Precisamos falar sobre o mimimi…

Mas antes, um pouquinho de resiliência:

A resiliência é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas – choque, estresse etc. – sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, por encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. Nas organizações, a resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém se depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças estratégicas na pessoa para enfrentar a adversidade.

Adversidade. Conflito. Estresse. Coisas naturais naHardy vida de todos nós. O que me intriga é saber por quê em vez de reagir com resiliência, há pessoas, e cada vez mais pessoas, que tendem a reagir como a hiena Hardy daquele desenho animado. Ó céus, ó vida, ó azar! Em vez de transformar o limão em limonada, o que acontece é a eterna lamentação. Reclamar pelo limão ser azedo, como se não existissem opções e possibilidades para mudar o sabor dele. As opções existem, mas reclamar é mais simples. É mais fácil simplesmente ficar se lamentando, em vez de tentar tirar algo bom ou tentar aprender com a adversidade. Ou apenas tentar se adaptar e seguir com a vida.

A ênfase na fraqueza e na necessidade de um governo forte para proteger um povo que foi convencido de que é incapaz e fraco, não é nova. Mas nunca esteve tão evidente quanto em nossa época, onde impera o vitimismo. Pessoas tentando conquistar o que desejam, pelo choro, e inspirando pena nos outros. Exigindo todos os “direitos” mas se dizendo oprimidas quando são solicitadas a cumprir seus deveres. Desejando receber tudo sem precisar se esforçar ou trabalhar para obter. Desejando liberdade mas sem assumir nenhuma responsabilidade.

O mimizento se ressente de tudo e de todos. Se ressente como nunca, daqueles que não lhe afagam a cabeça. Acusa quem o incentiva a parar de reclamar e a arregaçar as mangas, de insensível, bruto, abusivo, opressor. Só aceita ser tratado como coitadinho.

Ter sensibilidade pelo real sofrimento alheio, é diferente de não ter paciência com quem vive de mimimi pelos cantos, sem um motivo real. É fato que a vida implica em sermos contrariados, maltratados, injustiçados e traídos. A vida implica em prazer tanto quanto em sofrimento. Simples assim. Aprender a lidar tanto com um quanto com o outro, seria o normal e esperado. Hoje, você é visto como opressor se não fica se lamentando na rede social, ou não corre para afagar a cabeça de quem faz isso. Afinal, nesse mundo do mimimi infinito, quem não é oprimido, só pode ser opressor.

Quando penso na figura do mimizento, lembro do Lula chorando na tv, depois daquela famosa condução coercitiva. Chorando com um olho, mas com o outro bem aberto, para ver as reações de quem estava assistindo. Afinal, o objetivo do choro era afetar os outros, em vez de ser uma expressão de dor ou sofrimento. O mimizento diz: Vejam como sou coitadinho! Estou chorando aqui! Tenham dó de mim!

Mais resiliência, menos mimimi.

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