Continue batendo, Porta dos Fundos

dezembro 21, 2019

Sobre o “especial” de Natal do Porta dos Fundos, direi apenas o seguinte: ao longo da história do Cristianismo, muitas foram as pessoas, antes perseguidoras e até assassinas de cristãos, a se tornarem depois seguidoras de Cristo. Algumas delas, se tornaram mártires.

Sendo assim, continuem batendo na porta, mesmo que seja a dos fundos, e um dia ela se abrirá, e vocês conhecerão não esse Cristo ou essa igreja dos seus estereótipos e clichês, e sim o verdadeiro Cristo e sua igreja verdadeira. Enquanto isso, prossigam com suas piadas e chacotas. Alguém que foi torturado até a morte, não liga para isso, e nem para filminhos que vocês consideram humorísticos, mas são apenas chacota infantil.

Eu, falando como alguém que já fez o mesmo, e depois se tornou mais uma discípula do Mestre, espero por vocês.

“Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta.
Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Lucas 11:9,10

Sobre a fé

março 4, 2019

Acabei de ler Dynamics of Faith, de Paul Tillich. Nele, o autor discorre sobre o que é fé, quais seus tipos e sua dinâmica.

Paul Tillich explica que nosso relacionamento com o sagrado, quando não embasado realmente em Deus, pode gerar uma fé idólatra, com consequências demoníacas e destrutivas. Segundo ele, quando alguém embasa sua fé em uma fonte de idolatria, qualquer falha pode fazer com que a pessoa perca o centro sobre o qual embasou toda a sua vida. Isso acontece quando colocamos como centro da nossa fé, uma figura de autoridade, uma nação, um livro, um conjunto de doutrinas. Muitos definem a fé como crença sem evidência, mas nada está mais longe da verdadeira fé do que isso. A fé entendida como crença sem evidência, entra em conflito com a razão, pois muitas vezes a razão vai contra as interpretações literais que o fiel faz sobre mitos e símbolos da sua religião. Acontece com o cristianismo, quando a história da criação contida no livro de Gênesis é levada ao pé da letra. O conflito com a razão é inevitável.

Já a fé verdadeira, coloca Deus em seu centro, e a partir dEle, constrói todo o resto. A fé verdadeira não se opõe à razão, pois estão em dimensões diferentes, e o conflito entre ambas não existe. A fé verdadeira usa mitos, símbolos, rituais e sacramentos como forma de expressão de uma realidade transcendente, e não interpreta símbolos e mitos como se fossem verdades literais.

A fé idólatra é destrutiva, entra em conflito com a razão e com a ciência. A fé quando entendida como crença sem evidência, não admite a dúvida. A fé idólatra gera fanatismo, e o fanático não consegue amar o que vai contra a sua crença. A fé como um conjunto de doutrinas aceitas e defendidas apaixonadamente, não consegue produzir atos de amor. Os mais terríveis crimes contra o amor foram cometidos em nome de doutrinas defendidas fanaticamente. A fé idólatra é necessariamente fanática. A fonte da idolatria é também a fonte da intolerância.

A fé verdadeira é criativa e não tenta ocupar o espaço da razão nem o da ciência. A dúvida é um elemento da sua estrutura, assim como a coragem e o risco. A verdadeira fé é um ato pessoal, individual. Implica no amor, como desejo de reunir os que estão separados dela. Seus rituais e sacramentos não são supersticiosos, mas apenas meios de expressão e de relacionamento com o Ser supremo.

Quando os rituais e sacramentos são distorcidos e vistos como realidades mágicas pela fé idólatra, isso afasta as pessoas, e elas passam a adotar sistemas morais sem religião. Se um mito é interpretado literalmente pela fé idólatra, a filosofia, a razão e a ciência o rejeitam como absurdo. Quando histórias sagradas deixam de ser vistas como mitos, o mito se transforma em filosofia da religião, e finalmente, em filosofia sem religião.

A expressão do amor gerado pela verdadeira fé, é a ação. O elo de ligação entre a fé e a ação é o amor. O tipo de fé determina o tipo de amor e o tipo de ação. A idolatria é incapaz de gerar ação baseada no amor, pois o idólatra não consegue amar o próximo como ama a si mesmo e como ama as doutrinas da sua religião.

Muitas igrejas protestantes, ao tentar eliminar a superstição do culto, destruíram também o ritual e eliminaram a experiência do sagrado, deixando espaço apenas para a fé idólatra, sem amor e sem ação. Nota-se muito disso no Brasil, onde a pessoa se diz crente mas não há nenhum sinal disso na sua vida. Não há indício de preocupação com o próximo nem de transformação de caráter. O crente médio é um repetidor de chavões e de comportamentos impostos por um líder que se diz pastor, mas não é.  O pastor se torna um condicionador de comportamento em vez de ser alguém que instiga o fiel a buscar ser parecido com Cristo.

Deus nos livre de nos tornarmos idólatras, ou adeptos de uma filosofia sem religião, distante do sagrado e vazia. Deus nos livre de preferir o condicionamento a regras de comportamento e chavões, em vez de deixar o Espírito dEle nos moldar.


Sério, André Valadão?

outubro 20, 2018

andrevaladao

Vamos conversar então sobre quando os cristãos eram minoria no império Romano?

Vamos conversar sobre como Jesus e seus discípulos eram minoria e como a maioria foi quem decidiu a morte de Jesus, incentivada pelos falsos pastores da época?

Não me admira isso vindo da sua triste figura, uma vergonha para o Evangelho.

Cada vez me sinto mais feliz por estar bem distante desse mundo “gospel” e seus lobos travestidos de pastores com discursos que nem de longe espelham Cristo.


Mais ortodoxia

janeiro 1, 2018

Nesses dez anos desde que passei a me considerar cristã, gastei um bom tempo flertando como todo tipo de teologia considerada “não ortodoxa”. Não sei dizer se fiz isso por vontade de investigar a fundo a religião onde estava ingressando, ou por mera dificuldade em aceitar a fé como ela vem sendo explicada desde o princípio. Talvez fosse um pouco das duas coisas.

Não pretendo aqui entrar no mérito das teologias e doutrinas diferentes que vi por aí. Mas é possível ter uma ideia lendo coisas antigas aqui do blog. Posso apenas afirmar que depois de tanta viagem, encontrei, como Chesterton, o bom e velho cristianismo de 2000 anos. Os modismos passam, as teologias mudam, os teólogos morrem e com eles boa parte das suas ideias, desaparecem. Muitas delas sequer deixam vestígios. Muitos dos que eram recentemente bastante ativos, deixaram de ser relevantes e incensados, e foram rapidamente esquecidos. A boa e velha nova do evangelho é a que permanece.

Hoje prefiro me aprofundar na história do cristianismo e deixar de lado esse tipo de debate sobre Deus ser onisciente ou não, saber o futuro ou não e coisas do tipo. Na história do cristianismo acabamos percebendo não haver mesmo nada novo sob o sol. Tudo já foi debatido antes. Deixei de lado também muitos dos teólogos pós-modernos, pois em algum momento percebi serem mais filósofos do que teólogos. Em outro momento, percebi também que muitos deles não são pensadores da religião, e sim pessoas contaminadas por ideologias alheias ao cristianismo. Tentam a todo custo fazer com que a teologia se conforme à ideologia, quando devia ser o contrário. Deus está acima da guerra ideológica, e por isso não os levo mais a sério de forma alguma. Bons tempos onde os teólogos sabiam ser Deus o início e o fim de todas as coisas e partiam deste princípio. Muitos deles consideram a si mesmos como o início e o fim de tudo.  São loucos, e não teólogos.

Hoje prefiro o mistério e não saber todas as respostas. Prefiro o bom e velho credo dos apóstolos e o Pai Nosso. Porque é o que fica quando todos os modismos passam. O cristianismo continua, já morreu e ressuscitou muitas vezes e continuará fazendo isso, pois o morrer e o ressuscitar fazem parte dele desde o início.

Todos nós desejamos o progresso, mas se você está na estrada errada, progresso significa fazer o retorno e voltar para a estrada certa; nesse caso, o homem que volta atrás primeiro, é o mais progressista. C. S. Lewis.


O bom e velho Chesterton

setembro 17, 2017

Do livro “Ortodoxia“, de G. K. Chesterton, escrito em 1908.

[…]O cristianismo era atacado de todos os lados e por todas as razões contraditórias. Mal um racionalista acabara de demonstrar que ele pendia demais para o oriente, outro demonstrava com igual clareza que ele pendia demais para o ocidente. Mal a minha indignação se arrefecia diante de sua configuração quadrada angular e agressiva, minha atenção era novamente chamada para observar e condenar sua irritante natureza redonda e sensual.[…]

[…]Não parecia tanto que o cristianismo era suficientemente perverso a ponto de incluir qualquer vício, mas sim que qualquer pau era bom para bater nele. Como seria essa coisa assombrosa que as pessoas queriam tanto contradizer, a ponto de fazê-lo sem importar-se em contradizer a si mesmas?[…]

[…] Subestimam o cristianismo os que dizem que ele descobriu a misericórdia; qualquer um poderia descobrir a misericórdia. De fato todo mundo o fez. Mas descobrir o plano para ser misericordioso e também severo – isso foi antecipar uma estranha necessidade da natureza humana. Pois ninguém quer ser perdoado por um pecado grande como se fosse um pecado pequeno.

Qualquer um poderia dizer que não deveríamos ser totalmente infelizes, nem totalmente felizes. Mas descobrir até que ponto alguém pode ser totalmente infeliz sem eliminar a possibilidade de ser totalmente feliz – isso foi uma descoberta na psicologia. Qualquer um poderia dizer: “Nem pavonear-se, nem rastejar”, e seria um limite. Mas dizer: “aqui você pode pavonear-se e ali pode rastejar” – isso foi uma emancipação.[…]

[…] O que o pastor cristão conduzia não era um rebanho de ovelhas, mas sim uma manada de touros e tigres, de terríveis ideais e vorazes doutrinas, cada uma delas forte o suficiente para transformar-se numa falsa religião e devastar o mundo.[…]

[…] Essa é a emocionante aventura da ortodoxia. As pessoas adquiriram o tolo costume de falar de ortodoxia como algo pesado, enfadonho e seguro. Nunca houve nada tão perigoso ou tão estimulante quanto a ortodoxia. Ela foi a sensatez, e ser sensato é mais dramático que ser louco. Ela foi o equilíbrio de um homem por trás de cavalos em louca disparada, parecendo abaixar-se para este lado, depois para aquele, mas em cada atitude mantendo a graça de uma escultura e a precisão da aritmética.[…]

[…] É fácil ser louco; é fácil ser herege. É sempre fácil deixar que cada época tenha a sua cabeça; o difícil é não perder a própria cabeça. É sempre fácil ser um modernista; assim como é fácil ser um snob. Cair em qualquer uma das ciladas explícitas de erro e exagero que um modismo depois de outro e uma seita depois de outra espalharam ao longo da trilha histórica do cristianismo – isso teria sido de fato simples.

É sempre simples cair; há um número infinito de ângulos para levar alguém à queda; e apenas um para mantê-lo de pé. Cair em qualquer um dos modismos, do agnosticismo à Ciência Cristã, teria de fato sido óbvio e sem graça. Mas evitá-los a todos tem sido uma estonteante aventura; e na minha visão a carruagem celestial voa esfuziante atravessando as épocas. Enquanto as monótonas heresias estão esparramadas e prostradas, a furiosa verdade cambaleia, mas segue de pé.


Ímpio

outubro 5, 2016

livro-o-impioAcabei de ler um livro que fazia muito tempo estava parado aqui. Trata-se de “Ímpio, o evangelho de um ateu”, de Fábio Marton.

Minha primeira observação é saber porque um ateu dá nome de “evangelho” a um livro. Evangelho significa “boas novas”, e o livro do Fábio Marton, está longe de ser parecido com uma boa nova. É apenas mais um livro de um ateu, um ex-crente, criticando os crentes e as igrejas das quais fez parte ao longo da vida, e tentando ganhar dinheiro com a história. A diferença deste para outros que já li, é que o Fábio satiriza mas ao mesmo tempo demonstra certo afeto por aquelas pessoas todas que aparecem no livro.

No texto, o autor critica os crentes e detalha a sua vida desde criança no meio evangélico, começando numa igreja em Osasco e depois vindo morar em Curitiba, nos piores bairros possíveis. E uma vida repleta de dramas e tragédias pessoais. Era nerd, solitário, obeso e sofria bullying na escola, e a oração dele mais frequente, segundo ele mesmo, era pedindo a Deus uma namorada e um amigo. Sua mãe morre num acidente de carro; o irmão fica paraplégico nesse mesmo acidente; o pai, pula de fracasso em fracasso, de um relacionamento para outro e de igreja em igreja. Fábio passa a morar de favor com parentes depois da morte da mãe, numa cidade que também não era a sua, e da qual ele nitidamente não gostava.

O autor foi transformado num pequeno fanático religioso, tipo Nietzsche, que como ele também havia sido uma espécie de pregador-mirim. Virava alvo na escola por ser crente, nerd e obeso. O grau de fanatismo dele era tão grande, que chegou a entrar numa “disputa” mental com uma macumbeira quando tinha sete anos. Acreditou ter ganho um dente de ouro de Jesus. Acreditou ter sido escolhido por Deus para uma revelação: o mundo ia acabar numa certa noite. Obviamente a noite passou e o mundo continuou onde estava. Mais adiante no livro, ele conta como pediu a Deus para ressuscitar sua mãe quanto esta morreu. Para mim parece óbvio que isso ia acabar em grande decepção, como de fato acabou. Afinal, Deus tem culpa da visão deturpada que o autor tinha a respeito de quem ou como Ele é ou devia ser? Que culpa Ele tem de não ser aquela lâmpada mágica pronta a resolver todos os problemas, desde que seja bem esfregada com muita oração,  como é pintado em muitas igrejas? O próprio autor disse em uma entrevista a respeito do livro, que quando era crente, acreditava que as coisas deviam cair prontas do céu. Expectativas erradas, baseadas em péssima teologia e abusos por parte de igrejas totalmente sem noção, geraram o Fábio Marton e o seu livro.


Para Ariovaldo Ramos

março 31, 2016

Discurso sobre justiça social é bonito e faz sucesso, eu sei. É politicamente correto. E também concordo que todo governo deve se preocupar com questões sociais. É dever do cristão ter estas preocupações.

Mas lamento informar: Jesus não morreu porque quis ser o Che Guevara de Israel. Pensar que justiça social pode ser imposta, à força, por um governo, e que isso tem alguma coisa a ver com a justiça pregada por Jesus, é ingenuidade. Se não for pura desonestidade. Nenhum governo será capaz de implantar um “paraíso na Terra”. Acreditar nisso é ilusão. Chegar a uma Hell’s Kitchen é resultado mais provável, em comparação com o de chegar ao paraíso terrestre por obra de políticos. Imaginar que a luta de classes, base do marxismo, tem relação com o que foi pregado por Jesus, é demonstração de ignorância.

Governos representando ao mesmo tempo os papéis de corruptos e corruptores, causam mais mortes do que a própria criminalidade. Geram injustiças. Tiram recursos da saúde, da educação, da segurança pública, da agricultura, do saneamento básico. Desviam recursos que poderiam ser usados para construir escolas, hospitais, creches, bibliotecas, e etc. Recursos que poderiam ser usados para ajudar pessoas a se libertarem do populismo, não precisarem mais de auxílios, os quais o próprio governo usa para manipular, fazer terrorismo eleitoral e ganhar votos. E um líder cristão, seguidor de Jesus, não pode ao mesmo tempo, pregar o Evangelho, e defender sistemas políticos totalmente corruptos, onde a corrupção se transformou em instituição. Sistemas políticos que debocham da Constituição, do Judiciário, e dos cidadãos. Onde se trata voto, como cheque em branco, e onde tudo é permitido desde que se mantenham no poder. Jesus não era nem de esquerda nem de direita, o projeto de Jesus era o do Pai, e não projeto de poder político, humano. Mas ele jamais emprestaria seu nome, para defender as injustiças e a corrupção estabelecidas. Causa temor quando lideranças supostamente cristãs, se prestam a um papel ao qual Jesus jamais se submeteria. É contraditório um líder cristão que se diz defensor da justiça social, ao mesmo tempo defender políticos corruptos, sendo a corrupção causadora de graves injustiças que atingem a todos.

A parte boa, é que o disfarce “piedoso” sob o qual se esconde a ideologia política, a real motivadora de certos movimentos intitulados “cristãos progressistas”, cai, quando estes se defrontam com a necessidade de defender o indefensável. Ao negociar o inegociável buscando defender o indefensável, torna-se claro então, que Jesus e o cristianismo para tais movimentos, são na verdade, secundários. A ideologia é mais importante. Isso já havia ficado evidente, na ocasião do apoio dado a Hugo Chávez, e o silêncio subsequente deste senhor Ariovaldo Ramos, quando pessoas começaram a ser assassinadas na Venezuela, por serem contrárias ao governo.

Repudio totalmente uma liderança que se diz cristã, mas empresta sua imagem e suas palavras, para defesa de estruturas políticas imersas em corrupção, ou para defender regimes totalitários. Governos que apenas usam tais movimentos e líderes religiosos, para atingir objetivos de poder, sem conexão com o Evangelho. Misturar Jesus com política, nunca deu certo. Transformar o que é espiritual, em ideologia política, puxar Deus para um lado ou outro, é chamar Deus de mentiroso. É fazer de Deus, cúmplice de corrupção e totalitarismo. Pior do que colocar o nome de Jesus no meio dessa suposta teologia, é colocar a ideologia e o projeto de poder político, acima do Evangelho.

Como cristão, você ajuda o próximo com a liberdade que lhe é dada, pelo amor que vem do alto. E não porque um governo o obriga, ou tira recursos de você, por meio de impostos cada vez maiores, para supostamente dar aos menos favorecidos, enquanto este mesmo governo, é ineficiente, corrupto, autoritário, contrário à liberdade individual em nome de um suposto “interesse coletivo”, e aplica as leis de forma parcial, em busca de se eternizar no poder. Quando, em nome desta suposta “justiça social”, líderes que se dizem cristãos, passam a não enxergar como erros o que é escancaradamente errado, é porque em vez de serem sal e luz, a ideologia é que os envenenou.

Os pecados de alguns são evidentes, mesmo antes de serem submetidos a julgamento; enquanto que os pecados de outros se manifestam posteriormente. Da mesma forma, as boas obras são evidentes, e as que não o são não podem permanecer ocultas. 1Timóteo 5:24,25