Teologias e o essencial

No meio de tantas linhas teológicas, o que fica é o seguinte:

Diferenças teológicas não são a parte essencial (ou não deveriam ser), embora sejam motivo de guerras e discussões acaloradas entre os cristãos. Diferentes linhas teológicas são como a visão limitada de crianças, cada uma delas enxergando apenas em parte, e cada uma delas enxergando uma parte diferente desse todo incomensurável que é Deus. Se fôssemos capazes de ver o todo em seu imenso conjunto, em vez de partes separadas e muitas vezes aparentemente desconectadas, não brigaríamos tanto por questões teológicas que geraram até morte de pessoas no passado.

A questão realmente importante, ou que deveria ser importante e estar acima de todas as demais, é que todos somos cristãos, essa é a única e essencial semelhança entre nós. Essa semelhança devia nos unir, mas preferimos focalizar nas diferenças. É o eterno vício do homem de separar os demais em categorias, partindo do seu próprio ponto de vista limitado.

O que importa é estar alicerçado na Verdade. Perderíamos bem menos tempo em discussões inúteis se aceitássemos esse fato. Seríamos também mais unidos em torno da única Verdade que realmente interessa.

Deus está acima de tudo isso, é maior do que tudo isso, muito maior do que nossas mentes limitadas e cheias de preconceitos. Na eternidade, todas essas diferenças teológicas (que vistas do ponto de vista de Deus, provavelmente sequer existem), não terão importância alguma.  Ou terão?

Importa mais a Verdade, ela que está acima de todas as coisas.

Importa que a Verdade não seja usada como meio de enriquecimento pessoal e compra e venda de “bençãos”, “unções”, “prosperidade” e “milagres”. Importa que a Verdade não seja envergonhada por vendedores de amuletos gospel. Importa não estar entre os “mágicos”, como o mágico Simão, e não estar entre os vendilhões do templo e os fariseus, que colocam cargas nas costas dos outros, mas eles mesmos não são capazes de as carregar.

Importa que não estejamos entre aqueles aos quais será dito: ” Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7: 21-23).

Importa que cada um seja cristão sincero, e não um ator que encena um papel piedoso aos domingos na igreja, e durante a semana age como se Deus sequer existisse. Importa não estar entre aqueles que foram duramente criticados por Jesus: os hipócritas, idólatras, impositores de regras, dados a demonstrações públicas de piedade, mas podres por dentro como sepulcros caiados, aqueles que se dizem cristãos por conveniência, e usam da fé alheia para amealhar vantagens políticas e financeiras, e aqueles que preferem se assentar nos primeiros lugares das igrejas ou estar nas mais altas posições, e discriminam as pessoas pelas suas roupas, pela conta bancária ou pelas jóias que ostentam no corpo, etc. Se quiser a lista completa das atitudes que Jesus condenou, procure no novo testamento.

Importa fazer a vontade do Pai e buscar primeiro o Reino e a sua justiça. O resto é irrelevante.

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