Sem barganhas com Deus – Caio Fábio

Prefácio

E o Caio Continua…

Cada novo livro é um ato de resistência da civilização. O não-livro é sempre uma ameaça de retorno à barbárie. O livro expressa o ser que pensa, que questiona, que analisa, que propõe. O livro pulsa com a vida e nos avisa que a esperança não morreu, que a vida não morreu. Pensar e criar são destinos da pessoa que se realiza e realiza. Já nos diziam os romanos: “As palavras voam, a escrita fica”.

Com o fim da História decretada pelos donos do poder mundial e a sacralização, a inevitabilidade ou o fatalismo da atual (des)ordem, o que se pretende, na realidade, decretar é o fim do pensamento crítico e criativo, o fim das alternativas, o fim do diferente, o fim das utopias, o fim dos sonhos. Mas ninguém consegue, com as inquisições “clássicas” ou “sofisticadas”, domesticar os in-conformados, embotar os poetas, paralisar os profetas. O mandato cultural de Deus à humanidade não foi revogado.

A atual geração do imediato, do pragmático, do competitivo, do apenas emotivo, é somente um lamentável lapso histórico de desobediência, de perda, de des-humanidade (e de des-Graça).

No meio da crise o Sagrado está de volta, Deus está de volta, a Graça está de volta, a Fé está de volta, as possibilidades do plenamente humano e do plenamente divino estão de volta, ora reacionário, ora confuso, ora criativo, ora recriativo ou libertador.

A Antítese do Evangelho tem que ser denunciada. A Teologia Moral da Causa e Efeito profundamente questionada. Aqui está um livro que a isso se propõe. Leva-nos a pensar (concordar, discordar, aprovar, reprovar), a nos inquietar, no desconforto necessário da des-construção (ou re-afirmações) de certezas. No povo da Nova Aliança, o pensar e levar a pensar é subversão, é resistência, é evangelização. Daí o inegável valor deste livro.

Amizade, admiração, cumplicidade, dramas, lutas me têm unido a Caio Fábio por décadas.

Não se pode pretender escrever a história do cristianismo brasileiro do século XX e XXI sem referência a esse personagem. Ele sabe que fazer história é disponibilizar-se, pôr-se a caminho, acertar e errar, obedecer e desobedecer, tentar sempre, recomeçar sempre.

O Caio evangelista e pastor é o Caio mestre e profeta, que se faz presente, gritando com as letras, clamando com as frases, pondo o seu ser no escrever.

Resistir é preciso, criar é preciso, escrever é preciso. O Espírito sopra e nos cura, e nos reconstrói pela capacidade de abertura, pelo diálogo de corações, pela coragem do dizer.

A História da Salvação continua. Caio Fábio continua a ela vinculado.

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