Pós-modernidade, doença mental e drogas

Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria, revelou que existem no Brasil 5 milhões de crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos de idade, que apresentam sintomas de transtornos psiquiátricos. Segundo o psiquiatra infantil Luis Augusto Rohde, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, existem hoje no país em torno de 1,5 milhão de crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos com déficit de atenção. (http://www.ambienteemfoco.com.br/?p=9168)

Pesquisa do Datafolha de 2004 revelou que 58% dos moradores da cidade de São Paulo tinham insônia ou dormiam mal e 28% diziam dormir menos que o suficiente. Os números são alarmantes, mas devem ser vistos com Cautela, segundo especialistas. A prevalência da insônia, e dos distúrbios de sono de forma geral, varia enormemente dependendo da pergunta que se faz e do ambiente em que o dado é coletado. Estudos científicos mais bem controlados indicam que a insônia primária afeta cerca de 5% da população e está presente em pelo menos 20% dos pacientes que procuram o médico por alguma razão – ainda assim, percentuais bastante elevados do ponto de vista da saúde pública. Na clínica psiquiátrica, cerca de 40% dos pacientes com ansiedade e depressão são diagnosticados com o distúrbio, que também pode estar associado à síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, depressão bipolar, esquizofrenia e dor crônica. (http://www.methodus.com.br/_ambiente_aula/methodus/artigos/detalhes.asp?ID=212)

Cada vez mais crianças e adolescentes são diagnosticados com males psiquiátricos como o TDAH, a depressão, o transtorno obsessivo-compulsivo – um distúrbio caracterizado por comportamentos e idéias repetitivos, conhecido pela sigla TOC – e o transtorno bipolar – a alternância entre estados de depressão e de extrema euforia. O tratamento proposto é quase sempre medicamentoso. E a terapia nem sempre é baseada num único remédio. As crianças tomam duas, quatro, seis drogas ao mesmo tempo.

Nos Estados Unidos, a discussão ganhou novo fôlego nas últimas duas semanas, com a divulgação de uma série de reportagens e de uma pesquisa encomendada pelo jornal The New York Times. Os dados sobre o país são preocupantes. No ano passado, cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes tomaram pelo menos duas drogas psiquiátricas combinadas. Do total, 280 mil pacientes tinham menos de 10 anos. Mais de 500 mil se tratavam com três ou mais remédios. Mais de 160 mil consumiam coquetéis de quatro drogas ou mais. No Brasil, ainda não há estudos semelhantes, mas o exemplo americano fez soar o alarme. Estamos dando remédios demais para nossas crianças? A evolução da medicina relegou a um segundo plano a subjetividade do paciente. As soluções aparecem em forma de comprimidos. Com isso, as famílias se vêem desobrigadas de procurar as raízes da tristeza, do mal-estar, do desajuste. Muitas vezes, eles brotam de relações familiares conturbadas, de rotinas mal organizadas ou estressantes, de angústias não-verbalizadas. Muitas crianças e adolescentes têm sido tratados por transtornos psiquiátricos, quando, na verdade, têm um problema psicológico – ou nem isso. Ao mesmo tempo, o avanço do conhecimento sobre a química do cérebro e as novas ferramentas de diagnóstico por imagem permitem detectar transtornos psiquiátricos genuínos em pessoas que antes poderiam passar a vida sofrendo sem receber a devida atenção. É essa dualidade que torna o debate tão rico e oportuno. (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG75898-6014,00.html)

As vendas de ritalina (remédio comumente usado para déficit de atenção) no Brasil, triplicaram, entre 2002 e 2005. Mas seria essa a solução, vender cada vez mais remédios?

Augusto Cury, em seu livro “A pior prisão do mundo”, afirma:

“As sociedades estão se democratizando cada vez mais e propiciando a liberdade exterior, todavia, paradoxalmente, em virtude da pulverização das doenças psíquicas, estamos cada vez menos livres por dentro. A farmacodependência, bem como outros transtornos psíquicos, são sinais de que o homem moderno, independentemente dos grandes saltos que deu neste último século, não é livre, saudável e alegre. Só não consegue ler esses sinais, quem é incapaz de enxergar com os olhos do coração. Temos de olhar para dentro de nós mesmos e fazer uma revisão de vida.”

Augusto Cury afirma que o tratamento psicológico é importante, mas nem a psicologia nem a psiquiatria são capazes de resgatar o sentido da vida para os doentes ou dependentes de drogas. As pessoas precisam da ciência, mas também precisam de Deus, de crer na vida, ter respeito por ela e por seu Criador.

Comprimidos e cápsulas seriam a solução? Não seria melhor ir ao cerne da questão, e descobrir as causas de termos nos tornado seres mentalmente transtornados? Não devíamos, antes, procurar o que está errado na sociedade e nas famílias, que estão gerando seres humanos mentalmente transtornados?

O que gera toda essa insatisfação que leva ao abuso de drogas?

Qual o motivo de o ser humano não conseguir encontrar paz interior? Será que vai encontrá-la, entupindo-se de comprimidos de tarja preta? Não seria isso mais uma ilusão?

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One Response to Pós-modernidade, doença mental e drogas

  1. hector disse:

    a depressão é uma doença muito triste,eu mesmo já tentei o suicídio 6 vezes,e espero nunca mais fazer isso na minha vida…

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