadas durante a ditadura militar (sou contra tortura e também sou contra o que as guerrilhas de esquerda fizeram supostamente lutando pela democracia). A maior parte das suas pautas no legislativo, foram sobre benefícios a militares sem preocupação alguma com o país. Suas falas, conscientemente ou não, tentam imitar a tosquice das falas de Lula. Sempre que se pronuncia sobre mulheres ou minorias, é um desastre. Em toda a sua carreira, ele jamais falou como um liberal e realmente não é um liberal, é um estatista e que viveu desde sempre com as benesses do funcionalismo público, militar e do legislativo. Além disso, colocou a família toda para desfrutar das mesmas benesses, bancadas com o dinheiro do contribuinte, sem contribuir em quase nada em contrapartida. Ao mesmo tempo, também jamais se encaixou no perfil do verdadeiro conservador,. É apenas mais um que muda de acordo com a conveniência, e está enganando a muitos. Está apenas surfando, como bom oportunista que é, na onda do anti-petismo que assola o país. Muitos estão votando nele por medo de uma volta do PT, e os fanáticos seguidores dele souberam explorar este medo, muito bem. É impossível acreditar que Deus esteja realmente acima de todos ou inspirando tal campanha, como diz no seu bordão, repetido bovinamente pelos adeptos da seita.

Como cristã, vejo aqueles que se dizem donos da igreja evangélica, apoiando este candidato sem reservas. Nada de novo, nada que não tenham feito antes. Visam apenas lucro futuro, verbas para publicidade do governo para a igreja que tem rede de tv e anda mal das pernas, e talvez garantir que aquela ideia de fazer igrejas perderem a isenção no pagamento de impostos, não seja tirada da gaveta. Não se trata de apoio pela moral, bons costumes, ou contra a corrupção. Tais assuntos são usados como cortina de fumaça para esconder o verdadeiro objetivo. Se trata de busca pelo poder. Simples assim. Estão de novo apoiando cegamente um candidato, sem nenhum senso crítico. Bolsonaro se transformou no novo bezerro de ouro dos crentes.

Esquecem Jesus, que disse que o reino dEle não era daqui, nem deveria ser buscado ganhando poder político ou econômico.

Por isso, e porque cada um de nós irá responder individualmente por cada ato ou omissão diante dEle, é que votarei nulo no segundo turno. Questão de consciência, pois a eleição passa, e as consequências ficam. Nenhum dos candidatos me representa, como cristã e defensora da liberdade individual (inclusive liberdade para a pessoa seguir a religião que quiser ou não ter nenhuma), da democracia e de um Estado que não interfira na vida do cidadão como se fosse seu pai ou seu dono. Não quero mais Estado e sim menos, não quero nacionalismo que leva ao fanatismo, não quero patrulhamento ideológico de lado nenhum e sim liberdade para todos. Não desejo para o Brasil que seja governado mandato após mandato, por populistas irresponsáveis como são Bolsonaro e Haddad. Esse tipo de governo aniquila qualquer chance de um futuro melhor para o país. Vejo muito slogan falando em Deus, mas atitudes que dizem o contrário e ferem os ensinamentos de Cristo. Não escolher, quando as opções parecem igualmente ruins ou duvidosas, também é escolher. Na dúvida, escolho ficar em paz com minha consciência, princípios e valores. Penso ser melhor do que avalizar cegamente alguém por medo da volta do PT, ou por medo do viés autoritário de Bolsonaro, ou pelo ódio a qualquer um dos dois. Não escolho candidatos por medo nem por ódio. Se é preciso estar imbuída destes dois sentimentos para escolher qualquer um deles, não escolho nenhum.


Idolatria a políticos

junho 5, 2018

Em postagem anterior, fiz uma crítica aos cristãos que falam de forma apaixonada sobre o condenado em duas instâncias, o ex-presidente petista Lula, como se ele fosse um deus e merecesse veneração. Pura idolatria, de quem colocou um partido e um político acima de Deus. E transformou ideologia em religião.

Porém, do outro lado, vejo outros cristãos, entregues ao mesmo tipo de idolatria, a outro político profissional, Jair Bolsonaro. Em torno dele, existe uma verdadeira seita, pronta a atacar ferozmente quem questionar ou criticar qualquer coisa que o líder deles diga ou faça.

O curioso é que Jair Bolsonaro usa um bordão onde diz: “Deus acima de todos”. Enquanto permite que seus “seguidores” se comportem como fanáticos, xingando e agredindo qualquer um que se recuse a ajoelhar diante deste “altar”.

O apóstolo Pedro deu o exemplo, quando Cornélio se prostrou diante dele:

No outro dia chegaram a Cesaréia. Cornélio os esperava com seus parentes e amigos mais íntimos que tinha convidado.
Quando Pedro ia entrando na casa, Cornélio dirigiu-se a ele e prostrou-se aos seus pés, adorando-o.
Mas Pedro o fez levantar-se, dizendo: “Levante-se, eu sou homem como você”.

Atos 10:24-26

Paulo e Barnabé também reagiram com veemência contra a idolatria da multidão:

“Homens, por que vocês estão fazendo isso? Nós também somos humanos como vocês. Estamos trazendo boas novas para vocês, dizendo-lhes que se afastem dessas coisas vãs e se voltem para o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há.

Atos 14:15

Não sacrifique o seu senso crítico no altar de um político. Seja ele quem for, é humano e não merece nem deve ser idolatrado. Quando seres humanos se deixam dominar pela idolatria, os resultados são trágicos. Quem age assim, acaba se arrependendo depois. Todo ídolo está fadado a decepcionar seus adoradores.

Lembre que não existe salvador da pátria. E se você é cristão, o Salvador já veio. Então não busque salvação onde ela não existe. Militares, sindicalistas, populistas e demagogos, quando posam de salvadores da pátria, estão apenas mentindo.


Hipocrisia

maio 5, 2018

Nem eu nem as pessoas comuns, frequentadoras da igreja do bairro onde moro, são perfeitas.

Nós sabemos disso. Não somos hipócritas. E sabemos também que é preciso uma alta dose de hipocrisia, para se achar sabedor de todos os problemas do mundo, afirmar conhecer todos os culpados de todos os problemas, e bancar os justiceiros sociais. Apontar o dedo acusador contra tudo e todos que consideramos ser culpados e errados. Sim, porque a culpa está sempre no outro, no próximo, no vizinho, no colega de trabalho, no patrão, na igreja, no pastor, no padre, no governo, na elite, nos pais.

Nós, cristãos, somos chamados a ser diferentes, pois o convite dEle é a uma salvação individual, onde primeiro cada um deve olhar para si mesmo, e se enxergar como alguém inútil sem a graça dEle. Deus não vai consultar qualquer pessoa para saber o que há errado no mundo. O que interessa é saber quem nós somos. Ser acusador e apontar os erros dos outros, é fácil. Mais ainda, sem fazer nada de prático para solucionar os problemas. Ficar apenas nas teorias mirabolantes, pregando destruição, e viajando em utopias irrealizáveis, é o jeito mais promissor de fazer absolutamente nada, enquanto parece estar fazendo alguma coisa. Ou seja, melhor definição de hipocrisia, não há.


O ídolo está nu

abril 17, 2018

É triste quando os cristãos brasileiros gastam energias imensas defendendo um partido ou um político qualquer, e logo quebram a cara, pois ídolos de barro sempre acabam decepcionando. Muitos nem percebem o quanto agem por puro fanatismo. O exemplo mais assustador e recente, é o do ex-presidente e atual condenado Lula, alvo da idolatria de alguns cristãos.

Conheço cristãos que não falam em Deus de forma tão apaixonada como defendem este condenado em duas instâncias. É triste. São escravos de um ativismo político que já degringolou ao fanatismo irracional, sem base na realidade, sem conexão com os fatos. Estão cegos e pensam ter visão privilegiada, que vê o que os demais não conseguem.

Para eles eu digo: O seu ídolo está nu.


Mais ortodoxia

janeiro 1, 2018

Nesses dez anos desde que passei a me considerar cristã, gastei um bom tempo flertando como todo tipo de teologia considerada “não ortodoxa”. Não sei dizer se fiz isso por vontade de investigar a fundo a religião onde estava ingressando, ou por mera dificuldade em aceitar a fé como ela vem sendo explicada desde o princípio. Talvez fosse um pouco das duas coisas.

Não pretendo aqui entrar no mérito das teologias e doutrinas diferentes que vi por aí. Mas é possível ter uma ideia lendo coisas antigas aqui do blog. Posso apenas afirmar que depois de tanta viagem, encontrei, como Chesterton, o bom e velho cristianismo de 2000 anos. Os modismos passam, as teologias mudam, os teólogos morrem e com eles boa parte das suas ideias, desaparecem. Muitas delas sequer deixam vestígios. Muitos dos que eram recentemente bastante ativos, deixaram de ser relevantes e incensados, e foram rapidamente esquecidos. A boa e velha nova do evangelho é a que permanece.

Hoje prefiro me aprofundar na história do cristianismo e deixar de lado esse tipo de debate sobre Deus ser onisciente ou não, saber o futuro ou não e coisas do tipo. Na história do cristianismo acabamos percebendo não haver mesmo nada novo sob o sol. Tudo já foi debatido antes. Deixei de lado também muitos dos teólogos pós-modernos, pois em algum momento percebi serem mais filósofos do que teólogos. Em outro momento, percebi também que muitos deles não são pensadores da religião, e sim pessoas contaminadas por ideologias alheias ao cristianismo. Tentam a todo custo fazer com que a teologia se conforme à ideologia, quando devia ser o contrário. Deus está acima da guerra ideológica, e por isso não os levo mais a sério de forma alguma. Bons tempos onde os teólogos sabiam ser Deus o início e o fim de todas as coisas e partiam deste princípio. Muitos deles consideram a si mesmos como o início e o fim de tudo.  São loucos, e não teólogos.

Hoje prefiro o mistério e não saber todas as respostas. Prefiro o bom e velho credo dos apóstolos e o Pai Nosso. Porque é o que fica quando todos os modismos passam. O cristianismo continua, já morreu e ressuscitou muitas vezes e continuará fazendo isso, pois o morrer e o ressuscitar fazem parte dele desde o início.

Todos nós desejamos o progresso, mas se você está na estrada errada, progresso significa fazer o retorno e voltar para a estrada certa; nesse caso, o homem que volta atrás primeiro, é o mais progressista. C. S. Lewis.


Ditadura dos virtuosos

dezembro 31, 2017

[…]O que há, então, é uma infinidade de apóstolos de meros conceitos abstratos, assanhados por aplicar esses direitos indiscriminadamente sobre todo mundo e prontos para expurgar da sociedade aqueles que se opõem de alguma maneira a essa sua missão. Não pensam nas consequências da aceitação indiscriminada do que exigem, mantendo-se intransigentes em relação aos que se recusam a aceitar isso bovinamente.

O resultado disso é a criação de uma ditadura de opinião que, progressivamente, vai se tornando uma ditadura de fato. Uma ditadura que não condena com base em atos concretos, em fatos reais, mas pela simples convicção de que aqueles que se colocam contrários às suas bandeiras estão errados.

E os que não concordam com essas ideias totalitárias são as pessoas que possuem algum senso de realidade, que têm consciência de que a vida concreta é complexa e de que as virtudes existem, mas dependem de interpretação de acordo com os fatos onde estão sendo aplicadas. São também aqueles que entendem que é impossível impor todas as virtudes, ao mesmo tempo, sobre todos. Em suma, as vítimas da ditadura do novo mundo são as pessoas realistas, que aceitam as circunstâncias da vida, que entendem as nuances do cotidiano e que, por isso, são se colocam na posição de transformadoras, nem de justiceiras sociais.[…]

Leia o resto aqui: Ditadura dos Virtusosos – Fabio Blanco