On Soren Kierkegaard: Dialogue, Polemics, Lost Intimacy, and Time – Edward F. Mooney

Prefácio

Kierkegaard é exigente como escritor e como pensador, tanto quanto Platão ou Sócrates: sempre provocador, sempre inquietante, original, apaixonado pela argumentação e ao mesmo tempo pela imaginação, e loucamente indescritível. Esta dúzia de capítulos que tenho reunidos neste livro, são um registro da luta com seus temas centrais – paixão, ironia, subjetividade, ética, oração, repetição,  Augenblick (Øieblikket), poesia, auto-articulação, palavras, responsabilidade, coração inquieto, amor correspondido e não correspondido. Simultaneamente, são um registro da forma de lidar quando encontramos exemplificações evocativas, de pensamento e valor nas vidas de pessoas específicas de grande merecimento, estas exemplificações de mérito, destes personagens singulares, que parecem estar respondendo um chamado para ser o que são. E como é que estes personagens poderosos podem chamar um leitor, chamar Kierkegaard, nos chamar, para um outro ser melhor? Meus capítulos iniciais giram em torno de Sócrates, primeiro exemplo de Kierkegaard, uma figura que encarna e revela uma forma de ser ao mesmo tempo poética, ética e religiosa, de uma forma que Kierkegaard considerou inescapável atender ao seu chamado.

Isto dito, meus esforços com esses textos de Kierkegaard trabalham num espaço onde teologia e filosofia, literatura e ética, poesia e escritura, arte e sacramento se misturam, proporcionando atrações mútuas e inter-animações. Não precisam ser exclusivos um em relação ao outro, estar em atrito ou desconfiança mútua. Espero que esta mistura frutífera leve a novas possibilidades em filosofia e teologia.

Espero dar uma noção da abrangência e teor das obras de Kierkegaard, driblando o desafio de uma exaustiva (ou esgotante) viagem através de todo o seu trabalho, ou por todos os seus temas principais. E claro, há muitos Kierkegaard que podem ser encontrados na sua vasta produção, e há abordagens mais rigorosas e outras mais  descuidadas. Tento libertar o espírito de Kierkegaard, lançar luz sobre um Kierkegaard que nos leva bem além das simples teorias filosóficas, teológicas ou éticas, para um diálogo existencial reflexivo e polêmico, com os enigmas da nossa existência individual – como ele mesmo define seus empreendimentos internos, sofrimentos e lutas com coisas obscuras e estranhas, e não menos importante, consigo mesmo.

Ed Mooney
Syracuse, NY
Janeiro 1, 2007

On Soren Kierkegaard: Dialogue, Polemics, Lost Intimacy, and Time – Edward F. Mooney – Ashgate

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