Antes na igreja – Depois fora da igreja

por Thiago Mendanha

Acho que posso contar minha história dividindo-a em ANI e DFI. Calma, vou explicar: Antes Na Igreja e Depois de Fora da Igreja. Os leitores que já conhecem esse espaço e como me refiro aos termos me perdoem, mas muita gente ainda cai de súbito por aqui e entenderá mal minha colocação. De maneira que vou explicar só um pouquinho mais!

Quando divido minha vida em Antes Na Igreja, digo dos meus tempos como membro de denominações; meus tempos como “ministro de louvor”, como professor de Escola Bíblica Dominical, como “adorador extravagante”, como “separado do mundo” – acabo de ter um insight para um próximo texto -, como “evangélico”, como “gospel”, e por aí vai um tanto de classificações e nomes sem tanto… vocês conhecem!

Antes Na Igreja eu fazia parte desse bem elaborado Sistema religioso do qual grande parte das pessoas estão inseridas; esse Sistema abrange várias confissões: Cristianismo, Catolicismo, Protestantismo, Evangelicalismo, Judaísmo, Espiritísmo, Hinduísmo, Budismo, Ateísmo (considero um sistema (a)religioso), etc., etc. e etc. De uma forma ou de outra as pessoas, mesmo não engajadas, são influenciadas e moldadas por esses “ísmos”.

Antes que me pergunte o que tem de errado em fazer parte do Sistema, digo que a princípio nada. Todos estamos presos a algum tipo de Sistema. O problema é quando você se torna a bateria para que esse Sistema funcione. E assim, ele vai te sugando, e sugando toda sua energia a fim de fincar existência, ganhar poder, riqueza e expansão. Quando você deixa de ser uma “pessoa” que é servida pelo Sistema para servir ao Sistema, algo está muito errado.

E não se engane, alguém estará lucrando por trás do Sistema. Sempre haverá alguém lucrando…

Depois de Fora da Igreja eu experimento uma leveza na alma indescritível. Aprendi a me relacionar melhor com pessoas. E aprendi a julgar menos o caráter religioso das mesmas. Claro, que isso não é fácil! Vez ou outra a gente se pega definindo uma pessoa pela crença e a partir daí construimos algumas barreiras. Mas, a experiência tem me ensinado que quando não construo essas barreiras, encontro mesmo naquelas cujo a crença não compactuo de forma alguma, algo pra aprender. Encontro alguém com quem trocar idéias e na medida do possível suscitar diálogos edificantes. No mínimo ser gentil e educado!

Hoje sinto que minha energia não é gasta com o lucro dos vendilhões da fé. Minha consciência não é cativa de dogmas e doutrinas corrompidas em si mesmas. Hoje sou livre para ir e vir e fazer o que bem entender sem me sentir preocupado com o pastor.

Hoje aprendi a usar a liberdade que Cristo conquistou pra mim. E uso essa liberdade não como pretexto para libertinagem como virão alguns a pensar. Só porque não frequento uma denominação e não tenho meu nome constando no rol de membros de alguma instituição religiosa, não quer dizer que sou um “mundano” como dirão os desavisados.

Não, muito pelo contrário! Não vivo pela Lei, vivo pela Graça e isso me basta sobremodo.

Não quero que pensem que julgo ou condeno quem faz parte de uma denominação, ou de uma igreja institucionalizada. Por favor, não! Entendo que cada um tem que estar onde precisa estar. Cada um tem seu ritmo, seu jeito de aprender, de viver e de apreender a espiritualidade. Não sou melhor que nenhum destes só porque experimento um “ser igreja” diferente, natural e com pouquíssimos ajuntados. Muito pelo contrário, sou pior.

Apenas sei de uma coisa. Assim como não dá para voltar nos tempos A.C. também não dá para voltar nos tempos ANI.

Antes na igreja e depois de fora da igreja – Thiago Mendanha

Querem ver a reação de um pastor que parece alucinado, ao texto do Thiago? Leiam os comentários no texto original, link acima.

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6 Responses to Antes na igreja – Depois fora da igreja

  1. ANDRE FERNANDES DE SOUSA disse:

    A PALAVRA DE DEUS DIZ QUE NÃO DEVEMOS DEIXAR A CONGREGAÇÃO COMO E COSTUME DE MUITOS.

  2. Adelson Sena disse:

    Os crentes Hebreus, por causa da perseguição dos judeus da época, estavam “deixando a congregação”, e voltando para as antigras práticas judáicas. O escritor desse livro então advertiu e suplicou aos santos hebreus a não deixarem a congregação dos regenerados da Nova Aliança. Isso nada tem a ver com deixar um templo ou um grupo intitucionalizado.
    Temos uma vida de “ovelha” e as ovelhas vivem juntas, nas casas, no dia a dia e até mesmo nos templos, mas confundir templo (prédio) com congregação (pessoas) é desconhecer a realidade do Novo Testamento. Certamente precisamos estar com outros irmãos que buscam o Senhor, nossos companheiros de caminhada. Estando com eles, certamente estamos com a congregação dos filhos de Deus, no templo ou fora do templo. Aliás, o templo foi destruído pelos romanos no ano 70 DC, como previa Jesus: não ficou pedra sobre pedra.

  3. Magda Martiliano disse:

    Qrido Thiago eu tbm stou nesta mesma situação como tu stás (DFI).Tu, me parecs pelo q escreves, estás feliz por isso, diferentemente de mim; Digo-te q minha vida não é mais a msma desd q me desviei.
    Qndo eu estava na (ANI), eu tinha paz de espírito e agora q stou fora da igreja, por mais q eu MINTA dizndo q estou feliz, q está td bem comigo pq stou curtindo a vida, no fundo eu sou triste e minha alma chora pdindo pra q eu volte pra Deus!!
    Sei q é dificil, depois q a gnte conhece o mundo, voltar para a igrja pq o inimigo nos oferec muita coisa. Acredito q nenhum desviado tem paz em seu interior, ainda mais se é alguém q conhece a biblia.
    Vejo tbm q as profecias se cumprem a cada dia, sinto medo e peço a Deus misericórdia sobr minha vida e a vida das outras pssoas q stão long d Cristo.
    Ainda hà uma porta aberta!!! Não adianta olharmos e julgarmos esses pastors corruptos, pois um dia eles prestarão contas com Deus!

    • Andrea disse:

      Prezada Magda,

      Estar fora da igreja, não necessariamente implica em estar longe de Deus. Porque Deus não está preso lá dentro daquele prédio com placa de igreja na frente, Ele está onde estiverem seus filhos. Simples assim.

  4. cyranovital disse:

    Impressionante o modo como o sistema se interioriza nas pessoas que um dia estiveram a seu serviço. passam a falar de si mesmos e de sua experiência com o vocabulário e as categorias fornecidos pelo monstro…

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