Cegueira Moral

setembro 9, 2017

[…]Os pontos de referência e as linhas de orientação que hoje parecem confiáveis amanhã serão identificados como equivocados ou corruptos. Empresas em teoria sólidas são desmascaradas como produtos da imaginação de seus contadores. O que quer que hoje possa ser “bom para você” amanhã pode ser reclassificado como veneno. Compromissos em aparência firmes e acordos assinados com solenidade podem ser rompidos da noite para o dia. E as promessas, ou pelo menos a maioria delas, são feitas só para serem traídas e quebradas. Não parece haver alguma ilha estável e segura em meio às correntes. Mais uma vez citando Melucci, “não temos mais um lar; somos sempre compelidos a construir um lar e depois a reconstruí-lo, tal como na história dos três porquinhos, ou temos de levá-lo conosco sobre nossas costas, como os caramujos”.

O tsunami de informações, opiniões, sugestões, recomendações, conselhos e insinuações que inevitavelmente nos assola nos tortuosos itinerários de nossas vidas resulta numa “atitude blasé” em relação a “conhecimento, trabalho e estilo de vida” (em relação à vida em si e a tudo que ela contém)[…]

Os trechos acima foram extraídos do livro Cegueira Moral – a perda da sensibilidade na modernidade líquida, de Zigmunt Bauman e Leonidas Donskis.

O irônico nisso, é que se hoje muitos se sentem sem ter um lar ou sem base, foi por escolha própria. Primeiro dinamitamos as nossas próprias bases, inclusive as morais, e depois nos espantamos quando somos arrastados pela enxurrada, nos agarrando a qualquer coisa que pareça sólida. E infelizmente para nós, em tempos de física quântica, nada parece sólido, não é? Não sabemos mais como levar nossas vidas (ou simplesmente somos levados, sem ter como, nem onde nos segurar), e com isso enriquecemos os que conseguem colocar a cabeça por cima da água e se intitulam “gurus” dos demais, ou parecem saber para onde a água está nos levando. Não sabemos mais distinguir entre o que realmente importa e o sem importância alguma. Quando se está a deriva, qualquer porto serve. Será?

Colhemos o que plantamos. E não é a primeira vez. Pois apesar de parecer algo novo, a humanidade já passou por isso antes, em diferentes graus de intensidade. Apenas não lembra. É tanta coisa para ver, ouvir e sentir, e nada permanece, nada parece importante. É como aquela postagem do Snapchat. Precisamos ver logo, pois em poucas horas não estará mais ali. E depois de ver, descobrimos ser apenas mais uma idiotice.

Pode demorar muito para percebermos que reconstruir as bases, poderá ser a nossa salvação. Como animais desembestados, saímos correndo ao perceber que o pasto parecia não ter mais cercas, o pastor tinha sumido ou nunca existiu, e o horizonte parecia não ter mais fim. Julgávamos os limites como obstáculos ao progresso da humanidade, mas não iremos descobrir um dia, que os limites eram na verdade grades de proteção, e não obstáculos a serem ultrapassados?

Assim como com a cegueira visual, na cegueira moral existem cegos de nascença, existem os que ficaram cegos ou foram cegados, e existem os que escolheram não ver. Existem também aqueles que enxergam seletivamente, são daltônicos morais.

É bom saber, vivendo no meio desta bagunça, que a rocha firme continua no mesmo lugar.


O escuro, a luz e Deus

setembro 28, 2013

[…]Sempre que  presenciamos alguém tentando explicar situações difíceis da vida pelo caminho da claridade, devemos desconfiar de que procura “chaves” onde elas não estão. Por isso, as religiões, ou mesmo a espiritualidade, podem se tornar presas tão fáceis das buscas infrutíferas por onde há luz. O excesso de “teologias”, de explicações que servem como holofotes 24 horas para garantir “luz” às nossas buscas, é uma das mais perversas armadilhas. São formas de viver a religião e a espiritualidade, que emburrecem espiritualmente. Representam formas sofisticadas de alienação, chegando a ponto de se institucionalizar com o único fim de “exorcizar” a escuridão. Diabo para um lado e Deus para o outro, e uma vida em que nunca se terá de ir ao escuro buscar chaves, é em si o terror ou o verdadeiro demônio.

Com o passar do tempo, as trevas ganham força. Os lugares “claros” vão se reduzindo a ilhas cada vez mais ameaçada pela escuridão. Pânico e fobia espiritual se instalam e há cada vez menos saída. Afogados por chaves que jamais descobrirão, estão presos até que façam o movimento correto de trazer a escuridão de volta às suas vidas. Como diz a máxima: Religião é para quem tem medo do inferno, espiritualidade verdadeira é para quem já esteve lá.

Cada experiência que se assemelha ao canto do galo, de discernir redenção e mudança em meio à escuridão, nos ensina a investir mais na busca de outras experiências desse mesmo tipo. A cada experiência em que a saída se dá no mesmo lugar, que é o lugar do aprisionamento, mais refinados nos tornamos espiritualmente.[…]

[…]Nesses lugares, que são quaisquer lugares, os mesmos lugares, há saída. Basta vê-los de forma diferente; enxergá-los a partir do ângulo que nos é obscuro, evitando o vício fatal de acender as luzes. Nas luzes, se dissolvem os monstros, mas com eles também a possibilidade de saídas que farão falta em outros momentos. Em vez de acender as luzes, a proposta é aproximar-se da escuridão e perceber quando, em meio a ela, a noite se desfaz. Como Davi que recepcionava seus monstros com hinos não à luz, mas à luz oculta na noite. Em busca de um mesmo que é diferente.[…]

[…]Quando chegamos a este mundo e descobrimos que existem formas de saciar toda as necessidades, conhecemos o conceito de ordem. O ar, o peito e o afeto descortinam um mundo que nos leva espiritualmente a desaguar no “papai Noel”. Essa é a melhor definição infantil de Deus como a entidade responsável por saciar-nos. Esse é o Deus dos presentes, da mágica de prazeres que parecem infinitos e irrestritos. Mas papai Noel não existe, pelo menos não desta forma infantil.

Para muitos, essa dramática descoberta dá por encerrado qualquer investimento em inteligência espiritual. No entanto, esta deveria ser apenas a etapa inicial do desenvolvimento espiritual. A descoberta de que as necessidades que podem ser saciadas eventualmente não são, deveria iniciar uma busca desesperada por significado. Será que o fato de não termos saciados nossos desejos e expectativa é algo pessoal? Será que não merecemos? Será que não somos tão amados como imaginávamos? O que será preciso para agradar o cosmos e voltar a usufruir de sua proteção?

O escuro, em parte, é formado por experiências de não termos sido saciados, o que nos põe em contato com a noção de morte e de injustiça. Porém, não é o simples ato de não sermos saciados que se constitui em escuridão. O ser humano está equipado com os recursos do enfrentamento e da fuga. Ambos salvam! Diante de qualquer situação ou problema, quando não adotamos uma atitude de enfrentamento, adotamos, necessariamente uma atitude de fuga, ou vice-versa. O enfrentamento bem-sucedido salva, produzindo a experiência de um Deus que está do nosso lado, que olha por nós. A fuga bem-sucedida, desde que seja uma estratégia preestabelecida, representa um enfrentamento e também produz o mesmo sentimento. No entanto, o enfrentamento fracassado – ou seja, transformado em fuga – ou a fuga que não é parte de uma estratégia de enfrentamento, produz um ser humilhado e assustado. Seu Deus (sua ordem) é um deus que abandona, que permite o amargor da derrota e a insegurança quanto à sobrevivência.

O escuro é produzido por um paradoxo expresso por Jó sob a fórmula de uma equação no texto bíblico: “Em enfrentamentos bem-sucedidos e em fugas corajosas, Deus gosta de mim. Em fracassos ou em fugas covardes, ou Deus não gosta de mim ou há algo errado com minha concepção de Deus.”[…]

[…]O escuro, portanto, não é o mau. É simplesmente um lugar que não conseguimos enxergar plenamente, como os paradoxos.[…]

[…]O lugar da luz é aquele que não contém sentimentos ou experiências contraditórias. O escuro, por sua vez, não é o lugar do mal, mas um lugar que mistura sentimentos e percepções. A angústia é um exemplo dessa mistura. Ela contém sempre amor e ódio. Conciliar esses sentimentos produz um lugar escuro do qual buscaremos distância, apesar de chaves importantes estarem lá. A dúvida é outro exemplo. Ela contempla dois quereres, ou dois certos, ou dois errados, ou dois benefícios ou dois custos.

Tanto as angústias como as dúvidas não se desfazem com o acender de luzes. É somente nesse lugar de sentimentos ou percepções que a luz oculta do escuro se encontra. Saber permanecer nestes lugares escuros, em vez de fugir deles, buscando absorver seus ensinamentos, é investir em inteligência espiritual. Muito diferente do que muitas propostas religiosas apregoam, a inteligência espiritual pouco tem a ver com certezas, mas conciliações de polos aparentemente contraditórios. É espiritual tudo aquilo que nasce de coisas que são uma “contra” a outra, como os en-contros, mas que produzem uma conciliação paradoxal.[…]

[…]Uma pessoa espiritualizada é aquela que sabe caminhar pelas trevas, como indica o Salmo 23:4: “Sim, vou também ao vale de sombra-morte, mas não estremeço diante do mal.” Não significa, no entanto, que esta é uma pessoa mórbida ou deprimida. Ao contrário daqueles que vivem na luz, ilhados na luz, estes, sim, seres do estremecimento e do pavor.

Esta é uma regra básica: quanto mais se acende a luz, maior o terror do escuro. O controle nada mais é que uma forma de armazenar terror. O medo, matéria da qual são feitas as trevas, é também o meio que permite enxergar a luz oculta. Sempre que se conciliem sentimentos e percepções contraditórios, o medo se transformará automaticamente em ação. Ao contrário do que comumente experimentamos, o medo verdadeiro não paralisa, mas mobiliza. Ele sinaliza a urgência de enfrentar e não de fugir.

Segundo o Baal Shem Tov: “Nas coisas mundanas, não pode haver medo quando existe alegria, e também não pode haver alegria quando existe medo; no que diz respeito ao sagrado, no entanto, onde há temor sempre se encontrará júbilo e vice-versa.” Esse “temor” está, portanto, repleto de intensidade e de reverência à vida. Não é um temor de fuga, mas que corteja o enfrentamento e a ação.[…]

Os trechos acima foram retirados do livro: Fronteiras da inteligência – a sabedoria da espiritualidade, de Nilton Bonder.


No mundo dos argumentos…

novembro 26, 2011

Dia desses apareceu um sujeito por aqui, daqueles que ainda está naquela fase pueril, de uso dos verbos “refutar” e “argumentar”, e que pensa que pode provar algo a respeito de Deus, com esse tipo de coisa. Sabe aqueles caras chegados numa masturbação no campo da lógica, mas que se esquece que “argumento” e “prova” são coisas diferentes? Encher páginas e páginas de embromação a respeito de Deus, eu também consigo. Quem conhece minha capacidade de escrever “teses” e ser prolixa, sabe disso. Só que na medida em que se vai avançando no relacionamento com Ele, você simplesmente vai percebendo que essas coisas não passam disso, embromação, um tipo de masturbação intelectual.

Disse ao nosso amigo que vive no mundo dos argumentos, que fosse tentar convencer um ateu convicto, pra ver se conseguia. E que se todos aqueles argumentos, que ele julga tão importantes e definitivos, não convencem os ateus, qual  a finalidade deles? Suportar a falta de fé de quem os despeja em cima dos outros? É uma das únicas possibilidades que consigo imaginar.

Fiquei com dó dele. Pela perda de tempo, em vir aqui brandir seus “argumentos” disso e daquilo, seu blábláblá, sem nem sequer ter prestado atenção ao fato de que estava falando com uma mulher, e não com um homem. Se referia a mim como “cara” e com substantivos masculinos. Ele não estava conversando comigo, estava despejando “argumentos”, como quem tem um acesso de vômito. Tem como levar a sério uma criatura dessas? Uma criatura que idolatra William Lane Craig, e que pensa que o sr Craig é um gênio? Um gênio da enrolação, só se for esse tipo de genialidade a dele. Não é o tipo de genialidade que gera admiração em mim, lamento.

Em outros tempos, na época em que eu também achava que “refutar” era importante, esse coitado teria sido simplesmente esmagado. Sem dó. Mas acontece que ao longo dessa caminhada contínua com Deus, esse tal verbo “refutar”, e o mundo paralelo dos “argumentos”, ficaram para segundo plano. Não perco tempo discutindo com fanáticos, tão cegos a ponto de sequer prestar atenção no nome da pessoa com a qual estão falando. Despejar sandices é mais importante pra eles. Tentam, talvez, vencer as pessoas pelo cansaço de ler/ouvir tanta verborragia inútil. Mas veio ao lugar errado, porque se tem uma coisa que eu não tenho mais (se é que tive algum dia), é paciência pra conversa fiada, embromation de crente que se julga inteligente. Talvez se sinta intelectualmente inferior, por não poder provar absolutamente nada do que afirma.

Na real, ele parecia desesperado, como se fazer com que eu concordasse com ele, tivesse alguma importância. “Estou aqui para te refutar”.

Que medo! Perdi o sono depois dessa… :P


A verdade…

novembro 24, 2011

“Verdade, em assuntos de religião, simplesmente é a opinião que sobreviveu.”

Oscar Wilde


Understanding religious experiences: What the bible says about spirituality – J. Harold Ellens

julho 31, 2011

[…]No final das contas, adotar as crenças ou liturgias do passado, sem fazer delas as nossas próprias num nível interior, nos impede de ter espiritualidade verdadeira ou religião autêntica. No final das contas, são apenas os meus próprios significados que podem verdadeiramente satisfazer a fome da minha alma. Como eu posso ser uma pessoa de Deus autêntica, se não sou meu próprio eu real e verdadeiro?[…]

[…]Este processo de busca de significado e preenchimento é muito individual e pessoal, mesmo quando tende a tomar rumos humanos similares e previsíveis em todos nós. É particular de cada pessoa, buscar as questões definitivas pelas quais a psique tem necessidade de respostas que funcionem para o seu espírito individualmente. Isso significa que rituais de rotina, em adoração pública, celebrações comunitárias ou vida devocional pessoal, nunca são suficientes e não podem ser por si mesmas, autênticas.  Práticas religiosas, fórmulas, padrões ou liturgias que existem por si mesmas, ou que são simplesmente encaradas como rituais, não funcionam para nenhum de nós. No passado, muitas pessoas diziam que as instituições e líderes religiosos tinham autoridade suprema e seus programas religiosos prescritos deviam ser seguidos porque eles tinham que ser obedecidos, não porque  proporcionavam significados espirituais interiores. Isso é mero ritual por si mesmo, e esta é uma forma doente de espiritualidade.[…]

[…]O reinado de Deus como Jesus o percebia como presente na experiência humana, era muito diferente das aspirações e modos de percepção que os líderes religiosos ao seu redor tinham seguido por tanto tempo e que nos seus dias, estavam sendo encaradas com crescente vigor e fervor. Enquanto seus discípulos o entendiam parcialmente, parte da razão para a natureza alusiva e parabólica dos seus ensinamentos residem no fato de que ele estava tentando induzir seus ouvintes a uma nova visão, uma mudança de ponto de vista. Ele estava concentrado em sacudir as pessoas das suas velhas categorias, fossem elas sofisticadas e instruídas ou tivessem a fé simples dos agricultores, prostitutas e pescadores, entre os quais ele vivia.

Ele ansiava por tirar as pessoas das estruturas ossificadas dos rituais religiosos, para colocá-las nas possibilidades dinâmicas de estar em contato com sua espiritualidade interior. No processo, ele esperava que elas estivessem em contato com Deus como Pai, uma percepção que era tão real para ele mesmo.[…]

[…]Aparentemente, como os antigos israelitas contam, caminhar com Deus não requer perfeição moral, material ou espiritual. Isto é, pessoas comuns podem andar com Deus.  Pessoas falhas como você e eu, podem caminhar com Deus. No fim, porque andou com Deus e agiu sob os significados espirituais que esta caminhada gera, Noé se tornou um símbolo da presença construtiva de Deus nas vidas de seres humanos falhos. No Novo Testamento, particularmente nos quatro evangelhos, Jesus faz referência frequente a Noé, como um exemplo de como a presença e intimações de Deus para as pessoas que caminham com Ele, melhoram a qualidade de uma vida com significado. Nas epístolas posteriores, Noé é especificamente citado como um exemplo dos benefícios de se caminhar com Deus.

[…]Não precisamos levar os detalhes da lenda seriamente. Como as parábolas, tais lendas ou mitos sempre possuem um ponto central que o autor tenta estabelecer. Se ficamos preocupados com ou damos muita atenção aos detalhes periféricos, ou se a história é história ou mito, perdemos o foco. Essa história quer dizer apenas uma coisa: é possível para nós humanos, em nossa busca de significado, experimentar o que pode ser chamado de caminhar com Deus, e que isso faz uma grande diferença para melhor em nossa espiritualidade, e até mesmo em nosso comportamento religioso.[…]

[…]Adão perdeu uma boa caminhada com Deus no paraíso, no frescor da noite. Ele perdeu sua caminhada com Deus porque a ignorância, medo, culpa e vergonha, fizeram com que se sentisse alienado, separado de Deus. Isso é sempre verdade. Isso é sempre verdade para todo ser humano. Isso sempre acontece. Leia a história da queda novamente. Você verá como esta história inacreditavelmente fantasiosa em Gênesis 3 realmente é, mas no centro dela, há uma verdade espiritual. É sempre nossa ignorância (falta de informação),  medo (falta de fé),  culpa (falta de confiança), que nos distancia desta percepção, de que estamos caminhando com Deus em nossa busca por significado.[…]

[…]Não sou um evangélico fundamentalista, e não acredito que a bíblia é verbalmente inspirada e inerrante, ou algum tipo de livro mágico, como muitos dos meus colegas cristãos. Entretanto, acredito que se nós desenhamos nossas vidas como uma caminhada com Deus ou uma busca por Deus, vamos experimentar Deus de uma forma tão gratificante como experimentamos uma boa ceia e uma boa taça de vinho numa boa mesa. Acredito que os personagens bíblicos viveram no mesmo tipo de mundo espiritual no qual nós mesmos vivemos. É por isso que acredito  que a bíblia está cheia da palavra de Deus, isto é, o testemunho dos personagens bíblicos a respeito de como eles experimentaram Deus em suas vidas. Em muitas ocasiões eles foram acurados em seu discernimento. Em outras, estavam muito errados e até patológicos no que significava presença de Deus para eles.  É fácil saber a diferença, porque aquelas experiências que ajudam e melhoram a vida humana são certamente de Deus, e aquelas que falham nisso não são. Acreditar que Deus está dizendo a você para matar seu filho, é, obviamente, loucura. Acreditar que Deus ama tanto o mundo, que pretende salvar todos, como João e Paulo percebiam, e não condená-lo, vem obviamente, de Deus.[…]

Understanding religious experiences: What the bible says about spirituality – J. Harold Ellens