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	<title>Nada de novo sob o sol</title>
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		<title>Nada de novo sob o sol</title>
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		<title>Deus e o sofrimento humano</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 10:49:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[por Gibson da Costa [...]Enquanto posso aceitar que crescemos e aprendemos com o sofrimento e com a dor, não posso aceitar uma religião que ensine que essa é a razão pela qual sofremos na vida. O grande problema com esse pensamento é que se tudo que ocorre tem uma razão de ser, então não há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2565&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Gibson da Costa</strong></p>
<p>[...]Enquanto posso aceitar que crescemos e aprendemos com o sofrimento e com a dor, não posso aceitar uma religião que ensine que essa é a razão pela qual sofremos na vida. O grande problema com esse pensamento é que se tudo que ocorre tem uma razão de ser, então não há nada bom nem mau, e tudo é moralmente neutro. Não posso aceitar que a violência cometida contra uma pessoa ou contra um povo seja útil nem, especialmente, que seja o plano de um Deus inteligente e benevolente.</p>
<p>A coisa mais patética a respeito dessa forma de pensar é que ela culpa a vítima pelo que lhe ocorreu. A vítima da tragédia é culpada porque se ela tivesse sido mais inteligente, teria aprendido a vontade divina antes, e não precisaria passar por aquilo!</p>
<p>Às vezes, alguns aparecem com uma visão que parece ser mais sofisticada, dizendo que a razão para passarmos por sofrimento aqui é porque devemos ter feito algo errado numa vida passada. Esse pensamento os ajuda a manterem a ideia de que o mundo é justo e perfeito. Eu, entretanto, não acredito que o mundo seja justo nem perfeito. Desastres naturais acontecem. Pessoas boas adoecem e morrem.</p>
<p>Desastres naturais acontecem, por exemplo, porque é desta forma que o universo físico está estruturado, e não porque as pessoas que morreram nesses desastres mereciam morrer dessa forma, ou porque as pessoas que ficaram precisavam aprender uma lição. Pessoas morrem em decorrência de doenças porque nossos corpos físicos são mortais, limitados, e eventualmente desfalecerão, morrerão, e se desfarão em pó, e não porque seja um plano de Deus para ensinar aos sobreviventes uma lição. Eu não posso aceitar um Deus que ensine lições por meio do assassínio de crianças e adultos. Não posso apreciar uma religião que ensine ideias horríveis como essas.</p>
<p>Ao conversar com pessoas que acreditam nessas coisas, tenho o desejo de ajudá-las a abrirem suas mentes e tentarem enxergar um metro à sua frente. E oro para que usem o intelecto e a liberdade com os quais foram abençoadas para sonharem, viverem, sofrerem e mesmo morrerem de maneira mais digna.</p>
<p><a href="http://cristianismoprogressista.blogspot.com/2011/10/deus-e-o-sofrimento-humano.html" target="_blank"><strong>Deus e o sofrimento humano &#8211; Gibson da Costa</strong></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2565/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2565&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>No mundo dos argumentos&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 19:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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		<category><![CDATA[William Lane Craig]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/11/fregador_vomito_1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2558" title="vomito" src="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/11/fregador_vomito_1.jpg?w=195&#038;h=300" alt="" width="195" height="300" /></a>Dia desses apareceu um sujeito por aqui, daqueles que ainda está naquela fase pueril, de uso dos verbos &#8220;refutar&#8221; e &#8220;argumentar&#8221;, e que pensa que pode provar algo a respeito de Deus, com esse tipo de coisa. Sabe aqueles caras chegados numa masturbação no campo da lógica, mas que se esquece que &#8220;argumento&#8221; e &#8220;prova&#8221; são coisas diferentes? Encher páginas e páginas de embromação a respeito de Deus, eu também consigo. Quem conhece minha capacidade de escrever &#8220;teses&#8221; e ser prolixa, sabe disso. Só que na medida em que se vai avançando no relacionamento com Ele, você simplesmente vai percebendo que essas coisas não passam disso, embromação, um tipo de masturbação intelectual.</p>
<p>Disse ao nosso amigo que vive no mundo dos argumentos, que fosse tentar convencer um ateu convicto, pra ver se conseguia. E que se todos aqueles argumentos, que ele julga tão importantes e definitivos, não convencem os ateus, qual  a finalidade deles? Suportar a falta de fé de quem os despeja em cima dos outros? É uma das únicas possibilidades que consigo imaginar.</p>
<p>Fiquei com dó dele. Pela perda de tempo, em vir aqui brandir seus &#8220;argumentos&#8221; disso e daquilo, seu blábláblá, sem nem sequer ter prestado atenção ao fato de que estava falando com uma mulher, e não com um homem. Se referia a mim como &#8220;cara&#8221; e com substantivos masculinos. Ele não estava conversando comigo, estava despejando &#8220;argumentos&#8221;, como quem tem um acesso de vômito. Tem como levar a sério uma criatura dessas? Uma criatura que idolatra William Lane Craig, e que pensa que o sr Craig é um gênio? Um gênio da enrolação, só se for esse tipo de genialidade a dele. Não é o tipo de genialidade que gera admiração em mim, lamento.</p>
<p>Em outros tempos, na época em que eu também achava que &#8220;refutar&#8221; era importante, esse coitado teria sido simplesmente esmagado. Sem dó. Mas acontece que ao longo dessa caminhada contínua com Deus, esse tal verbo &#8220;refutar&#8221;, e o mundo paralelo dos &#8220;argumentos&#8221;, ficaram para segundo plano. Não perco tempo discutindo com fanáticos, tão cegos a ponto de sequer prestar atenção no nome da pessoa com a qual estão falando. Despejar sandices é mais importante pra eles. Tentam, talvez, vencer as pessoas pelo cansaço de ler/ouvir tanta verborragia inútil. Mas veio ao lugar errado, porque se tem uma coisa que eu não tenho mais (se é que tive algum dia), é paciência pra conversa fiada, embromation de crente que se julga inteligente. Talvez se sinta intelectualmente inferior, por não poder provar absolutamente nada do que afirma.</p>
<p>Na real, ele parecia desesperado, como se fazer com que eu concordasse com ele, tivesse alguma importância. &#8220;Estou aqui para te refutar&#8221;.</p>
<p>Que medo! Perdi o sono depois dessa&#8230; :P</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2554/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2554&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A verdade&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 21:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Verdade, em assuntos de religião, simplesmente é a opinião que sobreviveu.&#8221;</p>
<p>Oscar Wilde</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2548/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2548&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minha religião não permite&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 12:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[...]Uma das muitas coisas singulares a respeito de Jesus de Nazaré é que ele evitou por completo tanto as armadilhas teologantes dos letrados e eruditos quanto a religiosidade rasa, de proibição e recompensa, das massas. Jesus não ignorava, naturalmente, que as duas abordagens tem muita coisa em comum. Em grande parte, a lista de proibições [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2544&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[...]Uma das muitas coisas singulares a respeito de Jesus de Nazaré é que ele evitou por completo tanto as armadilhas teologantes dos letrados e eruditos quanto a religiosidade rasa, de proibição e recompensa, das massas.</p>
<p>Jesus não ignorava, naturalmente, que as duas abordagens tem muita coisa em comum. Em grande parte, a lista de proibições adotada pelos crentes é composta ou esboçada pelos religiosos letrados que residem acima deles na pirâmide socioeconômica. “Se não são os sofisticados o bastante para entender as minúcias da teologia em que se fundamentam,” raciocinam os líderes religiosos com relação ao seu rebanho, “que pelo menos não caiam naquelas transgressões mais severas. Façamos uma lista”.</p>
<p>Postando-se muito acima dessas mesquinharias, Jesus recusava-se, por um lado, a gastar um instante que fosse do seu tempo expondo ou discutindo teologia. Era contando histórias que ele desfiava indicações sobre a natureza e os desafios do Reino. Era no calor sem sofisticação de estradas, de refeições, de curas e de abraços – no calor da vida real – que ele mostrava como o Reino se deveria viver.</p>
<p>Por outro lado, ele recusava-se de modo consistente a fornecer ao seu público o conforto almejado das listas de proibições. Jesus não só negava-se a falar da vida abundante em termos de obediência a interdições, como repelia com exuberância as tentativas que as pessoas por vezes faziam de, às custas dele, reduzir a ética a uma resposta “sim ou não” para um problema complexo.</p>
<p>Naquela época não tinha qualquer penetração cultural a noção que todos conhecemos hoje, de que as motivações mais mesquinhas para se agir de determinada forma são <a href="http://www.baciadasalmas.com/2011/onde-deus-nao-esta/">o medo da punição e o desejo da recompensa</a>. Jesus, no entanto, agia e ensinava como se fosse coisa muito evidente que uma ética de conduta regida por proibições é limitada e infantilizante. Muito mais ambicioso, o rabi de Nazaré sonhava com um mundo de <a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/alem-da-submissao/">autonomia individual e de decisões responsáveis</a>: “por que vocês não decidem por si mesmos o que é certo?” (Lucas 12:57).</p>
<p>Ao mesmo tempo, Jesus desafiava constantemente a noção – pelo menos tão enraizada nos seus dias quanto nos nossos – de que simplesmente abster-se de descumprir os mandamentos era coisa capaz de garantir alguma recompensa ou de habilitar o adorador a exigi-la de Deus. Não contente em negar o conforto das listas de regras e proibições, o Filho do Homem insistia que na perspectiva divina nenhuma obediência tem recompensa ou a merece.</p>
<p>Na verdade, Jesus sugeriu mais de uma vez que a sensação de superioridade moral que acompanha uma vida de obediência estrita aos mandamentos é, em si mesma, a única recompensa que um religioso/carola deve esperar receber pela sua conduta.[...]</p>
<p>Trechos de <a href="http://www.baciadasalmas.com/2011/o-acalentado-conforto-da-proibicao/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=o-acalentado-conforto-da-proibicao&amp;utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed" target="_blank"><strong>O acalentado conforto da proibição &#8211; Paulo Brabo &#8211; A bacia das almas</strong></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2544/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2544&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vida e jogo</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 23:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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		<category><![CDATA[Hexen II]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/11/20491-90127-doom2png-468x.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2542" title="20491-90127-Doom2png-468x" src="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/11/20491-90127-doom2png-468x.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>Na época em que computadores não eram uma coisa tão comum assim, e a instalação do Windows vinha em disquetes (deve ter muito adolescente por aí que nem sabe o que é um disquete), um dos primeiros jogos de computador mais elaborados que chegou aqui em casa, foi o bem conhecido Doom II. Lembro que era divertido usar a serra elétrica como arma, e jogar, com as caixas de som no último volume. Fazer monstros, zumbis e demônios explodirem e coisas do tipo. Era legal também, jogar usando uma &#8220;senha&#8221; que fazia com que o herói do jogo (você), jamais morresse, nem se ferisse com coisa alguma. Lembro do código que garantia a &#8220;imortalidade&#8221; no jogo, até hoje.</p>
<p>Mas por mais legal que esse joguinho fosse, todos por aqui acabaram se cansando dele.  Vieram outros, como o Hexen e o Hexen II, que eram no mesmo estilo. Tenho até hoje o CD do Hexen II, guardado em algum lugar por aqui.</p>
<p>E não, não vou falar aquela idiotice de que jogos violentos como esses, deixam as pessoas violentas, e outras bobagens do tipo.</p>
<p>A reflexão aqui, é sobre como muitas vezes as pessoas levam a vida como se fosse um joguinho. Mas infelizmente, ela não é. No jogo, como por exemplo no Doom II, que eu já falei, você pode morrer, e geralmente tem outras vidas pra tentar de novo. No jogo, quando você cansa da brincadeira, pode simplesmente sair e desligar o computador, e continuar outra hora. Você mata e morre sem sentir o que uma pessoa real, na mesma situação, sentiria, porque ainda não inventaram um jogo tão realista assim. Só que confundir a vida com um jogo, pode ser perigoso. Na vida, se você morre, já era. As mortes são reais, não são de brincadeira. Não existe &#8220;código&#8221; que faça você ser imortal, e nunca passar pela morte. Você não pode deixar a vida de lado, e voltar quando estiver descansado. Não existe pausa. Não existem também &#8220;códigos&#8221; com os quais você tome posse das chaves que abrem todas as portas, e de todos os mapas, que indiquem cada obstáculo no seu caminho, e você possa se preparar para cada um deles, e sair de todos, ileso.</p>
<p>A vida é um pouquinho beeem mais complicada. Você que decide se vai fazer disso, um mero jogo. E nesse jogo, ao contrário dos joguinhos de computador, pessoas se ferem de verdade. Você inclusive. Fica a dica.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2541/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2541&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A dura vida dos ateus num Brasil cada vez mais evangélico</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 18:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Brum]]></category>
		<category><![CDATA[evangélicos]]></category>
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		<category><![CDATA[intolerância religiosa]]></category>

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		<description><![CDATA[trechos do texto de Eliane Brum, na revista Época [...]Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2536&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>trechos do texto de <strong>Eliane Brum</strong>, na revista Época</p>
<p>[...]Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.</p>
<p>Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.</p>
<p>Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.</p>
<p>Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.</p>
<p>Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele.</p>
<p><a href="http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/11/dura-vida-dos-ateus-em-um-brasil-cada-vez-mais-evangelico.html" target="_blank"><strong>A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico &#8211; Eliane Brum &#8211; Revista Época</strong></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2536/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2536&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Deus, unplugged</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 19:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Brabo]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Rollins]]></category>

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		<description><![CDATA[por Peter Rollins, traduzido por Paulo Brabo Perto do final da vida o teólogo e ativista Dietrich Bonhoeffer começou a preocupar-se com o fato de que a compreensão cristã de Deus havia sido em grande parte reduzida ao status de uma muleta psicológica. Ele descreveu essa compreensão como um “Deus ex machina”. A expressão, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2533&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Peter Rollins</strong>, traduzido por <strong>Paulo Brabo</strong></p>
<p>Perto do final da vida o teólogo e ativista Dietrich Bonhoeffer começou a preocupar-se com o fato de que a compreensão cristã de Deus havia sido em grande parte reduzida ao status de uma muleta psicológica. Ele descreveu essa compreensão como um “Deus ex machina”.</p>
<p>A expressão, que significa “deus proveniente de uma máquina”, refere-se originalmente a uma técnica usada na Grécia antiga, pela qual uma pessoa era descida ao palco através de um mecanismo, a fim de representar a entrada em cena de um ser sobrenatural. O processo, no entanto, ganhou uma má reputação quando muitos dramaturgos de segunda categoria começaram a usar esse artifício de modo indolente e arbitrário. Quando queriam matar um personagem, criar um novo desafio para o protagonista ou resolver um conflito do enredo, essas caras simplesmente arriavam um deus história adentro. Desse modo, o ser sobrenatural não era parte orgânica da história, mas uma presença intrusiva empregada unicamente para fazer o enredo avançar ou resolver alguma questão.</p>
<p>A expressão <em>deus ex machina</em> passou a significar a introdução de um elemento que não faz parte da lógica interna do desdobramento de uma história, mas que é na verdade um artifício deselegante despejado na narrativa só para desempenhar um papel específico.</p>
<p>Para Bonhoeffer, a igreja encara Deus como um <em>deus ex machina</em>. Deus é só uma ideia toscamente despejada no nosso mundo a fim de cumprir uma tarefa. Ele é inserido no mundo em nossos próprios termos a fim de resolver um problema, em vez de expressar uma realidade vivida. O resultado disso é um Deus que simplesmente justifica nossas crenças e nos ajuda a dormir tranquilos. Deus é trazido em cena apenas quando enfrentamos um problema que não se presta a ser resolvido por outros meios. Na visão de Bonhoeffer, esse Deus desempenha o mesmo papel medíocre dos seres sobrenaturais nas peças gregas de terceira categoria.</p>
<p>O resultado é uma fé que só existe nas margens da nossa vida, uma fé que só tem algo a oferecer quando nos sentimos deprimidos, assustados ou diante da morte. Mas e aquela pessoa que gosta de viver e abraça a vida? O Deus que é uma muleta psicológica não parece ter-lhe algo a oferecer. A única opção que resta ao apologista que é confrontado com alguém que de fato aprecia a vida é tentar demonstrar que essa pessoa se recusa a enfrentar a realidade e está na verdade clamando por Deus pela via de sua negação. Se não conseguir convencer essa pessoa feliz de que ela é na realidade infeliz, fica sem outra opção não rejeitá-la como alguém aferrado à rebelião, ao engano e à desobediência.</p>
<p>Embora Bonhoeffer acreditasse que o Deus da religião já havia chegado ao fim de sua carreira no nosso mundo, a realidade parece discordar. Algumas das maiores organizações do mundo são religiosas, e parece não haver um fim para a fila de gente disposta e encher os pratos de coleta daqueles que afirmam ter a solução. Há todo um exército de indivíduos que apoia entusiasticamente os seus ministérios, compra os seus livros e senta-se nos seus bancos. Levar as pessoas a crer em alguma forma de <em>deus ex machina</em> é fácil como levar crianças a acreditar em Papai Noel.</p>
<p>Em contraste, convidar gente a abrir-se para experimentar a dúvida e o desconhecido é muito mais complicado: o Deus da religião nos provê com tamanha estabilidade que a experiência de perdê-lo envolve nada menos do que a aterrorizante experiência de ser abandonado. Tal jornada escuridão adentro pode ser tão pouco natural e tão assustadora que evitamos a todo custo esse caminho estreito, usando até mesmo de violência contra quem nos encoraja a fazê-lo.</p>
<p>Aquele que se compromete com a tarefa de ajudar gente a realmente adentrar o domínio da dúvida, do desconhecido e da ambiguidade precisa ser dez, vinte ou cem vezes melhor do que os que vendem certeza. Se quer convidar pessoas a entrar nesse mundo sombrio e incerto, tem de estar preparado para caminhar ele mesmo por um caminho difícil e por vezes perigoso, pois no processo acaba trazendo à superfície toda uma multidão de ansiedades que gastamos muito tempo e muitos recursos reprimindo.</p>
<p>É compreensível que determinados pastores encham estádios com gente que anseia por solidificar desejos já estabelecidos, reconvertendo gente à aquilo a que já se converteram tantas vezes antes. Levar as pessoas a acreditar é fácil precisamente porque é tão natural em nós. Qualquer pessoa persuasiva pode fazê-lo, e ainda ganhar algum dinheiro no processo. Mas para de fato puxar da tomada o Deus da religião, com toda a ansiedade e angústia que o processo envolve, requer-se coragem.</p>
<p>Pode-se na verdade dizer que requer-se Deus.</p>
<p><a href="http://www.baciadasalmas.com/2011/deus-unplugged/" target="_blank"><strong>Deus, unplugged &#8211; A Bacia das Almas</strong></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2533/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2533&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Procura-se</title>
		<link>http://nihilsubsolenovum.wordpress.com/2011/09/26/procura-se/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 14:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
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		<category><![CDATA[teologia da prosperidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Procuram-se teólogos, doutores de bíblia, apologistas, vendedores de milagres e pregadores de prosperidade. Local de trabalho: UTIs dos hospitais, e leitos de pacientes terminais. Para explicar para a mãe de uma criança de três anos, porque uma criança inocente está morrendo com um tumor cerebral , e ouvir os gemidos dela, antes de elaborar suas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2523&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Procuram-se teólogos, doutores de bíblia, apologistas, vendedores de milagres e pregadores de prosperidade.</p>
<p>Local de trabalho: UTIs dos hospitais, e leitos de pacientes terminais.</p>
<p>Para explicar para a mãe de uma criança de três anos, porque uma criança inocente está morrendo com um tumor cerebral , e ouvir os gemidos dela, antes de elaborar suas teorias idiotas sobre Deus e o sofrimento, que nitidamente demonstram que seus autores não sabem nada a respeito.</p>
<p>Para explicar para uma mulher que tem tumores crescendo feito cogumelos na coluna vertebral, o que ela fez para merecer que Deus a castigasse dessa forma, já que ela pensa estar sendo castigada. Ela quer saber porque Deus está fazendo ela sofrer tanto, a ponto de não poder nem escovar os dentes, de tanta dor.</p>
<p>Para consolar o aidético que está morrendo lentamente, de inanição e infecções no leito da UTI, e parece uma pilha de ossos saída de um campo de concentração, e fazer ele entender que Deus o ama e se importa de verdade com a vida dele. Não é com conversa fiada de crente, nem discursos furados sobre vida vitoriosa e milagres fajutos, que ele vai se convencer disso, garanto.</p>
<p>Algum dos &#8220;doutores&#8221; chegados à masturbação teológica, apologia da fé, e à dissecação de grego e hebraico (quando o bom português já seria suficiente), ou algum desses escrevinhadores de grossos volumes de teologia sistemática (que seriam bem mais úteis para a humanidade se fossem usados para acender fogueiras, e aquecer moradores de rua), que pensam saber tudo sobre Deus, se habilita? Algum vendedor de milagres disposto a vender sua mercadoria na UTI oncológica? Algum pregador de prosperidade, a fim de discursar sobre vitória financeira para quem está à beira da morte, e não vai levar absolutamente nada junto?</p>
<p>Mas vou avisando: se for para fazer as pessoas se sentirem mais miseráveis, ou culpadas pelo próprio sofrimento, ou vender vagas no paraíso a peso de ouro, favor permanecer nos seus gabinetes, porque disso essas pessoas não precisam, ok?</p>
<p>P.S: Nesse meio tempo, entre um plantão e outro, o paciente soropositivo faleceu na UTI.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2523/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2523&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Finding Darwin&#8217;s God &#8211; Kenneth R. Miller</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 18:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Deus]]></category>
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		<category><![CDATA[Kenneth Miller]]></category>
		<category><![CDATA[origem das espécies]]></category>

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		<description><![CDATA[[...]No início deste capítulo, deixei claro que a crença religiosa não requer que sejam detectadas falhas ou inadequações na evolução. Esta pode não parecer uma ideia radical, mas está longe de ser uma ideia comum. Mais de uma vez, quando religiosos descobriram que sou biólogo, e acharam necessário dizer alguma coisa sobre a grande sombra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2513&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/09/finding-darwins-god.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2514" title="finding-darwins-god" src="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/09/finding-darwins-god.jpg?w=197&#038;h=300" alt="" width="197" height="300" /></a>[...]No início deste capítulo, deixei claro que a crença religiosa não requer que sejam detectadas falhas ou inadequações na evolução. Esta pode não parecer uma ideia radical, mas está longe de ser uma ideia comum. Mais de uma vez, quando religiosos descobriram que sou biólogo, e acharam necessário dizer alguma coisa sobre a grande sombra do Darwinismo, eles escolhem o que obviamente esperam ser uma linha diplomática: &#8220;Bem, você provavelmente sabe melhor do que ninguém, que a evolução é apenas uma teoria. Certo?&#8221;</p>
<p>A evolução não é apenas uma teoria. Atualmente, usamos o termo &#8220;evolução&#8221; de duas formas diferentes, e não parece ser má ideia se palavras distintas fossem usadas para estes dois significados &#8211; história e mecanismo &#8211; para usá-las de forma correta.</p>
<p>O primeiro significado da evolução é a história, uma história natural e viva, onde as raízes do presente se encontram no passado.[...] Significa que o passado foi caracterizado por processos no qual as espécies atuais podem ser rastreadas em ancestrais similares, porém claramente diferentes. E significa que quanto mais nos movemos para trás no tempo, com mais pedaços e peças deste registro histórico, encontramos uma diversidade de formas de vida muito diferentes das que vemos e conhecemos hoje.  Isto é, uma descrição acurada sobre o que sabemos sobre o passado da vida no planeta.</p>
<p>Com relação a isso, a evolução é um fato tanto quanto qualquer outro que conhecemos em ciência. É um fato que os seres humanos não apareceram de repente nesse planeta, como criações sem ancestrais, e é um fato que os sinais desta ancestralidade são claros para a nossa espécie e para centenas de outras espécies e grupos de espécies. É verdade que o registro histórico é incompleto. sujeito a interpretações e aberto à revisões, especialmente à luz de novas descobertas. Não podemos saber ao certo o rumo que as descobertas vão tomar, e não podemos ter certeza se alguns destes sinais possuem erros ou mal entendidos que um dia  serão corrigidos. Sobre o assunto de saber se esses sinais existem ou não, podemos ser definitivos. Eles existem, e ponto. Evolução é um fato.</p>
<p>E no que diz respeito ao segundo significado da evolução, como teoria? A grande contribuição de Darwin, como tenho enfatizado, não foi o reconhecimento da evolução como processo histórico. Ao contrário, foi sua descrição de um mecanismo que poderia dirigir as mudanças evolutivas. A teoria evolutiva é um conjunto de explicações que procura esclarecer como esta mudança aconteceu  A teoria evolutiva leva em conta as contribuições relativas das mutações, variações e da seleção natural, e tenta entender como as ações interligadas de hereditariedade, sexo, probabilidade, ambiente e competição direcionam os detalhes da descendência com modificações.</p>
<p>A teoria evolutiva é um campo vigoroso e contencioso, como deve ser a boa ciência. Encontros científicos sobre este assunto são recheados de argumentações e discordâncias, e isso é uma coisa boa. O conflito intelectual, mesmo num nível pessoal, é bom para a ciência porque motiva os cientistas a testar suas ideias e as dos seus oponentes sob o escrutínio do experimento e da observação. A este respeito, o detalhado mecanismo pelo qual as mudanças ocorrem, é a teoria, mas teoria nesse contexto não significa que seja apenas um palpite sem fundamento. A teoria evolutiva não é um palpite sobre a natureza da vida, assim como a teoria atômica não é um palpite sobre a natureza da matéria, ou a teoria dos germes, pura especulação sobre a natureza das doenças. A teoria evolutiva é um conjunto bem definido, consistente e produtivo de explicações sobre como as mudanças evolutivas ocorrem.</p>
<p>A evolução é tanto fato quanto teoria. É um fato que as mudanças evolutivas acontecem. E a evolução é também uma teoria que procura explicar o mecanismo detalhado por trás destas mudanças.</p>
<p>Seria legal fingir, como muitos dos meus colegas cientistas fazem, que o estudo da evolução pode ser conduzido sem ter qualquer efeito na religião. De certa forma, invejam outros campos científicos &#8211; como a química orgânica ou a oceanografia &#8211; que podem prosseguir a toda velocidade, sem nunca terem que serem jogados na arena religiosa.[...]</p>
<p>[...]Existe alguma possibilidade de que os &#8220;geólogos do dilúvio&#8221; sejam cientistas genuínos e sinceros? É possível que sejam pioneiros solitários trabalhando numa grande e nobre tradição, lutando por respeitabilidade e, em última análise, para provar suas ideias?  Não penso que seja assim; e digo que não se trata de um julgamento de caráter, mas uma avaliação do comportamento científico deles. Se eles realmente acreditam na validade das suas interpretações da história fóssil, deviam estar loucos para explorar uma grande oportunidade científica: os coprólitos.</p>
<p>Coprólitos são fezes fossilizadas. Ao longo dos anos, os paleontologistas têm encontrado milhares destes fósseis, incluindo um notavelmente descrito num artigo da revista Nature, em 1984, com o título &#8220;A Kingsized Theropod Coprolite.&#8221; O tamanho e localização do objeto, indicam que foi produzido por um dinossauro carnívoro, provavelmente um Tiranossauro. O coprólito está recheado com grandes fragmentos de ossos parcialmente digeridos. Outros coprólitos estão também disponíveis, se nossos colegas preferirem, de mamíferos ancestrais, pleiossauros (répteis nadadores), e até de insetos. Para os criacionistas de Terra Jovem, estes fósseis apresentam uma oportunidade única para validarem suas ideias. Tudo que teriam que fazer, seria explorá-los e encontrar evidências de um único organismo contemporâneo. Grãos de pólen microscópicos de plantas modernas, seriam suficientes, no caso de dinossauros herbívoros. Se pudessem encontrar um pedaço de osso de atum, no estômago desses pleiossauros, sacudiriam o mundo da geologia, demonstrando que criaturas da antiguidade e do mundo contemporâneo coexistiram lado a lado antes do dilúvio, como eles sempre disseram. Os criacionistas de Terra Jovem não fazem este esforço. Eles se mantêm cuidadosamente longe de qualquer tipo de contato com evidências genuínas, como o fato de que o sistema digestivo dos pleiossauros estava cheio de amonitas, moluscos extintos, que viveram na mesma era geológica.[...]</p>
<p>[...]Então, como vimos, o designer (inteligente) produziu um organismo após outro, em lugares e sequências que poderiam ser posteriormente, erradamente interpretadas como a evolução, por uma de suas criaturas (pobre Charles Darwin! =P). E apenas para ajudar na composição deste mal-entendido, ele (o designer) se certificou de que os primeiros membros que desenhou, se parecessem com barbatanas modificadas, e que os primeiros maxilares que projetou, se parecessem com arcos branquiais modificados. Ele ainda se deu ao trabalho de garantir que os primeiros tetrápodes tivessem caudas como as dos peixes, e que as primeiras aves tivessem dentes, como os répteis. Tão pensador esse designer, que depois de ter desenhado mamíferos para viver exclusivamente em terra, redesenhou alguns poucos, como as baleias e os golfinhos, para viver na água &#8211; mas não antes de ter desenhado criaturas que viviam de forma dividida: tanto na terra quanto na água.  Trabalhando desta forma mágica, este designer escolheu criar formas exatamente intermediárias entre mamíferos terrestres e mamíferos aquáticos.</p>
<p>Seria legal, fingir que esta descrição não é nada mais do que uma polêmica irreverente, um puxão desagradável de orelha na oposição. Mas não é. É uma boa descrição, de um pouquinho do que qualquer defensor do design inteligente deve acreditar, no sentido de enquadrar suas crenças, com os fatos da história geológica. E isso é apenas o começo.[...]</p>
<p><a href="http://www.amazon.com/Finding-Darwins-God-Scientists-Evolution/dp/0060930497" target="_blank"><strong>Finding Darwin&#8217;s God: a scientist&#8217;s search for common ground between God and Evolution &#8211; Kenneth R. Miller</strong></a></p>
<p>Recomendado!</p>
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		<title>A history of the end of the world &#8211; Jonathan Kirsch</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 18:58:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andrea</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O livro do Apocalipse tem servido como um &#8220;arsenal&#8221; na maior parte dos conflitos sociais, culturais e políticos na história ocidental. Mais de uma vez, o livro do Apocalipse provocou alguns homens e mulheres muito religiosos e perigosos, a entrar em ação para provocar seus apocalipses particulares. Acima de tudo, o cálculo moral do Apocalipse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2507&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em><a href="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/09/art_rj_kirsch_110306.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2508" title="art_rj_kirsch_110306" src="http://nihilsubsolenovum.files.wordpress.com/2011/09/art_rj_kirsch_110306.jpg?w=195&#038;h=300" alt="" width="195" height="300" /></a>&#8220;O livro do Apocalipse tem servido como um &#8220;arsenal&#8221; na maior parte dos conflitos sociais, culturais e políticos na história ocidental. Mais de uma vez, o livro do Apocalipse provocou alguns homens e mulheres muito religiosos e perigosos, a entrar em ação para provocar seus apocalipses particulares. Acima de tudo, o cálculo moral do Apocalipse &#8211; a demonização dos próprios inimigos, a santificação da vingança, e a noção de que a história terminará em catástrofe &#8211; pode ser detectada em muitas das piores atrocidades e excessos em cada geração, incluindo a nossa. Por todas essas razões, a maior parte de nós ignora o livro do Apocalipse, e isso para nosso próprio empobrecimento, ou mais certamente, nosso próprio risco.&#8221;</em></p></blockquote>
<p>O autor misterioso do livro da Revelação (ou Apocalipse, como o último livro do novo testamento é mais conhecido), nunca deve ter considerado que o seu sermão a respeito do fim dos tempos, iria durar mais do que a sua própria vida. De fato, ele previu que a destruição do planeta seria testemunhada pelos seus contemporâneos. Mas o livro do Apocalipse não só sobreviveu ao seu criador; sua vívida e violenta fantasia de vingança tem exercido um papel significante na história da civilização ocidental.</p>
<p>Desde que o Apocalipse foi pregado pela primeira vez como palavra revelada de Jesus Cristo, tem assombrado e inspirado ouvintes e leitores da mesma forma. A marca da besta, o anticristo, 666, a prostituta da Babilônia, Armagedon, e os quatro cavaleiros do Apocalipse são apenas algumas das suas imagens, frases e códigos que fizeram seu caminho na fábrica da nossa cultura.  As questões levantadas atingem em cheio o coração do medo humano da morte e a obsessão com a vida depois da morte. Iremos nós, individualmente ou coletivamente, viver eternamente em glória, ou arder eternamente no inferno? Como aqueles que melhor manipularam esta visão sombria aprenderam, de que lado vamos cair é uma questão de vida ou morte. Usado como arma nas guerras culturais entre Estados, religiões e cidadãos, o livro do Apocalipse tem alterado de forma significante o rumo da história.</p>
<p>Kirsch, que é chamado pelo <em>Washington Post</em> um &#8220;refinado contador de histórias, com um toque de renderização de antigas lendas deixando-as atraentes e relevantes para audiências modernas&#8221;, nos proporciona uma história chocante e de grande envergadura, deste livro escandaloso, que quase foi cortado do Novo Testamento. Da queda do Império Romano à  Peste Negra, da Inquisição à Reforma Protestante, do Novo Mundo à Direita Religiosa, esta crônica do uso e do abuso do livro do Apocalipse conta o desenrolar da história e as esperanças, medos, sonhos e pesadelos de toda a humanidade.</p>
<p><a href="http://www.harpercollins.com/books/History-End-World-Jonathan-Kirsch/?isbn=9780061199295" target="_blank"><strong>A history of the end of the world &#8211; Jonathan Kirsch</strong></a></p>
<p>Um livro bem interessante, sobre quantas vezes ao longo da história ocidental, a data do fim dos tempos foi marcada. Inclusive, com a história da influência que exerceu na política de alguns presidentes norte-americanos, Ronald Reagan, George Bush (pai) e George Bush (filho); o surgimento do sionismo; o impedimento do avanço de qualquer diálogo que venha a gerar paz entre muçulmanos e judeus, porque a paz entre eles, supostamente, impediria a volta de Jesus; e tantas outras bizarrices e loucuras que o ser humano foi capaz de inventar e executar, inspirado por um livro que Lutero pensava que não devia fazer parte do Novo Testamento, o livro do Apocalipse.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nihilsubsolenovum.wordpress.com/2507/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nihilsubsolenovum.wordpress.com&amp;blog=3997866&amp;post=2507&amp;subd=nihilsubsolenovum&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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