A cosmologia bíblica e o Gênesis

Como os hebreus que escreveram o livro do Gênesis entendiam a Terra e o Universo?

Segundo o historiador Francisco Chagas Vieira Lima Jr, a cosmologia descrita no Gênesis reflete a mitologia presente na época em todo o Oriente Próximo:

“O fato é que a Bíblia reflete esses mesmos pensamentos pré-científicos:

1) O Gênesis afirma que “no principio Deus criou os céus e a terra”. No entanto, não afirma que ele criou o mar. Sobre as águas, apenas diz que “o Espírito pairava sobre as faces das águas”.

Gênesis 1.6 pressupõe a existência de um “Universo Aquático”, afirmando que o “firmamento” (o céu) serviu de separação para as águas.

Isso é notório, porque textos judaicos como O Livro de Enoch, o Testamento dos Doze Patriarcas, etc., afirmavam que havia um “Oceano Celestial”, e que o Céu foi feito pra não deixá-lo inundar a terra. Foi daí que veio toda a água do Dilúvio, quando Deus “abriu as janelas do céu”.

Se para nós, o espaço sideral é um conjunto de poeira estelar e vácuo, para os antigos hebreus era um imenso oceano sem fim. Logo abaixo do firmamento, o sol e as estrelas “deslizavam”.

É dentro desse quadro que aparece a “porção seca”, a terra.

2) A Bíblia endossa a idéia de que “a terra está estendida sobre os mares”. Em Salmos 24,2 diz: “Fundou a terra sobre os mares, e sobre as correntes a estabeleceu”.

A palavra hebraica para “correntes” é “NAHAR”, que faz referência as correntes marinhas, ou rios.

A palavra terra usada aqui é TEBEL, que significa “mundo em sua totalidade”. Também é usada em 2Sm 2.8 no caso das pilastras que sustentam (e suspendem) a terra sobre (acima do) “nada”.

Salmos 136.6 diz a mesma coisa, quando afirma que: “Aquele que estendeu a terra sobre as águas”.

No entanto, de fato, sabemos que o planeta terra não está “estendido sobre os mares”, pois a terra não é uma “ilha flutuante” no formato de “disco” (como afirma Isaías 40.22: “Deus está assentado sobre o disco terrestre”).

Algumas traduções bíblicas da passagem de Isaías 40.22 trazem: “Redondeza da terra”, dando a entender que o faz alusão ao formato esférico da terra. No entanto, essa tradição está equivocada.

A palavra hebraica usada em Isaías 40.22 para “redondeza” é “HUG”. Esta é usada em Provérbios 8.27 se relacionando com “traçar”: “Quando ‘TRAÇAVA’ um circulo sobre a face do abismo”. Traçar um circulo sobre a face do abismo? O que isso significa?

Significa que, se alguém olhar 360° ao seu redor para o horizonte, terá a impressão de que a terra possui um formato de pizza. Os antigos hebreus pensavam que o oceano (“abismo”) era circular, e por isso usaram essa palavra.

“HUG” faz referência a delineamentos bidimensionais. É por isso que Isaias 40.22 usa essa palavra: “Deus está assentado sobre o ‘DISCO TERRESTRE'” (tradução correta).

Note em Provérbios 8.27 que se usa a palavra hebraica “HAQAQ” (traçar) antes de “HUG” (circulo). Traçamento de círculos só ocorrem em figuras bidimensionais.

O interessante é que todos os povos da antiguidade, principalmente logo depois da Era do Ferro, acreditavam que a terra tinha o formado de disco.

O texto de Jó 26.7 traz a seguinte passagem: “Ele estende o norte sobre o vazio, Suspende a terra sobre o nada”.

A palavra hebraica usada em Jó 26:7 é “Talah”. De acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, esta palavra significa “pendurar, enforcar”. Is. 22.24 a usa para “estaca”. Ester 7.9 a usa para “empalar”. Esta palavra também é usada em Dt 21.22 para “pendurar” o “maldito” no madeiro.

“Suspender”, no contexto da palavra hebraica talah, é o mesmo que “levantar”, “pendurar”, “elevar”, que implica “tirar do chão”, “elevar”, “segurar em cima”, “não deixar cair”.

Logo, se a bíblia afirma que a terra está “suspensa” sobre o nada, é porque ela pode cair sobre esse nada. Todas as culturas tinham essa concepção de que a natureza do universo se consistia nos conceitos de cima e baixo. A terra está suspensa “acima do nada”, é o que o texto de Jó 26.7 quer dizer. Ela está elevada a altura.

Ou seja, segundo Jó 26.7, a terra está “pendurara sobre o Nada”. A visão mitológica do universo em Jó 26.7 se adequa com o termo usado “Norte”. Norte em hebraico nesse texto é “TSAPON”. De acordo com o Dicionário Internacional de teologia do Velho testamento: “Na mitologia cananéia o norte era considerado o lugar de reunião dos deuses, Os deuses reuniam-se no monte tsapân” (p. 1302). Desse modo, a palavra hebraica para “norte” no texto de Jó faz referência ao monte mítico Saponu. Desse modo, pode-se constatar que a cosmologia bíblia se adequa perfeitamente a cosmologia pagã, que fazia parte de seu contexto histórico.

Outros comentaristas colocam “tsapon” como uma estrela. Logo, o texto só faz sentido em um contexto mitológico. Pois que sentido há em “estender o Norte sobre o vazio?”.

Os antigos egípcios, mesopotâicos e hindus também acreditavam que a terra estava “suspensa” sobre o “nada”. Tanto egípcios como mesopotamicos acreditavam que “pilares” suspendiam a terra sobre o nada. Já os hindus afirmavam que a tartaruga que levava a terra nas costas nadava sobre o “nada”. A Bíblia cita esses “pilares” em 1Samuel 2.8: “porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre eles o mundo”.

A palavra terra é TEBEL, que significa “mundo em sua totalidade”. Também é usada em 1Sm 2.8 no caso das pilastras que sustentam (e suspendem) a terra sobre o nada.”

Fonte:  A influência do mito cosmogônico aquático nos relatos da Criação do Mundo de Gênesis: apontamentos sobre a visão cosmológica dos antigos hebreus.

[…]Os estudiosos são unânimes em afirmar que o bloco de Gên l, l-2,4a, embora constitua a primeira página da Bíblia, foi redigido em época relativamente recente, ou seja, depois de muitas outras páginas bíblicas; e… redigido em estilo poético, não no estilo de um documento de ciências naturais.[…]

[…]Já numa primeira aproximação chamam nossa aten­ção o ritmo muito burilado e o estilo polido da peça. O con­ceito de Deus que aí transparece, é assaz elevado ou filosó­fico: o Criador não é descrito antropomorficamente, à guisa de «Oleiro» nem de «Jardineiro», nem de «Cirurgião», nem de «Arquiteto», nem de «Alfaiate», como na passagem se­guinte (cf. Gên 2,7.8.21; 3.21). Ao contrário, o autor dá a ver que, unicamente pela expressão de sua vontade ou pela sua palavra, o Senhor Deus comunica existência a todos os seres. Ora tais características manifestam uma fase da men­talidade de Israel, humanamente falando, já bem amadurecida na escola do Senhor.[…]

[…]Toda a narrativa se dispõe dentro dos moldes de «sete dias», que parecem corresponder a sete estrofes de um poema.[…]

[…]O simbolismo dos números ou o emprego místico artificioso de certas cifras domina todo o texto do «hexaémeron».
Sabemos que, para os antigos, os números muitas vezes repre­sentavam não quantidades, mas qualidades; atribuídos a determinado sujeito, podiam indicar propriedades morais ou valores religiosos, não quantidades físicas nem valores matemáticos. Os números que gozavam de maior estimação, eram 3, 4, seus derivados 7 ( = 3 + 4), 12 ( = 3×4) e 10; cada um deles exprimia, do seu modo, a perfeição.
A distribuição de toda a narrativa em 6 + 1 dias (seis dias de trabalho e um de repouso) obedece a um proceder de estilo assaz usual nas antigas literaturas orientais. Significava que uma obra havia sido iniciada (6) e, por fim, consumada, rematada (+ 1); os escritores punham em relevo na série o número 7 ou a sétima unidade (símbolo da plenitude ou per­feição), para inculcar que a obra havia sido realmente levada a termo feliz, coisa que não sempre se dá nos empreendimentos humanos.[…]

[…]O exame literário do texto de Gên l,l-2,4a acaba de evidenciar que o escritor não tinha em vista redigir um do­cumento de índole científica para nos instruir sobre as fases pelas quais passou o mundo na sua formação. Não; o setor das ciências naturais ou a «Física» ficava fora das preocupa­ções do autor; o que lhe interessava, era apresentar a «Meta­física» ou o aspecto transcendente, religioso, do mundo e do homem. Para realizar essa tarefa, é claro que o escritor tinha que aludir às criaturas, mencionando as principais categorias destas, a fim de as relacionar com Deus. Em sua maneira de aludir, teria podido servir-se (se o Espírito Santo o tivesse iluminado especialmente) da nomenclatura usual no século XX: haveria então falado da Via Látea e das galáxias esparsas pelos espaços cósmicos, haveria mencionado as eras geológicas que conhecemos, a energia nuclear, a estrutura da matéria com seus eletrônios. . . Contudo, o Senhor não quis revelar tais noções ao antigo escritor judeu, pois as ciências naturais não são propriamente o objeto visado pela Bíblia; para obter o seu fim, bastava que o autor usasse da linguagem de sua época antiga; foi o que de fato se deu. Donde se vê quão importante se torna tomarmos consciência das concepções e da nomenclatura de cosmologia dos antigos judeus, para en­tendermos devidamente o «hexaémeron».[…]

[…]Como se vê, foram em parte os pressupostos contin­gentes da cosmologia judaica que levaram o autor sagrado a apresentar a criação dentro do esquema de seis dias de tra­balho e um de repouso. O escritor tinha necessariamente que recorrer a esses pressupostos, porque precisava de mencionar as diversas criaturas visíveis; não intencionava, porém, dar a autoridade de dogmas a tais informações cosmológicas. Sendo assim, está claro que hoje em dia, uma vez ultrapassadas as concepções de ciência dos judeus, ninguém se deve julgar obrigado (melhor ainda: ninguém se pode julgar habilitado) a ensinar em nome da S. Escritura que o mundo foi feito den­tro da moldura de 3 + 3 dias.[…]

Leia o texto todo aqui:  Bíblia: o mundo foi criado em 6 dias?

E agora, trechos de textos de Ricardo Gondim:

“[…]A linguagem mítica não pode traduzir-se em linguagem racional sem perder sua razão de ser. Como a poesia, ela contém significados
complexos demais para expressar-se de qualquer outra maneira. Ao tentar transformar-se em ciência, a teologia só conseguiu produzir uma caricatura do discurso racional, porque essas verdades não se prestam à demonstração científica.[…]”

[…]O texto acima é de Karen Armstrong – “Em Nome de Deus – O Fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo e no Islamismo”. – Cia das Letras.[…]

[…]O mito não é definido pelo objeto da narrativa ou do relato, mas pelo modo como narra, ou pelo modo como profere as mensagens. Assim, quando a Bíblia narra o Gênesis, não intenciona mostrar que Deus criou o mundo em sete dias de vinte e quatro horas ou em eras. A narrativa mítica do Gênesis é muito mais profunda, pois revela o cuidado criacional de um Deus que estabelece um mundo com desígnio. Quando se procura instrumentalizar o texto das Escrituras para comprovação de verdades “científicas”, não se presta um serviço à Revelação, mas um desserviço.[…]

[…]O fundamentalismo surgiu como uma reação ao liberalismo teológico, principalmente o alemão. Acontece que o liberalismo estava errado em suas premissas. Ele se valia de pressupostos “científicos” para demonstrar que a Bíblia não era verdadeira. E o fundamentalismo quis mostrar o contrário, a Bíblia podia ser testada cientificamente sem perder sua credibilidade.[…]

[…]Esse problema metodológico levou a discussão para um plano menos importante. Provar ou não provar que Jonas existiu e foi engolido por um grande peixe é menos importante do que a mensagem contida na narrativa. E assim por diante.[…]

[…]O esforço de tentar reforçar ou contradizer explicações científicas usando o mito sagrado, que é o grande esforço do fundamentalismo, além de se mostrar inócuo, criou enormes conflitos no diálogo entre ciência e fé.[…]

Algumas pistas para que o evangelicalismo brasileiro ouse pensar sua fé com novas categorias:

1. A Bíblia não pode ser lida cientificamente. É preciso aprender a
lê-la como narrativa simbólica da história, mítica e poética. O esforço de tornar os Livros Sagrados um só texto é irreal. Não se pode querer fazer Abraão concordar com Paulo, e nem o Qohélet – Eclesiastes – com Tiago. A Bíblia não é só um livro, mas vários e eles não são homogêneos entre si. Seus autores discordam em vários assuntos.

2. A Bíblia não é um livro que se propõe uma revelação codificada e
sistematizada de Deus. Ela mostra as percepções de pessoas, tribos,
povos e, principalmente, do povo judeu sobre o cuidado de Deus para com seu povo. Ela não revela como Deus construiu a história, mas como o homens o fizeram e como Deus não os abandonou quando agiram mal. Muitas vezes, a compreensão do povo sobre Deus se mostrará ambígua, porque os homens são contraditórios.

3. A essência do ser de Deus continua um mistério para a humanidade. O que se conhece é seu cuidado – pathos – divino. Portanto, toda especulação sobre o ser absoluto de Deus deve ser considerada apenas especulação. Os antropomorfismos, tais como paternidade, amizade, cuidado pastoral, se expressaram plenamente na encarnação. A mais alvissareira notícia do cristianismo não é que Jesus seja a imagem de Deus, mas que Deus é a imagem de Jesus.

Soli Deo Gloria
© 2005 Ricardo Gondim

A Bíblia e a linguagem mítica

Agora, pense!

A Bíblia foi escrita por seres humanos falhos e limitados como nós, e não por semi-deuses ou homens que foram “possuídos” por Deus ao escrever. Não foi o próprio Deus quem pegou “lápis e papel” e escreveu a Bíblia com Suas próprias palavras. Se tivesse sido assim, nenhum ser humano na face da Terra a entenderia. A Bíblia é uma obra humana, que fala sobre Deus, e relacionamento de seres humanos com esse Deus e com outros seres humanos, palavra de Deus contextualizada para uma época e um povo. E que pode ser contextualizada para a nossa época sem perder em nada a sua essência. Mas isso demanda algo mais do que o simples ato de acreditar, é preciso um exercício mental, é preciso estudar, pensar, usar a imaginação. Exatamente o que Jesus queria que as pessoas fizessem quando ensinava por meio de parábolas, usando como personagens, pessoas que viviam no seu mundo:  agricultores, pescadores, pastores, fariseus, pessoas comuns do povo, samaritanos etc. Ele ensinava usando histórias prontamente aplicáveis à vida daquelas pessoas, exemplos totalmente compreensíveis para elas, e atos comuns do cotidiano: plantar, colher, pastorear, pescar, fabricar vinho, recolher água, fazer pão etc, e deixava que elas pensassem por si mesmas. Ele nem de longe era uma pessoa que vivia fora da realidade da sua época, muito pelo contrário.  A realidade era o substrato que ele usava para embasar seus ensinamentos.

Fé racional é diferente de ficar acomodado na zona de conforto da credulidade. E não, você não precisa acreditar em nada disso que escrevi. Pense, reflita, medite, busque, e tire suas próprias conclusões.

Precisamos tirar a Bíblia do lugar que devia estar sendo ocupado por Deus. O fato de ser uma obra humana, não a torna menos capaz de conter revelações de Deus, tanto que elas estão lá. Mas não podemos deixar de ver que ela possui trechos onde demonstra conivência com a escravidão, com a guerra de extermínio, a violência, o genocídio, o racismo, o apedrejamento (inclusive de crianças desobedientes). Aí eu pergunto:  até nesses trechos, ela é palavra de Deus, sem erros, sem preconceitos humanos, sem contexto da época? Você realmente acredita que Deus determinou o genocídio de povos inteiros, e depois nos mandou Jesus para falar de amor, perdão, de amar e orar pelos  inimigos, dar a outra face, ter compaixão, perdoar 70 x 7, pagar o mal com o bem? Ou acredita que Deus se importaria em mandar duas ursas despedaçarem um grupo de crianças, que tiveram a petulância de chamar um profeta de “careca”, só pra satisfazer o ego do profeta? Apenas para citar dois exemplos, podia ter citado muitos mais.

Pense…

Anúncios

16 Responses to A cosmologia bíblica e o Gênesis

  1. Hagnus disse:

    Foi o periodo da Velha Aliança, Olho por olho e dente por dente.
    ______________

    O autor AFIRMA AQUÍ:

    A Bíblia não foi escrita por homens que foram “possuidos” por Deus ao escrever.

    REFUTAÇÃO BÍBLICA!

    2 Pedro
    1:21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.
    ____________________

    Busca no Hebraico o significado do verso que deixei acima, ehehehe…

    Você tá mole de Bíblia en camarada.

    • Andrea disse:

      Prezado Hagnus,

      Inspirados por Deus significa que a Bíblia foi escrita por psicografia, então? E não que Deus inspirou ideias aos homens que a escreveram, mas como toda obra humana, ela é passível de erros e imprecisões, preconceitos e concepções influenciadas pela cultura da época? Que tipos de homens eram esses, tão diferentes do restante da humanidade? Quem conhece o ser humano sabe que ele não é capaz de fazer absolutamente nada com perfeição, nem mesmo inspirado por Deus, porque somos humanos, limitados, falhos. É exigir demais dos autores da bíblia que eles sejam homens tão extraordinários como nenhum de nós consegue ser, não acha? E como vc viu no texto, a bíblia tem imperfeições e incorreções que seriam inadmissíveis para uma obra ditada palavra por palavra, diretamente por Deus.

      • Hagnus disse:

        Vou ser mais claro!

        Homens são falhos, Concordo!
        Mas Deus não é!
        __________________________

        A Inspiração foi correta, existem pontos onde o autor afirma estar editando a própria opinião Dele, isto é uma exceção.

        1 Coríntios 7
        6 Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento.
        7 Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.

        Aqui o autor faz prova de si próprio.

        João 7:17
        Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo.

        Hebreus
        4:12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

    • Vinícius Sena disse:

      O texto de 2 Pedro refere-se à profecia e não à Bíblia. Quando Pedro supostamente escreveu a sua epístola não existia Bíblia ainda.

  2. Andrea disse:

    Se você concorda comigo que homens são falhos e só Deus não, tem lógica que haja imprecisões e erros no texto da mesma, se ela foi ditada por Ele palavra por palavra, como vc imagina?

    Vc prefere atribuir os erros aos homens que escreveram, ou a Deus?

    Deus não erra, os homens sim, portanto, se a bíblia contém imprecisões, não foi escrita por psicografia divina. Ela é inspirada por Deus, mas foi escrita por seres humanos exatamente iguais a eu e vc. E isso em nada diminui a sua importância. Não entendo porque tanta polêmica em aceitar isso.

  3. Hagnus disse:

    A Bíblia não contém imprecisões, apenas não é lhe dado o direito de entender , de interpretação correta.
    _______________________________________________________

    SOMENTE PARA OS DICÍPULOS QUE OS CÓDIGOS SÃO REVELADOS.

    A-
    Mateus 13
    13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
    14 E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis.
    15 Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.
    16 Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

    B-
    1 Coríntios 2:14
    Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

    C-
    2 Pedro 3:16
    Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.

    • Andrea disse:

      Ela contém imprecisões sim, várias, e é vc que não as enxerga. E a sua resposta é típica, como eu não concordo com vc, insinua que não sou discípula por ter entendimento diferente do seu. Como vc pode mto bem ver no texto, meu embasamento para ter essa opinião é bem claro. Seres humanos, mesmo sendo os autores da bíblia, que em nada eram melhores do que nós (veja quantos erros eles cometeram com relação à ideia que faziam de Deus – Jesus mostrou a eles como Deus realmente era), não têm essa capacidade de não cometer erros, que vc quer atribuir a eles. Eles erraram inclusive no entendimento sobre Deus, o Deus dos exército muito pouco tem a ver com o Deus de amor mostrado por Jesus. E continuo sem entender porque tanta polêmica é gerada, pelo fato de admitir a humanidade dos autores da bíblia. Eu vejo isso com absoluta tranquilidade e continuo sendo cristã.

      • Andrea disse:

        Se os autores da bíblia não fossem humanos, falhos, limitados e imperfeitos como eu e vc, a bíblia de nada nos serviria. Ela transpira humanidade, e só por isso pode ter algo a nos ensinar. Uma das coisas que podemos aprender, é o que acontece quando passa-se a idolatrá-la, colocando-a no lugar de Deus. Vale tudo para defender a letra, só que a letra mata. Outra coisa que podemos aprender com ela, é que pessoas fanáticas por um sistema religioso, não pensam duas vezes, antes de usar o nome de Deus para justificar suas maldades, seu fanatismo, seu egoísmo e sua falta de compaixão. Os hebreus fizeram exatamente isso. Jesus nos mostrou a verdadeira face de Deus, e é com essa face que eu escolho ficar.

        E citar versículos fora do contexto, crendo estar justificando as próprias crenças, é outro mau uso que se faz da bíblia.

  4. Hagnus disse:

    Já que concorda com Jesus, saiba que Ele foi contra aos mandamentos de homens, contra as tradições dos Fariseus.

    Comer sem lavar as mãos, trabalhar no Sábado e etc…

    Marcos 7
    7 Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.
    8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

    Ele não veio para dizer que a palavra contém imprecisões.

    Mateus 5:17
    Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.

    Ce me parece não ser Ateu e sim Deista? To certo?

    Josué
    1:8 Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.

    BEM SUCEDIDO! Qual é a Igreja que segue a Bíblia a risca que não é bem sucedida? USE A LÓGICA!

    A Bíblia é um livro milenar, o livro mais lido do mundo! Se não compreende a hermenêutica e a Exegese, CUIDADO!
    Filosofia vazia não abençoa ninguém, já era para você se tocar nisso.
    _______________________________

    REPITO:
    2 Pedro 3:16
    Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.

    VERSOS FORA DO CONTEXTO? Não Andrea, tudo caiu como uma luva.

  5. Hagnus disse:

    1. Interessante! Como Jó sabia que a terra estava sob o nada.
    Será que o ÔNIBUS espacial da Nasa Já existia?
    ________________________
    O texto de Jó 26.7 traz a seguinte passagem: “Ele estende o norte sobre o vazio, Suspende a terra sobre o nada”.
    ________________________
    Como os antigos conheciam a fórmula circular da terra? Como a Bíblia conhecia a Estrela Centauro e a Úrsula?

    ####

    O Evangelho é para quem quer

    Quando Aquele Jovem rico virou as costas para Jesus, Jesus não foi atrás Dele implorando para que voltasse.

    Temos o livre arbítrio concedido por Deus, colhemos as nossas escolhas.

    • Andrea disse:

      versículos fora do contexto, SIM… e SIM, a bíblia contém imprecisões, várias, e basta ser um cristão honesto para enxergar isso… ela é HUMANA, CONTÉM revelações de Deus mas foi escrita por HOMENS FALHOS em nada melhores do que eu e vc… e quanto ao mini chip e nova ordem mundial, se vc acredita nessas bobagens, problema seu…

      se é crédulo a esse ponto, eu não posso fazer absolutamente nada…

      e sou cristã como vc, amigo… só q penso diferente de vc, vejo a bíblia como ela é, e não como vc gostaria que ela fosse, e ela não é nem nunca pretendeu ser…

  6. Hagnus disse:

    4º Como A Bíblia iria conhecer a teconologia do mini Chip imbutido na pele?

    5º Como iria saber da Nova Ordem Mundial?

    _________________________________________

    Esses pilares ai não são pilares como vc pensa não ok!

    kkkk

    Imagine a terra sobre pilares.
    _________

    Mas eu Entendo, Jesus determinou que vc fossem confundidos.

  7. Hagnus disse:

    Quem afirma único continente (Pangeia) não foram os crentes e sim a ciência.

    Na lógica se você unir os continentes no papel será como quebra cabeça que se encaixa.

    Assim olhando do alto, pode se ver apenas uma terra sobre as águas.

    AGORA VAI ENTRAR NA MENTE!

    Pangeia! Pangeia!Pangeia! Pangeia!Pangeia! Pangeia!
    PIZZA!PIZZA!PIZZA!PIZZA!PIZZA!PIZZA!PIZZA!PIZZA!
    ÁGUA ABAIXO! ÁGUA ABAIXO! ÁGUA ABAIXO!
    _____________________
    Meu Deus!

    O orgulho não deixa Ela se render.
    Queixo duro.

    • Andrea disse:

      Para encerrar essa discussão que não vai levar a nada, pense sobre isso:

      Não temos medo de pensar. Temos medo de não amar.

      Não temos medo de (re) pensar conceitos sobre Deus. Temos medo de não (re) amar como Cristo, quem na realidade não amamos: os mendigos, os pobres, os excluídos, os marginalizados, as crianças africanas, os homens e mulheres de Darfur.

      Não temos medo de incertezas. Temos medo que nosso Amor deixe de ser nossa bandeira do Reino de Deus.

      Não temos medo de não saber. Temos medo das certezas que prendem Deus a um esquema.

      Não temos medo de questionar dogmas. Temos medo de que os dogmas impeçam a transformação de vidas.

      Não temos medo do inferno. Temos medo de que nossas mãos se fechem, e não possam ajudar o nosso próximo a sair de sua existência-inferno. Ou pior, que as nossas próprias mãos sejam as quais o empurra para esta existência-inferno.

      Não temos medo de devanear teorias loucas. Temos medo que a loucura desse mundo violento cegue nossos olhos a ponto de sempre que pararmos num farol, nesta cidade-sombria, fechemos nossos vidros para a sinceridade dos filhos da injustiça.

      Não entendemos como problema sair do molde da teologia sistemática. Temos medo de sistematizar Deus e modela-lo a algum padrão.

      Nós não temos medo de chorar por nós mesmos. Nós temos medo de que não mais choremos o choro dos outros.

      Não sentimos culpas pelas nossas dúvidas. Mas pedimos que nos lembre sempre de amar como Cristo.

      Não temos medo ter uma fé cheia de espelhos em enigmas e despedaçada, que não tem a precisão de uma fé “face a face”. Temos medo de perder o que existe de mais precioso: Amar.

      Não temos medo de balançar alicerces religiosos construídos por pensamentos humanos. Temos medo de perder a doçura e a simplicidade de Jesus.

      Não temos medo de sermos rejeitados pela instituição. Temos medo da hipocrisia religiosa.

      Não temos medo de sermos chamados de hereges. Temos medo de compactuar com o sistema religioso e seus interesses, e esquecermos de amar pessoas.

      Não temos a pretensão que nossos argumentos tenham todos os versículos a favor, e assim entrarmos numa guerra de versículos. Temos medo que nós não cumpramos aquilo que Cristo chamou de o resumo da lei e dos profetas: Amar a Deus e ao próximo.

      Não temos medo de nos manifestar a favor de alguém. Desde que esse alguém não se esqueça que o conceito central do cristianismo é o amor.

      Aprendemos que não podemos ficar presos às amarras da religião e da instituição.
      Aprendemos que Deus está acima da religião.
      Aprendemos que no Reino não importa o que se pensa, importa o que se ama.
      Aprendemos a olhar pessoas como “filhos de Deus”, e amá-las incondicionalmente.
      Aprendemos que qualquer um que tenta abrir os olhos de pessoas encabrestadas pela religião, acaba sendo queimado na fogueira da instituição.

      Estamos seguros que o Verdadeiro Amor lança fora todo medo, e por isso não temos medo de caminhar com alguém que nos ensina a lidar responsavelmente com a liberdade do amor.

      http://foradazonadeconforto.blogspot.com/2009/08/nao-temos-medo-de-pensar-temos-medo-de.html

  8. Hagnus disse:

    Ok Andrea,

    Gostaria de ter vc em um de meus sites de relacionamentos,

    ORKUT: vamosorarcomvoce@hotmail.com
    PESQUISAR: 4ª LEGIÃO

    MSN: hagnus1@hotmail.com

    Existem pontos onde acredito que irei precisar de sua opinião.

    Abraço.

  9. contudo fica evidente que os antigos eram muito mais inteligentes que nós, pelo menos pensavam e não se deixavam induzir por falácias de falácias, traduzindo a terra é plana!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: