Sobre caminhos e pedras

image_caminhoHoje é aniversário de uma pessoa que tem tudo a ver com o fato de eu ser cristã. A postagem é pensando nela, que apesar de todos os tropeços pelo caminho, das dificuldades, limitações, sabe que ser cristã não é ficar sentada na beira do caminho, reclamando ou chorando, esperando o calor diminuir, a chuva passar, o frio ser menor, o dia clarear, a estrada estar vazia. Claro que podemos parar para descansar, para orar, para se alimentar, para ajudar alguém que está caído na beira do caminho. Ou simplesmente para admirar a paisagem em volta, ouvir os pássaros, o vento, o barulho de um riacho, as estrelas, a lua, uma nuvem com uma forma engraçada; para respirar, sentir, ouvir, tocar, chorar, rir, louvar. Você afinal não é um robô rastreado por satélite, é uma pessoa, viva.

Aquele que nos ama com amor eterno, já retirou do meio do caminho os maiores obstáculos. Mas às vezes nós nos distraímos com a paisagem em volta, ficamos olhando para os lados, e acabamos tropeçando em alguma pedra, ou enfiando o pé dentro de algum buraco. Podemos até acabar pisando em algo que não cheira nada bem… = P

Então não tente caminhar e olhar para os lados ao mesmo tempo, quando quiser olhar para os lados, simplesmente pare, e olhe. = P

Tem também aquelas ocasiões onde você encontra uma pessoa caída ou parada na beira da estrada. Aí pode escolher passar direto, ou parar. Normalmente os caídos pelo caminho são muitos, não porque o caminho seja pedregoso ou perigoso demais (pedras e perigos existem, é claro), mas porque simplesmente não tiveram forças para continuar, ou nunca pensaram na possibilidade de parar de caminhar pela beira da estrada, ou por atalhos perigosos, e seguir por ela. Ou porque nunca pensaram em abandonar alguma bagagem pesada que estejam carregando. Precisam de alguém que pare para tentar ajudá-las a abandonar os atalhos, e a beira da estrada, e deixar de lado a bagagem pesada. Talvez a pessoa esteja apenas parada, admirando a paisagem, tirando uma foto, e você pode parar para conversar com ela, e ela te mostrar algo que você nem tinha notado. E muitas pessoas já passaram por ali antes de nós, sem enxergar os que estavam caídos, ou perdidos, ou cansados, ou parados. Estavam prestando tanta atenção nas pedras, ou com tanta pressa de chegar, que não enxergaram, ou ficaram com medo de parar e se atrasar…

Mas a caminhada cristã não é uma corrida de competição. Quem chega primeiro, nem sempre pode se dizer vencedor. Se chegou antes de todo mundo, por ter ignorado os feridos, perdidos, desesperançados, cansados, famintos, sedentos que estavam na beira do caminho, seria um vencedor? Ou se chegou antes, por não ter perdido seu tempo “precioso” admirando a paisagem, é um vencedor?

Do que vale ganhar tempo, ultrapassar todo mundo, bater o recorde de velocidade, mas perder a alma? Ou não ter sequer uma fotografia dos caminhos por onde passou, porque achou que era perda de tempo parar para fotos?

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