Reflexão sobre as experiências espirituais

A recente confissão de Davi Silva, sobre as mentiras que propagou em seus testemunhos, tanto em ministrações públicas quanto em gravações de CDs e DVDs, nos leva a refletir sobre a forma correta de tratar fatos e experiências que consideramos espirituais.

Esse tipo de experiência é comum. Mas qual o limite para torná-las públicas, quando são experiências extremamente pessoais, que dificilmente serão vividas de forma igual, por outras pessoas, e que são difíceis de serem comprovadas?

Depois de pensar bastante a respeito, cheguei à conclusão que a melhor coisa a se fazer quando se vive esse tipo de experiência, é guardá-la para você mesmo. Porque afinal, foi algo pessoal entre você e Deus, parte da história do seu relacionamento com Ele, algo que devia ser preservado por você, com todo o carinho. Não são coisas que devam ser banalizadas, tratadas como objeto de comercialização, mesmo que a ideia seja edificar outras pessoas. Principalmente no meio evangélico atual, onde se esquecem dos escrúpulos, para atrair mais pessoas para as igrejas. Vale mentir, vale inventar, vale aumentar os testemunhos, torná-los mirabolantes, verdadeiras viagens na maionese de tanta mentira e invenção humana, desde que isso aumente o IBOPE ou deixe a igreja mais lotada.

Pessoas mal intencionadas, não terão escrúpulos em usar isso para seus próprios interesses. Para elas, os fins justificam os meios, mesmo que Deus não concorde com os meios. O significado que tem para você, não importa para elas.

Outro perigo, é a pessoa se encher de soberba por causa disso. Se considerar melhor do que os outros. E começar a mentir, para impressionar mais ainda, e parecer alguém de alto nível espiritual. E quando se começa a mentir, o ciclo vicioso só vai ser interrompido quando houver um flagrante. E junto, virá a vergonha, a desmoralização, perda de confiança das pessoas que antes confiavam em você, e achavam que você estava falando a verdade. Muitos podem até perder a fé, quando mentiras envolvendo testemunhos de pessoas públicas, são descobertas – e nesse caso, o erro foi também de quem embasou a fé em tais coisas, porque usou como base um testemunho humano, e não Deus.

Guarde essas experiências para si mesmo, como um tesouro. Como presentes, dados por um amigo especial. Como se guardam segredos que foram confiados a você, por uma pessoa que você ama. Assim como você faria, com relação a coisas que dizem respeito a quem você ama, faça com o que diz respeito ao seu relacionamento com Deus. Não deixe que sua história com Deus seja transformada em objeto de venda e manipulação, por outras pessoas.

Afinal, o relacionamento mais importante da sua vida, é o que você tem com Deus.

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