Criacionismo na universidade?

Em outubro de 2008, o Instituto de Física de São Carlos/SP, ligado à USP, divulgou a seguinte nota, em referência a uma palestra sobre criacionismo que foi proferida no auditório Prof. Sérgio Mascarenhas:

Utilização do Auditório do IFSC para palestra sobre criacionismo

“A DIRETORIA DO IFSC COMUNICA que a palestra “O Universo – Teoria sobre a Origem – Criacionismo Científico“ a ser proferida por Adauto Lourenço, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas, em 16/10/2008, não foi organizada pelo IFSC e não tem o apoio dessa Unidade ou da sua Diretoria, que veementemente repudia idéias obscurantistas ou anti-científicas, como a teoria criacionista ou afins, especialmente quando discutidas no ambiente nominado a emérito professor do IFSC que tanto tem se dedicado a erradicar essas idéias.

O Auditório foi cedido pelo IFSC de acordo com as normas específicas para sua utilização, que incluem a solicitação por escrito por docente responsável, nesse caso um professor do departamento de Engenharia Elétrica da EESC-USP, que ao fazê-lo explicitamente assume a responsabilidade pelo conteúdo do evento realizado.

A Diretoria do IFSC defende intransigentemente o multiculturalismo, a liberdade de pensamento e expressão, e o direito à voz e à livre manifestação de opiniões, e considera o debate amplo e aberto de idéias, teorias e modelos, o caminho científico correto para sua validação ou desqualificação. Nesse sentido, desde já, o IFSC se compromete a organizar no mesmo local, em data não superior a 30 dias, uma outra palestra a ser proferida por eminente biólogo, para a exposição clara sobre todas as centenárias evidências cientificas que demonstram a prevalência da Teoria da Evolução e dos modelos físicos da origem do Universo, de forma a contrapor com fatos as idéias e teorias obscurantistas.

São Carlos, 16 de outubro de 2008.

Prof. Dr. Glaucius Oliva
Diretor do Instituto de Física de São Carlos
Universidade de São Paulo”

A Aliança Bíblia Universitária teria requerido o espaço para a palestra omitindo uma parte do título:

“Segundo o ofício do IFSC que eles foram OBRIGADOS a ler antes do início da palestra ocorreu mais ou menos o seguinte: a liberação do auditório se deu pois o título da palestra originalmente apresentado pela ABU (aliança bíblica universitária) e que constava no documento de solicitação do auditório era “O Universo: Teoria sobre a Origem”. E portanto quem liberou o auditório não viu nada de mais. Porém, depois que o auditório foi liberado o título da palestra foi trocado (não oficialmente, apenas nos panfletos de divulgação) para “O Universo: Teoria sobre a Origem – Criacionismo Científico”. A propósito, ficou bem claro que o logo do IFSC com a inscrição “apoio”, não foi autorizado (como pôde ser visto na nota que o IFSC soltou e com o ofício que foi lido antes do início da palestra) e isso gerou inclusive pedidos de desculpas por parte da ABU antes do início da palestra.”

Link: http://clubecetico.org/forum/index.php?topic=2974.125

Uma outra carta, assinada por mestrandos e doutorandos da USP e UFScar, falando do mesmo assunto:

“São Carlos, 14 de outubro de 2008

Ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC),
Na pessoa de seu Diretor, Prof. Dr. Glaucius Oliva e do Chefe do Depto. de Física e Informática, Prof. Dr. Richard Garratt

Prezados Senhores,

Tomamos conhecimento de que o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) promoverá a palestra intitulada: “O Universo – Teorias sobre a origem – Criacionismo Científico”, ministrada pelo M.Sc. Adauto Lourenço. O evento está marcado para acontecer na próxima quinta-feira, dia 16/10 (às 19:00 horas), no auditório Sérgio Mascarenhas do IFSC (Universidade de São Paulo).
Há três semanas, o grupo PET-Química da Universidade Federal de São Carlos tentou realizar uma palestra com o título: “A Vida e o universo: um grande acidente ou design inteligente?”, que seria ministrada pelo Prof. Dr. Marcos N. Eberlin (Universidade Estadual de Campinas).


Felizmente, tal promoção da idéia do “Design Inteligente” – um dogma religioso – foi em tempo rechaçada por alunos, professores e pelo Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, que corretamente cancelou a palestra. A mesma palestra (com o mesmo título e proposta) havia sido cancelada também na Unicamp por decisão do Coordenador Geral da 60ª Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O aprendizado mais doloroso decorre de erros próprios. Em junho de 2007, foi permitida na Universidade Federal de São Carlos a promoção da série de palestras que visavam a “discutir” o Evolucionismo e o Criacionismo. Tal atitude foi fortemente repreendida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e, infelizmente, parece não ter surtido o efeito esperado para todas as universidades públicas.

Para esclarecimento, o Criacionismo ou “Design Inteligente” é uma doutrina mascarada cujos defensores dão uma roupagem supostamente científica a essas crenças para propagá-las dentro de universidades e escolas. Pretende concluir a existência de deus e da criação a partir da impossibilidade da ciência atual de explicar todos os fenômenos naturais e distorce descaradamente conhecimentos há muito consolidados. Tentativas como esta são um retrocesso a um passado distante, onde o homem atribuía fenômenos físicos naturais, como uma tempestade ou um eclipse, a um castigo divino e não a fenômenos físicos hoje elucidados.

O “Design Inteligente”, ou “Criacionismo Científico”, é reconhecidamente uma forma de criacionismo cristão. Nos Estados Unidos da América, essa questão foi a tribunal por mais de uma vez devido à insistência dos seus defensores em implementar as idéias do “Design Inteligente” em salas de aula. Em 2005, o julgamento (Tammy Kitzmiller, et al. v. Dover Area School District, et al., Case No. 04cv2688) mais importante sobre a questão terminou com a decisão do juiz John E. Jones III que declarou o “Design Inteligente” como mais uma forma de criacionismo religioso, e sua inclusão na escola pública em questão foi proibida por ferir o princípio de separação entre Igreja e Estado (protegido pela Constituição estadunidense e também pela brasileira). No mês passado, na Inglaterra, o reverendo Michael Reiss sugeriu que a teoria de evolução por seleção natural deveria ceder ao criacionismo parte de seu espaço no currículo escolar. A esse pronunciamento, que Reiss se afirma vítima de má interpretação, seguiu-se uma forte oposição e terminou com a demissão do reverendo do cargo de diretor de educação da Royal Society, a mais prestigiada associação científica da Inglaterra.

Confiamos na missão e dever de todas as universidades públicas deste país, incluindo a Universidade de São Paulo, em promover o conhecimento. Não podemos aceitar que ideais religiosos de qualquer vertente sejam apresentados a nossa comunidade como alternativa ao pensamento racional, crítico e científico. Esse tipo de evento, que visa a promover uma ideologia religiosa disfarçada de ciência alcança a inconstitucionalidade, segundo a Constituição Federal do Brasil (CF/88 – Art. 19). O Brasil é um país laico, e assim, nenhuma crença ou religião pode exercer pressão ideológica junto aos cidadãos livres, nem imprimir sua presença em órgãos e espaços públicos (que é o caso da USP). Caso a supracitada palestra ocorra, o Instituto de Física de São Carlos (com a conivência da USP) estará infringindo a lei ao fazer uso de recursos públicos para a promoção e divulgação de um pensamento dogmático baseado na religião cristã – por meio do oxímoro “Criacionismo Científico” – como suposta alternativa ao método científico universalmente aceito pela comunidade acadêmica mundial.

Ressaltamos que não se trata de uma restrição à liberdade de expressão, mas é imperativo respeitar a missão desta e de toda a universidade: a busca do saber e a propagação do pensamento crítico e racional e não a divulgação de ideologias religiosas como contraponto ao pensamento científico e racional. Para esse tipo de prática existem outros locais apropriados. Além disso, é missão vital de uma democracia a proteção das minorias religiosas, que não devem sofrer discriminação ou desconforto pela promoção de alguma religião majoritária dentro de espaços públicos.

Entendemos, e estamos certos que os senhores compartilham de nossa opinião, de que a defesa do ensino laico e do conhecimento científico é uma questão fundamental da sociedade moderna. Para quem está absolutamente à margem do conhecimento científico, como estão os criacionistas, o prestígio de falar em universidades de renome tem sido utilizado como moeda de reconhecimento de mérito. Isto é absolutamente preocupante, uma vez que dá-se um verniz de respeitabilidade e faz crer que na universidade ainda se discutem idéias retrógradas que já foram rechaçadas há pelo menos 150 anos. Pelas razões acima, consideramos que a palestra “Criacionismo Científico” deva ser cancelada, outrossim, sentir-nos-emos na obrigação de relatar o uso indevido de recursos públicos junto a autoridades competentes. No entanto, reconhecendo a autonomia deste prestigioso instituto e, conhecendo vosso prestígio e compromisso científico já historicamente consagrados, estamos certos que esta palestra esteja ocorrendo à vossa revelia e que os senhores farão o necessário para que vosso nome não fique indelevelmente associado a palestras como esta.

Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.

Atenciosamente,

Bruno Sauce Silva – mestrando no Departamento de Genética (Ufscar)
Cíntia Camila S. Angelieri – mestranda no Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (USP)
Fábio Toshiro Taquicava Hanashiro – mestrando no Departamento de Hidrobiologia (Ufscar)
Felipe Bannwart Perina – Especialista de Sistemas
Marcus Vinicius Cianciaruso – doutorando no Departamento de Botânica (Ufscar)
Marco Antônio Portugal Luttembarck Batalha – professor do Departamento de Botânica (Ufscar)
Priscila de Paula Loiola – mestrando no Departamento de Botânica (Ufscar)
Vinícius de Lima Dantas – mestranda no Departamento de Botânica (Ufscar)
Reinaldo Otávio Alvarenga Alves de Brito – professor do Departamento de Genética (Ufscar).

A carta foi retirada do link abaixo:

Criacionismo na Universidade- Orlando Tambosi

Por que estou postando isso aqui? Para mostrar que cientistas sérios de Universidades públicas sérias e laicas, não consideram o Criacionismo como científico. E não porque estejam executando qualquer tipo de perseguição religiosa, mas porque não é científico mesmo, tenta falsamente se passar por ciência, e deturpa a verdadeira ciência.

Sobre um criacionista, sr Adauto Lourenço:

“Mas isso não é nada comparado com o que você pode assistir nas suas palestras para públicos evangélicos. Aí o cara solta a franga! Ele fala que cai poeira da lua na Terra e nós já deveríamos estar enterrados se a Terra fosse velha, o nível do mar acompanha o relevo do fundo dos oceanos, um rei inglês caçava pterodáctilos, a física quântica não funciona porque é baseada no sistema de castas do hinduísmo, Você precisa ver o desenho animado ( que ele chama de computação gráfica ), mostrando as placas tectônicas se separando no Dilúvio: o sujeito acha que os continentes estão flutuando no mar, ele também afirma, na maior cara de pau, que tinham até 2 bilhões de pessoas vivendo na época de Noé, é tanta barbaridade que é de cair o queixo.”

http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,2974.175.html

“Na verdade, nada das ciências sobre a história do universo e evolução da vida se sustenta em qualquer coisa que seja fraudulenta ou depende de qualquer trapaça; os criacionistas no entanto adoram usar uns poucos casos do século retrasado (homem de Piltdown, mariposas de Manchester e os embriões de Haeckel, isso deve ser 90% da “argumentação”), sejam de mera falha metodológica ou de trapaça mesmo, e expô-los como se fossem “tentativas de sustentar o evolucionismo”, como se não fossem os próprios cientistas (isso é, “evolucionistas”) que tivessem os apontado como erros ou fraudes.

O triste é que, os autores fundamentalistas se aproveitam da confiança que os fiéis tem neles para enganá-los, e assim acabam formando mais propagadores, vítimas inocentes de suas mentiras. Alguns que vão estudar mais, se dividem em essencialmente dois grupos: aqueles que percebem que estavam sendo enganados e aceitam isso, e aqueles que resistem a aceitar, não dão o braço a torcer, e até entram no jogo da trapaça intelectual, tentando inventar novos argumentos ou estratégias para defender algum criacionismo ou, principalmente, depredar a ciência; acho que se consegue tapear mais pessoas, se torna de certa forma mais aceitável que ele próprio continue se enganando. Dissonância cognitiva e as estratégias psicológicas para lidar com ela são uma das piores faces da natureza humana.”

http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,2974.100.html

Insisto nisso, porque me incomoda essa desonestidade intelectual. É por causa de pessoas desonestas, que mascaram suas “teorias” com uma falsa aparência científica (entre outros motivos, como o fanatismo que gera intolerância e o terrorismo), que cientistas sérios estão se tornando radicalmente contra qualquer tipo de religião (não cabe a mim aqui dizer se estão certos ou errados nisso, mas compreendo suas motivações). E com razão, afinal todo o trabalho sério que realizam, é jogado sistematicamente no lixo por essas pessoas, como se ciência fosse brincadeira, ou baseada em crenças particulares dos pesquisadores, e não em evidências e no método científico.

Aos senhores criacionistas literalistas: se desejam crer que o livro do Gênesis precisa ser lido de forma literal, façam-no somente por fé. Admitam que o fazem somente pela fé, e não porque o evolucionismo supostamente não é científico, nem embasado em evidências, ou afirmando que o mesmo é uma fraude. A teoria da evolução, mesmo não sendo ainda completa, é a melhor teoria existente para explicar o desenvolvimento da vida na Terra, com base nas evidências e usando o método científico. Até que algum dos senhores criacionistas prove o contrário, usando também evidências e o mesmo método científico, ela continuará ocupando esse lugar. Ficará nessa posição até que a ciência encontre outra teoria melhor, coisa que até o momento não ocorreu.

Do contrário, creiam no literalismo do Gênesis se o desejarem, mas não afirmem que a ciência não explica de forma satisfatória ou confiável a realidade natural, porque ela o faz. Não é apenas por capricho dos cientistas que as explicações científicas estão nos livros escolares e são ensinadas nas universidades, mas apenas e tão somente porque é ciência em seu mais alto grau. Coisa que o criacionismo não é.

Criacionismo não é ciência e ponto final. Quem discordar, que prove o contrário, mas sem usar falácias.

Pergunto aos senhores: Que espécie de fé é essa, que necessita diminuir os méritos dos outros (no caso cientistas e a ciência), para se sustentar?

Não está na hora de abolir a desonestidade?

Por que os senhores criacionistas literalistas perdem tanto tempo montando teorias mirabolantes e falácias anti-científicas para enganar leigos? Não percebem que com isso, tornam a crença religiosa irracional e desconectada da realidade? Ela precisa ser assim? Quem se beneficia com isso?

Não queria fazer mais uma postagem sobre esse assunto, mas as barbaridades sem fundamento algum que tenho lido, ditas por esses supostos “cientistas criacionistas”, me impedem de ficar calada.

Quem ganha com a desonestidade do criacionismo literalista?

Deus precisa desse tipo de defensores? Deus é tão pequeno assim, a ponto de precisar de defensores humanos desonestos? Creio que não.

Razão e fé se complementam. Deixemos então a ciência tentar explicar nossa realidade natural dentro de suas competências, e a fé tentar explicar o espiritual.

Repito a pergunta: quem ganha com a desonestidade do criacionismo literalista?

É óbvio que precisamos ser céticos diante de qualquer tipo de conhecimento, inclusive o científico, a ciência não é perfeita, comete erros. Porém, como ela tem por característica ser cética até com relação à si mesma, corrige seus próprios erros tão logo sejam detectados. Foi o que aconteceu com as fraudes que os criacionistas adoram citar, foram outros cientistas evolucionistas que as apontaram e corrigiram. Corrigiram, mas os criacionistas continuam citando como se não tivessem sido corrigidas. Isso que é falta de argumentos, não é? E os criacionistas, corrigem seus próprios erros ou só sabem apontar as supostas falhas da ciência?

Uma notícia fresquinha para aqueles que dizem que é “cientificamente” provável que a Terra tem apenas 6 mil anos:

“Um grupo de pesquisadores que reavaliou a idade do “Homem de Pequim”, o fóssil de Homo erectus mais antigo encontrado na Ásia, mostrou que esses ancestrais da espécie humana podem ter invadido o oriente há 780 mil anos –200 mil anos antes do estimado.

O resultado indica que esse hominídeo tinha uma complexa distribuição em nichos ecológicos temperados e tropicais. Mesmo sendo primitivo, o H. erectus era esperto o bastante para sobreviver a glaciações.”

Gênero humano migrou até a Ásia há cerca de 780 mil anos

Observaram que os próprios cientistas corrigiram a datação? Aprendam com eles, senhores criacionistas literalistas, e corrijam seus erros.

E que tal essa outra notícia:

Pé humano e caminhar ereto existem  há 1,5 milhão de anos

“SÃO PAULO – Antigas pegadas fossilizadas descobertas no Quênia mostram que alguns dos primeiros hominídeos já andavam com postura ereta e tinham pés anatomicamente modernos há 1,5 milhão de anos.

Descrita na edição desta semana da revista científica Science, essa interpretação das pegadas é da equipe internacional do cientista John W.K. Harris, da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos.

As pegadas foram descobertas em duas camadas sedimentares perto de Ileret, no norte do Quênia. Esse tipo de impressão, extremamente raro, oferece informações sobre os tecidos moles e outras estruturas do corpo que normalmente não são preservados no processo de fossilização. As pegadas de Ileret são a evidência mais antiga de uma anatomia de pé essencialmente humana.

O principal autor do artigo da Science, o britânico Matthew Bennett, da Universidade Bournemouth, digitalizou imagens das pegadas e comparou-as aos rastros deixados por homens modernos e outras espécies primitivas ligadas ao homem.”

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7 Responses to Criacionismo na universidade?

  1. Iolanda disse:

    Criacionismo na Universidade

    Fico completamente horrorizada ao ver tanto preconceito a tudo que possa ameaçar de alguma forma a teoria evolucionista. Por que não ouvem, discutem, debatem, largando as armas, antes de simplesmente boicotar, cancelar, falar mal de uma apresentação e verificar se de fato ela não tem fundamento?
    Fariam bem em seguir a verdade onde ela os levar, como fez Anthony Flew, por exemplo.
    É uma vergonha uma universidade tolher a liberdade de expressão de alguém que poderia fazer muitos alunos inteligentes que ali estariam, repensar suas convicções pseudo-científicas!

    • Andrea disse:

      Prezada Iolanda,

      Ameaçar a evolução? A única coisa que poderia ameaçar a teoria da evolução, minha cara Iolanda, seria outra teoria CIENTÍFICA e embasada cientificamente, o que NÃO É o caso das teorias criacionistas. São exatamente esses criacionistas que possuem convicções pseudo-científicas, e não o contrário. Lamentável verificar a que ponto chega a cegueira fanática de pessoas como vc.

      Enquanto nenhum criacionista apresentar evidências CIENTÍFICAS para pleitear que suas ideias sejam vistas como ciência, e mais ainda, que podem substituir a evolução por suas viagens na maionese, eles devem ser sim mantidos LONGE das universidades onde se ensina verdadeira ciência.

    • genair disse:

      Parabens pelo comentario iolanda.Penso tambem que o pior cego é aquele que não quer ver.Porque será que auguns evolucionistas temem tanto o avanço do criacionismo ? Se vivemos num estado democrático de direito porque todas as idéias não podem ser discutidas em pé de igualdade? Será por medo de a verdade vir a tona? Se não há o que temer, por que não discutir como pessoas civilizados?

      • Andrea disse:

        O problema do criacionismo, é querer ser colocado no lugar da ciência verdadeira, coisa que não é. Ele nunca foi, não é e nunca será uma “alternativa” válida à verdadeira ciência, construída com base em fatos. Simples assim. Lamento a sua ignorância em não conseguir enxergar isso.

  2. genair disse:

    A propósito Andrea, a evolução já conseguiu se firmar como ciência empiricamene comprovada ou ainda é uma teoria? Sem mais comentarios.

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