O que incomoda os criacionistas?

por Donald E. Simanek

Motivações dos criacionistas e advogados do Design Inteligente

Criacionistas e divulgadores do design inteligente são claramente e fortemente motivados a terem seus pontos de vista reconhecidos como cientificamente respeitáveis, e a impor os mesmos no currículo científico escolar. Qual é a fonte dessa motivação? O que os incomoda tanto no modo como a ciência é ensinada?

Ciência e ensino de ciência não lidam com qualquer coisa sobrenatural, e então você pode pensar que isso não seria nenhuma ofensa a pessoas religiosas. Mas, de fato, é essa a grande razão do seu descontentamento. Ciência sem o sobrenatural, é, para eles, materialista, e por não incluir Deus, está implicitamente negando a importância dEle, ou até mesmo a existência de Deus. No mínimo, deixando Deus (ou qualquer entidade criadora/designer sobrenaturais) fora das ciências naturais, seria o mesmo que dizer que a natureza passa muito bem sem Deus.

A ciência não responde perguntas do tipo “por quê?”, mas apenas as do tipo “como?” As religiões geralmente tratam as questões “por quê?” como as mais importantes e mais significantes, e ficam ansiosos para fornecer suas próprias respostas a essas questões. Sendo assim, porque esses dois pontos de vista entrariam em conflito, se a ciência e a religião possuem seus próprios territórios? Os cientistas, mesmo quando são religiosos, geralmente não impõem seus pontos de vista às religiões. Porém, muitas pessoas religiosas, especialmente as evangélicas, sentem que devem impor seus pontos de vista em todos os lugares e a todas as pessoas. Mais ainda, ficam ofendidas quando alguém falha em reconhecer as “verdades” que para elas são auto-evidentes. Por muitos anos, fundamentalistas e evangélicos percebiam a si mesmos como marginalizados. Sentiam-se desrespeitados. Agora, pelo menos nos Estados Unidos, eles têm motivos para sentir que essa situação, pelo menos na esfera pública, está mudando. São poderosos, e estão prontos para usar esse poder para atingir seus objetivos sociais e políticos.

As religiões mais moderadas não estão entrando nessa. A maioria delas se sente confortável com a teoria da evolução. Qualquer um pode crer num criador/designer/Deus e aceitar a evolução. No final, Deus é sempre visto como perfeito e poderoso, e certamente capaz de desenhar um universo que se auto-sustenta, sem requerer manutenção ou consertos. Tal ponto de vista não requer que um Deus ocasionalmente invente novas espécies, como o design inteligente assume. Permite que o universo siga seu curso por meio de processos naturais. E são esses processos naturais que a ciência estuda e descreve.

Um universo auto-suficiente não fornece evidências para um designer, como vimos, por isso a evolução pode ser entendida somente por processos naturais. Os proponentes do DI querem encontrar evidências para um designer, e uma dessas evidências são as “lacunas” (transições inexplicáveis) na sequência evolucionária (incluindo lacunas no registro fóssil). Estas, dizem eles, são evidências de que um designer inteligente interveio para fazer novas espécies, ou para preencher uma lacuna que os processos naturais não poderiam preencher.

Resumindo, essas pessoas querem um designer inteligente “ativista”, o qual continuamente, ou no mínimo periodicamente, intervém na operação do universo. Um universo auto-funcional não poderia mostrar qualquer evidência de um designer onipresente.

Teoria das lacunas

Esse “deus das lacunas” cumpre seus propósitos? Vamos imaginar por um momento. Suponha que essas lacunas sobre as quais os criacionistas falam são tão sérias que nenhum processo natural concebível pode superá-las. Suponha que uma nova espécie surge subitamente num determinado momento, sem qualquer evidência de que possa ter se desenvolvido de outras espécies. [Não importa, nesse momento, que nenhuma espécie tenha surgido na história, sem que tenha havido qualquer semelhança biológica com espécies anteriores.] Então, dizem os proponentes do DI, isso é uma “evidência” de um designer que incluiu esse novo critério de design na timeline da biologia. O que? Como pode ser? Isso apenas indica que (a) não encontramos evidências que preencham essa lacuna, ou (b) não fomos inteligentes o suficiente para enxergar os processos envolvidos ou (c) talvez algum processo natural que nunca imaginamos antes, talvez até leis da natureza ainda desconhecidas para nós, estejam em operação. Se você listar todas as possibilidades, pode imaginar ainda toda sorte de cenários sobrenaturais fantásticos (mas fazendo isso, você não está fazendo ciência, mas algo mais parecido com ficção científica).

Então, vamos imaginar essa possibilidade, somente para fins práticos. Talvez existam outros universos. De tempos em tempos, um deles sofre intersecção com o nosso, e alguns animais alienígenas, plantas ou outros organismos vindos desse outro universo, atravessam a intersecção e passam para o nosso universo. Esse cenário pode ser provado? Não, a assim chamada evidência da lacuna não é específica o suficiente para suportar essa possibilidade particular, ou qualquer outra, nem para refutar qualquer outra possibilidade imaginável. Em outras palavras, tal “evidência” é inútil para demonstrar qualquer coisa que seja.

Suspensões ou interrupções nas leis naturais são chamadas de “milagres”. [Podemos nomear até mesmo coisas que não podem acontecer.] Seja lá como for que você chame isso, se suspensões das leis naturais viessem a acontecer, não nos diriam nada de útil sobre coisa alguma. Além disso, não temos provas concretas e cientificamente aceitáveis de que milagres têm ocorrido na história do universo.

Vamos observar isso de outra perspectiva. Como é que conseguimos aprender alguma coisa sobre o funcionamento da natureza?  Apenas porque a natureza trabalha de forma regular e sólida. Uma vez que descrevemos um comportamento numa lei da natureza, temos aprendido que podemos estar seguros de que a natureza não vai nos pregar uma peça e mudar aquela forma de comportamento. Mas se coisas irregulares e imprevisíveis acontecem aqui e agora (reais, e não apenas devidas a falhas nos dados), não podemos construir ciência com base em tais coisas. Os métodos da investigação científica seriam incapazes de nos dizer qualquer coisa sobre as razões para tais acontecimentos, ou para prever quando a próxima irregularidade poderia acontecer.

Como os criacionistas e defensores do DI agem para obscurecer esses fatos simples? Normalmente, enterram as feias deficiências das suas teorias numa pilha de disparates e ofuscação (tradução: lixo irrelevante). A decepção é assim. Pegue um conceito que é geralmente e acriticamente aceito por várias pessoas, mesmo não sendo suportado por qualquer evidência (como a ideia de um criador/designer sobrenatural). Então, aponte para evidências que supostamente o apoiam. O conceito precede a evidência, e já está enfeitado com atributos: inteligência, poder, invisibilidade e perfeição.  Os atributos são prontamente e acriticamente aceitos por pessoas que não são cientistas. Então, qualquer evidência que pareça preencher esses atributos é contada como uma evidência, que prova a existência de uma entidade “criadora/designer”. É por isso que os argumentos do DI têm efeito sobre aqueles que possuem pouco conhecimento de ciência e pouca experiência em reconhecer argumentos disparatados. Há uma grande diferença entre um argumento que apenas “parece bom”, e um argumento verdadeiramente bom.

Em ciência, as evidências precedem as teorias. Insistimos que as evidências devem ser especificamente o suporte de uma teoria. Se as evidências suportam uma ampla gama de teorias diversas de forma igualmente boa, não consideramos qualquer uma dessas teorias como persuasivas. Teorias que são concebidas apenas para “explicar” uma pequena parte ou um pedaço isolado de evidências, não são levadas a sério. Teorias científicas devem ser capazes de incluir fenômenos diversos, e de unificar uma diversidade de leis, ou seja, devem ter um horizonte amplo.

Até agora, os defensores do DI não apresentaram qualquer pesquisa que tenha sido de qualquer utilidade para a ciência. De fato, ninguém pode encontrar qualquer pesquisa científica que eles tenham feito. Suas teorias são uma filosofia mascarada de teoria científica, ainda em busca de qualquer utilidade científica.

Os marketeiros do DI dispendem muito esforço escrevendo livros e artigos sobre “evidências” da “complexidade irredutível” – exemplos específicos encontrados na natureza que parecem não ter sido originados pela evolução. Não convenceram os cientistas, e cada um dos seus exemplos foi desacreditado. Mas sua produção sobre o assunto, serve para distrair o público que não percebe as falhas fatais da sua cadeia de argumentos. Suponha  que de alguma forma sejamos capazes de demonstrar de forma conclusiva que existe uma criatura com complexidade irredutível. Esse fato poderia levar a lugar nenhum, pois seria uma evidência de – absolutamente nada em específico. Tal evidência certamente não poderia provar suas hipóteses do DI ou mesmo sugeri-las. Então, estão perdendo tempo ao se concentrar nesse assunto.

Naturalismo e materialismo

Você de vez em quando ouve os criacionistas queixarem-se do “naturalismo” dos cientistas e do ensino de ciência. Um dos objetivos declarados dos defensores do DI é introduzir uma cunha entre a “ciência naturalista” e uma “nova” ciência que reconhece e inclui Deus.

Os criacionistas veem o “naturalismo” como um inimigo a ser combatido em todos os “fronts”, e tentam substitui-lo com o “realismo teísta”. Em resumo, é uma estratégia para “colocar Deus por trás de todos os aspectos da atividade humana, ciência, política, leis, educação”. Eles temem que o “naturalismo e materialismo” da educação científica levem suas crianças para longe de Deus, levando-as a rejeitar Deus, e então fazer todo tipo de coisas más. Na verdade, acham que isso já está acontecendo. Em seus escritos, os criacionistas igualam o naturalismo e o materialismo. Não são bons em fazer distinções sutis.

A ciência atual adota o “naturalismo metodológico” (NM), no qual a ciência é conduzida sem fazer afirmações sobrenaturais e sem usar  conceitos sobrenaturais. A ciência simplesmente se mantém em silêncio a respeito de questões sobrenaturais ou teológicas. Isso não se faz como forma deliberada de rejeitar Deus, mas simplesmente porque hipóteses sobrenaturais não contribuem nem iluminam a ciência de nenhuma forma.  São inúteis para a ciência.  Simone Laplace coloca isso muito bem quando perguntado sobre o porquê não havia menção a Deus em um de seus livros. Ele respondeu: “Não tenho necessidade dessa hipótese.” Cientistas podem, e muitos têm, crenças religiosas. Podem abraçar qualquer hipótese sobrenatural que queiram “nas horas vagas”, mas sabem que elas não têm nenhuma utilidade e nenhum lugar justificado  no seu trabalho científico.

Os criacionistas caracterizam esse naturalismo metodológico, muito prático e necessário, da ciência, como uma conspiração deliberada dos estabelecimentos científicos para destruir a religião e banir Deus da mente das pessoas. Esta pode ser a principal motivação dos criacionistas e defensores do DI.

Propósito

Os teístas, de vez em quando, olham para o mundo em geral e dizem “Com certeza esse mundo natural maravilhoso e perfeito ao nosso redor, deve ter um propósito.” Isso levanta a questão de um “design proposital” por um “designer inteligente”. Se você responde com olhar incrédulo e dizendo “Por que deveria ter um propósito?”, eles geralmente não podem acreditar que você seja sério.

Meu sentimento é “Como pode alguém pode dizer com uma cara séria que esse mundo é perfeito?”  Mesmo um teísta deve perceber que imperfeições são abundantes na natureza, e com um pouco de reflexão, pode fazer sugestões para o seu aperfeiçoamento. Os criacionistas gostam de citar o olho humano como um exemplo de design maravilhoso e perfeição funcional. Mas nem todos enxergam dessa forma. Hermann Helmholtz, que fez pesquisas pioneiras sobre os sentidos humanos, uma vez comentou que se um fabricante tivesse mandado a ele um instrumento tão mal desenhado como o olho, ele o devolveria para ser refeito. Nós agora compreendemos a evolução do olho humano razoavelmente bem. Houve uma série de pequenas mudanças que aperfeiçoaram sua performance, mas nunca o tornaram perfeito. Pergunte a qualquer um que sofra de catarata, degeneração macular, ou qualquer outro tipo de afecções da visão, sobre o design perfeito do olho. Alguns olhos de animais se desenvolveram ao longo de um caminho evolucionário diferente, e possuem algumas características que são melhores do que aquelas  com funções similares no olho humano. Por exemplo, alguns animais marinhos possuem seus receptores sensíveis à luz na retina, na frente do suprimento de sangue, enquanto os humanos os têm atrás de uma rede de vasos sanguíneos que obscurecem uma porção da retina da luz incidente. Mas, uma vez que um caminho evolucionário é seguido, há poucas chances de “voltar atrás” para corrigir esses erros. Estamos presos a eles. Qualquer cirurgião ortopédico poderia facilmente imaginar um design biológico melhor para o joelho humano, para a articulação do quadril, ou para a espinha.

E quem pode dizer que o câncer é uma coisa bonita e maravilhosa? Cite qualquer uma das outras deformidades horríveis e doenças que podem afligir o ser humano, e então fale sobre a beleza e perfeição da natureza.  É claro, os teístas possuem todo tipo de formas de passar por cima dessas coisas: “São o resultado do pecado no Jardim do Éden” ou “São trabalho do Diabo.” Mas temos que nos ater à ciência, e não divagar em contos de fadas.

Se um teísta pergunta, “Você tem certeza de que tudo isso tenha surgido por acaso cego e sem propósito?”, tenho que responder que as coisas que vemos acontecendo no universo não mostram nenhuma evidência de propósito, e são, nesse sentido, “cegas”. Acaso e probabilidade desempenham papéis na natureza, mas a geometria e as leis naturais devem ser levados em conta e são responsáveis pela “aparência de design”, por isso, nunca é “mero acaso”.

Esta é a razão principal pela qual os criacionistas rejeitam a ciência. Eles querem um universo com propósitos, e a ciência mostra não haver evidência desse tipo de coisa.  Eles gostam de pensar que o objetivo principal é a humanidade, e que somos feitos “à imagem de Deus”. A ciência não tem nada a dizer a respeito de tais noções.

Uma sugestão aos teístas

Como eu disse, a ciência não prova nem refuta qualquer crença sobrenatural, porque fica em silêncio a respeito desses assuntos. Entretanto, ofereço essa sugestão aos teístas, que não tem nenhum peso científico por trás. Os teístas poderiam simplesmente assumir que seu criador/designer/deus planejou o universo por declarar algumas leis naturais e imaginando uma matriz geométrica de tempo e espaço para essas leis operarem, e então, deixando a “natureza seguir seu curso”. O resultado é o que nós vemos hoje. Este criador não precisou voltar a mexer nisso ao longo do tempo, e o resultado é inteiramente aquele gerado pelas leis que o criador estabeleceu.  O universo não mostra evidências de que poderia revelar a forma pela qual foi criado. Então, a ciência o estuda e descreve seu comportamento  sem entrar em conflito com a religião. A religião pode lidar com questões sobre propósito divino, a existência do mal, das doenças e outros assuntos teológicos que por si mesmos não interferem em nada na ciência. Esta é essencialmente a posição de muitos religiosos moderados, que não têm nenhuma discussão com a ciência [1].

Obviamente, isso nunca vai satisfazer os criacionistas.

Os cientistas não são culpados

Vamos admitir que alguns cientistas sejam culpados de invadir assuntos teológicos. Ultrapassaram os limites do cogniscível em especulações puramente hipotéticas. Alguns deles escreveram livros nos quais os limites entre a ciência estabelecida e a especulação selvagem não são fáceis de ver. Muitas vezes, eles usam a palavra “crença”, sem qualificá-la como uma “tentativa ou aceitação provisória”.  Não mostram claramente e cuidadosamente as limitações dos dados atualmente conhecidos, e as limitações resultantes em nossas leis e teorias. Alguns são conhecidos por proferir a palavra “verdade”, a qual é inteiramente desnecessária no discurso científico. Alguns deles aparecem em livros escolares. O fato é que fantasias e ficção vendem livros, enquanto fatos puros, não. O público é sedento pelo fantástico e miraculoso. Esse tipo de coisa tem feito da ciência um alvo fácil, para aqueles que possuem apenas conhecimento superficial sobre como a ciência é realmente praticada.

Notas e considerações finais

[1] Neste ensaio, escrevi muito pouco em defesa da evolução. Não há necessidade disso. Evolução é um fato firmemente estabelecido, e nenhum dos defensores do DI mudou ou desacreditou os fatos da paleontologia, arqueologia, biologia, bioquímica e etc. (Os criacionistas tentam fazer isso, mas em todas as vezes levam ovadas na cara por distorcer ou interpretar erroneamente os fatos, ou o que um amigo caracterizou como “mentir em defesa de Deus.”) O que os defensores do DI reclamam, é que os cientistas não veem necessidade de intervenção sobrenatural em todo esse processo, e nenhuma evidência aponta para tal intervenção sobrenatural. Os defensores do DI querem uma interpretação alternativa para os fatos, e querem afirmar também que “um designer inteligente é responsável por tudo”. Agora, a noção de designer inteligente possui pelo menos três interpretações. (1) O designer planejou tudo, e desde então tudo funciona por si mesmo, sem manutenção ou intervenção; ou (2) o designer guia cada etapa do processo, ou (3) o designer só precisa intervir no processo natural de vez em quando, produzindo aparentes “milagres” que não podem ser explicados pelas leis naturais.  As duas primeiras interpretações são inteiramente consistentes com um processo evolutivo regido por leis. Apenas a terceira muda o entendimento evolucionário convencional, por suas alegações de que há etapas na evolução que não se encaixam nas leis naturais. As duas primeiras interpretações não geram nenhum conflito entre DI e a ciência.

What’s bugging the Creationists? Donald E. Simanek

De novo, como já falei várias vezes aqui, mesmo que se creia nesse “designer” que: ou planejou tudo, estabeleceu leis, e deixou o universo seguir seu curso sozinho naturalmente, ou planejou e guia as etapas do processo evolutivo, a decisão de crer nisso e incluir um Deus que desempenharia o papel do designer, já extrapola os limites da ciência. É uma opção pessoal, que cabe a cada um decidir por ela, por meio da fé, somente. Não há evidências científicas de que tal designer exista, por mais que os defensores do design inteligente digam o contrário, e a ciência não se ocupa desse tipo de questão. O que não acho que seja uma opção inteligente, é montar um sistema de crenças que negue os fatos da ciência ou tente se contrapor a eles, ou que se proponha a substituir a ciência por uma pseudo-ciência embasada em filosofias religiosas, como é o caso de boa parte dos criacionistas e defensores do design inteligente, que negam a evolução. Não admitem a evolução, por razões puramente religiosas, e então criam uma “teoria alternativa”, NÃO CIENTÍFICA, e pior ainda, usam meios pouco honestos para fazer com que essas “teorias alternativas”, sejam vistas como passíveis de substituir as teorias realmente científicas. Seria mais inteligente por parte de tais pessoas, aceitar o conhecimento científico como ele é, absorver os novos conhecimentos que vão sendo adicionados com o tempo, e então tentar construir uma visão dinâmica a respeito desse “designer”, que não obrigue ninguém a fazer guerra contra a ciência, ou ver a ciência como um inimigo a ser combatido. Os religiosos que acham que a ciência é um inimigo a ser combatido, deveriam também impedir a si mesmos de desfrutar dos benefícios proporcionados por essa mesma ciência. Questão de coerência, certo? Você vê algum deles fazer isso? É aquela velha história das bruxas: “não acredito em evolução, mas que ela acontece, acontece; faço uso das aplicações e benefícios que o estudo do processo evolutivo traz para a humanidade,  mas continuo negando que ela seja um fato.” Lamentável.

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One Response to O que incomoda os criacionistas?

  1. Marllow disse:

    Muito bom texto. Isento, imparcial e esclarecedor.

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