Vida e jogo

Na época em que computadores não eram uma coisa tão comum assim, e a instalação do Windows vinha em disquetes (deve ter muito adolescente por aí que nem sabe o que é um disquete), um dos primeiros jogos de computador mais elaborados que chegou aqui em casa, foi o bem conhecido Doom II. Lembro que era divertido usar a serra elétrica como arma, e jogar, com as caixas de som no último volume. Fazer monstros, zumbis e demônios explodirem e coisas do tipo. Era legal também, jogar usando uma “senha” que fazia com que o herói do jogo (você), jamais morresse, nem se ferisse com coisa alguma. Lembro do código que garantia a “imortalidade” no jogo, até hoje.

Mas por mais legal que esse joguinho fosse, todos por aqui acabaram se cansando dele.  Vieram outros, como o Hexen e o Hexen II, que eram no mesmo estilo. Tenho até hoje o CD do Hexen II, guardado em algum lugar por aqui.

E não, não vou falar aquela idiotice de que jogos violentos como esses, deixam as pessoas violentas, e outras bobagens do tipo.

A reflexão aqui, é sobre como muitas vezes as pessoas levam a vida como se fosse um joguinho. Mas infelizmente, ela não é. No jogo, como por exemplo no Doom II, que eu já falei, você pode morrer, e geralmente tem outras vidas pra tentar de novo. No jogo, quando você cansa da brincadeira, pode simplesmente sair e desligar o computador, e continuar outra hora. Você mata e morre sem sentir o que uma pessoa real, na mesma situação, sentiria, porque ainda não inventaram um jogo tão realista assim. Só que confundir a vida com um jogo, pode ser perigoso. Na vida, se você morre, já era. As mortes são reais, não são de brincadeira. Não existe “código” que faça você ser imortal, e nunca passar pela morte. Você não pode deixar a vida de lado, e voltar quando estiver descansado. Não existe pausa. Não existem também “códigos” com os quais você tome posse das chaves que abrem todas as portas, e de todos os mapas, que indiquem cada obstáculo no seu caminho, e você possa se preparar para cada um deles, e sair de todos, ileso.

A vida é um pouquinho beeem mais complicada. Você que decide se vai fazer disso, um mero jogo. E nesse jogo, ao contrário dos joguinhos de computador, pessoas se ferem de verdade. Você inclusive. Fica a dica.

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