O amor vence – Rob Bell

O-amor-vence_IMPRENSA[…] Algumas pessoas ficam preocupadas principalmente com as manifestações sistemáticas do mal – nas empresas, nas nações e nas instituições que escravizam o povo, espoliam a terra e não respeitam os direitos dos mais fracos. Outras pessoas estão mais concentradas nos pecados individuais, colocando seu foco na moralidade e nos padrões, hábitos e vícios que impedem o crescimento individual e provocam o sofrimento.

Algumas pessoas distribuem folhetos que explicam como ficar em paz com Deus; outras trabalham em campos de refugiados em zonas de guerra; outras ainda apresentam programas de rádio nos quais discutem as diversas interpretações de versículos específicos da Bíblia; e há também aquelas que trabalham para livrar mulheres e crianças da prostituição.

Em geral, como já mencionei anteriormente, as pessoas mais preocupadas com o fato de os outros irem para o inferno são as menos preocupadas com o inferno na terra aqui e agora, enquanto as mais preocupadas com o inferno na terra parecem se preocupar menos com o inferno após a morte.

A história sobre Lázaro e o homem rico demonstra que há uma variedade de infernos, porque há diversas maneiras de resistir e rejeitar o que é bom, verdadeiro, bonito e humano, agora, nesta vida, o que nos faz presumir que podemos fazer o mesmo na próxima.

Existem infernos individuais e sociais, infernos de abrangência mundial, e Jesus nos ensina a levar todos eles a sério.

Há um inferno agora, e haverá um inferno depois, e Jesus nos ensina a levar ambos a sério.[…]

[…] Muita gente no mundo de hoje só ouviu falar do inferno como o lugar reservado para aqueles que “estão fora”, que não creem, que não frequentam a igreja. Cristãos falam que os não cristãos vão para o inferno porque… não são cristãos. Porque são pessoas que não acreditam nas coisas certas.

No entanto, ao lermos todas as passagens em que Jesus usa a palavra “inferno”, percebemos que o que importa não é se as pessoas creem nas coisas certas ou erradas. Ele quase nunca falava sobre “crenças” como nós as entendemos – ele falava sobre ódio, egoísmo, cobiça e indiferença. Falava sobre o estado do coração dos seus ouvintes, sobre como eles se comportam, como interagem uns com os outros e o tipo de influência que exercem no mundo.

Jesus não usou o inferno para tentar convencer “gentios” e pagãos a acreditarem em Deus com o intuito de não arderem no fogo eterno quando morressem. Ele falou sobre o inferno para pessoas religiosas, com o objetivo de alertá-las sobre as consequências de se desviarem do chamado de Deus.

Isso não quer dizer que a possibilidade do inferno não seja um alerta incisivo e urgente ou que ele não esteja intimamente ligado àquilo que se crê, mas trata-se simplesmente de uma maneira que Jesus encontrou para advertir as pessoas que se julgavam escolhidas, de que seus corações duros poderiam pôr em risco sua salvação.  Ele as estava lembrando que sua salvação estava condicionada ao fato de serem pessoas generosas e amorosas por meio de quem Deus poderia mostrar ao mundo como o Seu amor se expressa em carne e sangue.[…]

[…]Amor exige liberdade. Sempre exigiu e sempre exigirá. Nós somos livres para resistir, recusar e nos rebelar contra os caminhos que Deus traçou para nós. Podemos ter todo o inferno que quisermos.

O que vc acha?

(Tirando as teias de aranha do blog)

Uma resposta para O amor vence – Rob Bell

  1. Um livro excelente. Recomendadíssimo.

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