Post anterior

Nada de novo sob o sol

“Ah! Como me repugna impor a outro meus próprios pensamentos! Quero me regozijar com cada pensamento que me vem, com cada retorno secreto que ocorre em mim, onde as ideias dos outros passam a ter valor em detrimento das minhas! Mas, de tempos em tempos, sobrevém uma festa maior ainda, quando é expandir o próprio bem espiritual, semelhante ao confessor sentado num canto, ansioso por ver chegar alguém que tenha necessidade de consolo, que fala da miséria de seus pensamentos, a fim de lhe encher de novo o coração e as mãos e aliviar sua alma inquieta! Não somente o confessor não quer ter glória com isso: ele gostaria até de se furtar ao reconhecimento, pois, é  indiscreto e sem pudor diante da solidão e do silêncio. Mas viver sem nome ou exposto a leve troça, muito obscuramente para despertar a inveja ou a inimizade, armado de um cérebro sem…

Ver o post original 232 mais palavras

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: