Prayer – Ole Hallesby

junho 13, 2010

Trechos do Capítulo Um – O que é Oração

Orar é deixar Jesus entrar em nossos corações.

Isso nos mostra, em primeiro lugar, que não é a nossa oração que move Jesus. É Jesus que nos move na direção da oração. Ele bate. Faz conhecido o seu desejo de estar conosco. Nossas orações são sempre resultado de Jesus ter batido à porta do nosso coração.

Isso lança nova luz sobre uma passagem profética: “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24). Sim, realmente, antes de pedirmos, Ele graciosamente torna conhecido a nós qual o presente que decidiu nos oferecer. Ele bate à nossa porta, no sentido de  nos impulsionar, pela oração, a abrir a porta e aceitar o presente que nos reservou.

Desde muito tempo, a oração tem sido definida como a respiração da alma. E essa definição é excelente.

O ar que nosso corpo necessita nos envolve. O ar por si mesmo procura entrar no nosso corpo e, por essa razão, exerce pressão sobre nós. É sabido que é mais difícil segurar o folêgo do que respirar. É preciso treinar nosso sistema respiratório, e o ar poderá entrar nos nossos pulmões e cumprir sua função vital para o corpo.

O ar do qual nossa alma necessita, nos envolve todo o tempo e por todos os lados. Deus está próximo de nós  em Jesus, ao alcance da mão, com sua total e suficiente graça.

Tudo o que temos que fazer, é abrir nossos corações.

A oração é a respiração da alma, por onde recebemos Cristo em nossos corações ressecados e secos. Ele diz: “Se abrem a porta, eu entro.”

Perceba cuidadosamente cada palavra aqui. Não é a nossa oração que atrai Jesus para os nossos corações. Não é a nossa oração que faz com que Jesus se mova para nos encontrar. Tudo que Ele precisa é ter acesso. Ele se aproxima por conta própria, porque deseja estar conosco. E entra. Ele não se nega a entrar.

Assim como o ar penetra silenciosamente quando respiramos, e executa sua função em nossos pulmões, Jesus entra silenciosamente no nosso coração e faz o seu trabalho.

Ele bate à porta para “cear” conosco.

Em linguagem bíblica, a ceia é um símbolo de comunhão alegre e íntima. Isso proporciona um novo olhar sobre a natureza da oração, nos mostrando que Deus criou a oração como um meio de ter comunhão alegre e íntima com a humanidade. Perceba quão graciosamente a oração foi planejada.

Orar não envolve coisa alguma além de deixar Jesus ter acesso às nossas necessidades. Orar é dar a Jesus a permissão para empregar o seu poder para aliviar a nossa aflição. Orar é deixar Jesus ser glorificado no meio das nossas necessidades.

Os resultados da oração, não são, portanto, dependentes do poder de quem ora. A intensidade dos nossos desejos, emoções, ou nossa clara compreensão sobre pelo que estamos orando, não são os motivos pelos quais nossas orações são ouvidas e respondidas. Apesar de Deus se agradar, os resultados da oração não dependem desse tipo de coisa!

Aquele que nos deu o privilégio de orar, nos conhece bem. Conhece nossa estrutura. Ele lembra que somos pó. Foi por isso que planejou a oração, de forma que até mesmo o mais impotente possa fazer uso dela. Para orar, basta abrir a porta para Jesus. E isso não requer força. É apenas uma questão de querer. Desejamos dar a Jesus acesso às nossas necessidades? Esta é a única grande e fundamental questão em conexão com a oração.

Orar é uma atitude do coração e da mente. Orar é uma atitude definida de nossos corações em direção a Deus, uma atitude que Ele imediatamente reconhece como oração, um apelo ao Seu coração. Se faz uso de palavras ou não, isso não significa nada para Deus, somente para nós. Qual é essa condição espiritual? Qual é essa atitude de coração que Deus reconhece como uma oração? Posso mencionar duas coisas.

Em primeiro lugar, a necessidade.

Esta é inquestionavelmente a primeira e mais certa indicação de um coração em oração. Até onde entendo, a oração foi ordenada apenas para os necessitados.  É o último recurso do necessitado. O último caminho que resta. Tentamos de tudo até finalmente restar apenas a oração.

Isso não é verdade apenas antes da conversão. A oração tem que ser nosso último recurso em toda a nossa vida cristã. Sei muito bem que podemos oferecer muitas e lindas orações, tanto privativamente quanto publicamente, sem que nenhuma necessidade real esteja nos impulsionando a isso. Mas não estou certo de que isso seja mesmo oração. Oração e necessidade são inseparáveis. Apenas quem está verdadeiramente necessitado, ora verdadeiramente.

Outro aspecto que constitui a atitude de oração, aquela condição que Deus reconhece como oração chegando a Ele, vinda dos nossos do corações, é a fé. Está escrito: “Sem fé, é impossível agradar a Deus.” Sem fé, não pode haver oração, não importa o tamanho da nossa necessidade. A necessidade somada à fé, produzem a oração. Sem fé, nossa necessidade se transforma em lamento de aflição, solto em vão, no escuro.

Segundo o autor, oração verdadeira é algo que sai do nosso coração cheio de fé, em meio de uma grande necessidade, por meio de palavras ou não. Ou seja, nem tudo que muitos chamam de oração, seria considerada por ele como oração verdadeira. Muito do que chamamos “oração”, é apenas falar em vão, sem que haja real necessidade, e sem fé. Segundo ele, a oração devia ser nosso último recurso, devíamos recorrer a ela somente em caso de real necessidade, depois de ter esgotado todas as outras possibilidades. Porque quando todas as possibilidades estão esgotadas, é que realmente assumimos a atitude que Deus reconhece como oração.

O que você acha? Você está realmente orando, quando pensa que está orando?

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Prece aos homens de boa vontade

janeiro 1, 2010

Francisco de Assis

Senhor

No silêncio deste dia que amanhece,

Venho pedir-te a Paz, a Sabedoria, a Força.

Quero olhar hoje o mundo com os olhos cheios de amor,

Ser paciente, compreensivo, manso e prudente.

Quero ver, além das aparências teus filhos,

Como Tu mesmo os vês,

E assim, Senhor, não ver senão o Bem de cada um.

Fecha meus ouvidos a toda a calúnia.

Guarda minha língua de toda a maldade.

Que só de bênçãos se encha a minha alma.

Que eu seja tão bom e alegre,

Que todos aqueles que se aproximem de mim

Sintam a Tua Presença.

Reveste-me de Tua Beleza, Senhor

E que no decurso deste dia, eu Te revele a todos.