A history of the end of the world – Jonathan Kirsch

“O livro do Apocalipse tem servido como um “arsenal” na maior parte dos conflitos sociais, culturais e políticos na história ocidental. Mais de uma vez, o livro do Apocalipse provocou alguns homens e mulheres muito religiosos e perigosos, a entrar em ação para provocar seus apocalipses particulares. Acima de tudo, o cálculo moral do Apocalipse – a demonização dos próprios inimigos, a santificação da vingança, e a noção de que a história terminará em catástrofe – pode ser detectada em muitas das piores atrocidades e excessos em cada geração, incluindo a nossa. Por todas essas razões, a maior parte de nós ignora o livro do Apocalipse, e isso para nosso próprio empobrecimento, ou mais certamente, nosso próprio risco.”

O autor misterioso do livro da Revelação (ou Apocalipse, como o último livro do novo testamento é mais conhecido), nunca deve ter considerado que o seu sermão a respeito do fim dos tempos, iria durar mais do que a sua própria vida. De fato, ele previu que a destruição do planeta seria testemunhada pelos seus contemporâneos. Mas o livro do Apocalipse não só sobreviveu ao seu criador; sua vívida e violenta fantasia de vingança tem exercido um papel significante na história da civilização ocidental.

Desde que o Apocalipse foi pregado pela primeira vez como palavra revelada de Jesus Cristo, tem assombrado e inspirado ouvintes e leitores da mesma forma. A marca da besta, o anticristo, 666, a prostituta da Babilônia, Armagedon, e os quatro cavaleiros do Apocalipse são apenas algumas das suas imagens, frases e códigos que fizeram seu caminho na fábrica da nossa cultura.  As questões levantadas atingem em cheio o coração do medo humano da morte e a obsessão com a vida depois da morte. Iremos nós, individualmente ou coletivamente, viver eternamente em glória, ou arder eternamente no inferno? Como aqueles que melhor manipularam esta visão sombria aprenderam, de que lado vamos cair é uma questão de vida ou morte. Usado como arma nas guerras culturais entre Estados, religiões e cidadãos, o livro do Apocalipse tem alterado de forma significante o rumo da história.

Kirsch, que é chamado pelo Washington Post um “refinado contador de histórias, com um toque de renderização de antigas lendas deixando-as atraentes e relevantes para audiências modernas”, nos proporciona uma história chocante e de grande envergadura, deste livro escandaloso, que quase foi cortado do Novo Testamento. Da queda do Império Romano à  Peste Negra, da Inquisição à Reforma Protestante, do Novo Mundo à Direita Religiosa, esta crônica do uso e do abuso do livro do Apocalipse conta o desenrolar da história e as esperanças, medos, sonhos e pesadelos de toda a humanidade.

A history of the end of the world – Jonathan Kirsch

Um livro bem interessante, sobre quantas vezes ao longo da história ocidental, a data do fim dos tempos foi marcada. Inclusive, com a história da influência que exerceu na política de alguns presidentes norte-americanos, Ronald Reagan, George Bush (pai) e George Bush (filho); o surgimento do sionismo; o impedimento do avanço de qualquer diálogo que venha a gerar paz entre muçulmanos e judeus, porque a paz entre eles, supostamente, impediria a volta de Jesus; e tantas outras bizarrices e loucuras que o ser humano foi capaz de inventar e executar, inspirado por um livro que Lutero pensava que não devia fazer parte do Novo Testamento, o livro do Apocalipse.

3 respostas para A history of the end of the world – Jonathan Kirsch

  1. Anonimo disse:

    Psicológicamente,econômicamente,politicamente e espiritualmente estamos em dias apocalipticos.

  2. Anonimo disse:

    A Babilônia do apocalipse não tem geografia,na verdade é um todo sistema de maldades.

  3. Anonimo disse:

    No lugar da babilônia vai reinar a besta e o falso profeta.

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